“O brasileiro já está cheio de coisa falsa, mas aqui é de verdade”, diz Fausto Silva sobre o Troféu Domingão Melhores do Ano

Publicado há 2 anos
Por João Paulo Reis
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Neste domingo (09) aconteceu mais uma edição do Troféu Domingão Melhores do Ano. A premiação acontece anualmente no programa comandado por Fausto Silva. O apresentador conversou com o Observatório da Televisão e falou sobre seus projetos para 2019, ano que o Domingão completa 30 anos no ar. Confira o bate papo completo:

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 O que você espera para o próximo ano?

“Como todo brasileiro. Pagar as contas, os boletos, ter otimismo, e encarar 2019. A vida é assim. A gente aprende, seja motorista de táxi, dona de casa, o político demora mais porque é mais burro para aprender, mas o negócio é simples. Não esquentar muito a cabeça senão a gente só fica pensando nisso, temos que tocar a vida”.

Ano que vem o Domingão do Faustão completa 30 anos no ar. Qual o balanço você faz disso tudo?

“O balanço é que a gente nem acredita [nesse tempo todo no ar], mas vamos ver se conseguimos mais uns dois ou três anos, esticar um pouco, pagar as contas e não perder o pique”.

Já pensa em se aposentar?

“Não. Até porque não posso. Com filho pequeno, e pilha de carnê para pagar não tem como. A gente tem que correr”.

Novidades

 O que vem de novidade para o ano que vem?

“O programa é que nem supermercado, é para todas as idades, todas as classes, todos os sexos então temos que ter atrações para todo mundo. É difícil, porque não é um programa específico e segmentado. Esse é o maior desafio. Estamos sempre tentando trazer novidades e nem adianta anunciar antes, porque nem sabemos se vai dar certo ou não. O que a gente vai mostrar nessa história de 30 anos, é que a primeira competição de comida foi aqui, várias coisas que a gente já fez há 30 anos, a história acaba se repetindo. Tem muita emoção, muita história para contar, mas principalmente esses quadros que são vitoriosos [Dança dos Famosos e Show dos Famosos] e a competição envolve todo mundo”.

Qual você acha que é o maior desafio hoje da TV aberta?

“Desafio da TV aberta é continuar a fazer o que está fazendo como nos Estados Unidos, em que a TV aberta está cada vez com mais audiência, mais conteúdo ao vivo, seja esporte, programa popular ou jornalismo. Falta tentar fazer as coisas. Todo mundo acha que não vai dar certo e não faz. Qualquer que seja a profissão, se você não tiver criatividade e ousadia, acaba nem se testando para saber se vai dar certo ou não”.

Respeito do público

Como é de manter-se líder de audiência há 30 anos, sendo respeitado pelo público?

“Bom, principalmente quando você tem um pouco de juízo e coerência. Você só tem credibilidade quando vai para um caminho em que você acredita. Quando você pensa em audiência a qualquer custo – e muita gente faz isso – primeiro, você só tem alguma audiência no começo, que é o chamado efeito doce de leite, você come muito depois enjoa, e depois, tem outro problema. O anunciante de bom nível não vai entrar em um programa que não tenha bom nível. Para ele é muito ruim colocar a publicidade de sua empresa em um programa de baixo nível. Ainda que às vezes a gente dê umas derrapadas, porque ninguém é perfeito, você tem que ter consciência disso, e manter certa coerência porque tem que ser uma programação de bom gosto. E sempre estar insatisfeito. Aqui é renovação constante e insatisfação permanente. Qualquer pessoa em qualquer profissão, quando você tiver a oportunidade de fazer outras áreas, outras editorias, faça porque vale a pena. Sempre se aprende alguma coisa. E aqui no Domingão também, sempre a gente aprende alguma coisa, afinal o programa é ao vivo”.

 Você acha que algum filho seu vai seguir carreira?

“Não sei. Se tiver vontade, juízo e realmente quiser… Não vou ficar com essa coisa de impor só porque é filho, porque aí é pior. Se o cara não tiver muita consciência acaba se expondo demais aí vai ver como é a cobrança”.

Você consegue enxergar algum sucessor seu na TV?

“Tem um monte de gente aí”.

Melhores do Ano

Faz um balanço do Troféu Domingão Melhores do Ano para a gente…

“O grande legal do prêmio é a mistura de estilos, idades, gerações. E mostrar para todo mundo essa confraternização sincera. Não é aquela coisa para o público curtir, uma coisa fake. O brasileiro já está cheio de coisa falsa, mas aqui é de verdade. Eu percebo isso, até porque se fosse o contrário eu seria o primeiro a bagunçar. Quando você percebe isso, da Fernanda Montenegro até a mais jovem, todos já têm noção que é importante respeitar seu colega. Você percebe que o cara é decente quando ele concorre com você na mesma situação, e ele é leal. Quando o cara está acima, é chefe, puxam o saco dele, quando está embaixo, puxa o teu saco para subir, quando está no mesmo nível teu e seu concorrente te respeita, você vê que a pessoa tem caráter. Pode concorrer, disputar até um papel no caso de ator, ou um cargo no caso de jornalista, mas precisa ser decente”. 

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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