“O amor tem que ser contado, não interessa o sexo”, afirma Carla Salle sobre personagem bissexual em Onde Nascem Os Fortes

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Em Onde Nascem os Fortes, supersérie da Globo, Carla Salle é Valquíria, a jovem que virou aos poucos a cabeça de Hermano, personagem de Gabriel Leone. Em conversa com o Observatório da Televisão, a morena falou sobre interpretar a personagem, e contracenar com o namorado pela segunda vez.

Em 2017, Carla e Gabriel viveram irmãos na supersérie Os Dias Eram Assim e dessa vez repetem a parceria como par romântico. A atriz comentou que tem paixão pelo Nordeste, e que sua personagem já teve um relacionamento com outra mulher, fato tratado com naturalidade pela série, já que trata-se de um amor genuíno, independente do sexo. Confira o bate papo completo abaixo:

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Série inovadora

“‘Onde Nascem os Fortes’ é um projeto inovador. É diferente de tudo que eu tenho assistido nos últimos anos na televisão. A gente está contando a história desse sertão contemporâneo. É interessante representar o sertão nesse lugar contemporâneo. Durante muito tempo o sertão foi contado de maneira arcaica. Nessa série estamos mostrando um sertão que existe, que vive, que acompanha a evolução, o desenvolvimento em si. Um sertão atual. Enfim, eu acho isso muito interessante.”

Repercussão do projeto

“Eu tenho ouvido muita coisa boa em relação à série. A minha personagem acabou de entrar. Eu tenho ouvido mais coisa em relação ao projeto em si. Eu vejo todo mundo surpreendido, né? Porque é algo novo. A novidade às vezes gera uma aversão, as vezes ela gera uma curiosidade, ela gera tanta coisa junto, né?”

Reencontro com o namorado em cena (Gabriel Leone)

“É sempre muito legal trabalhar com o Gabriel. Essa é a segunda vez que eu estou no mesmo projeto que ele. Na outra vez, nós fomos irmãos (Os Dias Eram Assim). E, agora como par é um lugar diferente em si. A gente trabalha um lugar diferente dentro da gente. Porque o amor já existe. A gente o leva para um lugar completamente diferente do que é o nosso amor da vida real. É um amor completamente diferente do nosso. Existe o amor, que existe entre nós, mas, é num lugar tão diferente, que a gente teve que cavar, se aprofundar, e achar esse lugar dentro da gente. Diferente do que é o nosso, o lugar do nosso amor.”

 

Valquiria ( Carla Salle ) e Hermano ( Gabriel Leone ) se beijam pela primeira vez. (Divulgação/ TV Globo)

Diferenciando o amor da vida real com o da ficção

“Eu não acho que facilita. A gente está costumado com o amor que a gente conhece, que é o nosso. Carla e Gabriel. Esse amor que a gente está construindo, Valquíria e Hermano, que não é exatamente um amor, principalmente da parte do Hermano para com a Valquíria. É uma construção, é uma composição, diferente do que é  gente. Não é simples assim. Vir aqui, e fazer o que a gente já conhece. Colocar para  fora um sentimento que a gente já conhece. É um sentimento desconhecido da gente. É um amor em outro lugar. Então, não é mais fácil não.”

Personagem gay

“Ela é uma mulher livre, muito bem resolvida, e ela viveu uma história de amor no passado com uma mulher, e isso é tratado de forma muito simples, muito natural, que eu acho que é como deve ser tratado mesmo. Porque isso não é um tabu nem na vida dela (personagem), nem na trama. Sem mistério, é tratado de uma forma muito simples, e eu acho que é muito interessante poder falar disso de uma forma muito simples. Eu acho que quando a historia de amor ofende o outro, ou invade o outro, acho que tem o problema com o outro, com quem está assistindo. O amor tem que ser contado, não interessa o sexo. Toda forma de amor é linda, e tem que ser aceita. Se você não aceita, o problema é seu. Por isso eu acho que essa história está sendo contada de forma muito simples, sem tabu, e, eu acho muito interessante. Ela vai batalhar por esse amor. Ela é uma mulher decidida. A Maria é um fantasma para ela. Ela atravessa uma história que ainda não terminou, a história da Maria e do Hermano. Ela tem um passado bem instável.”

Liberdade

“Eu acho que a partir do momento que você quer ter liberdade, você tem que dar liberdade ao outro. Você não pode querer ser livre, e aprisionar o outro. A liberdade é uma via de mão dupla, né? Eu enxergo a liberdade dessa forma.”

Paixão pelo nordeste

“Eu sai do nordeste extremamente transformada. Eu tenho raízes sertanejas. A família de minha mãe é do sertão de Pernambuco. Eu carrego muito da história desse povo no meu próprio sangue, aquele lugar me toca em um lugar muito especial. Fiquei reconectada com as minhas raízes. O sertão lhe deixa em contato com o que é essencial: o corpo, a terra, o céu. Foi engrandecedor passar aquele período naquele lugar.”

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