No papel de garota sequestrada em série, Hanna Romanazzi fala sobre cenas no cativeiro: “Foi difícil”

Publicado há 3 anos
Por André Romano
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Hanna Romanazzi, que viveu Gironda, na novela Liberdade, Liberdade, encarou mais um desafio em sua trajetória profissional. A atriz topou participar do filme A Divisão, no qual dá vida à Camila, filha de um deputado, que acaba sendo sequestrada e ficando em cárcere privado durante 70 dias. O longa-metragem será editado em formato de série e será exibido no canal pago Multishow. A seguir, confira a entrevista com a jovem que inclusive passou por uma mudança de visual para a personagem:

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Com 22 anos, você já fez papéis de destaques em nossa TV. Qual o balanço que você faz de sua carreira até aqui. E, qual foi o trabalho mais desafiante que você fez até aqui?

“Me sinto muito grata por ter aprendido tanto com as personagens que já interpretei. A profissão do ator é um eterno aprendizado, então, sinto que estou num processo de evolução constante. Alguns papéis acabam sendo menos complicados por estarem muito próximos a minha realidade. O mais desafiador, por enquanto, foi o da minha personagem no filme A Divisão. Como é uma menina que passa meses sequestrada em um cativeiro, precisei acessar uma carga emocional muito grande e entrar numa realidade muito distante da minha.”

Como a arte surgiu em sua vida?

“Acabou surgindo naturalmente. Comecei fazendo campanhas publicitárias e catálogos de moda quando era criança por diversão e mais tarde a coisa acabou ficando séria. Aos 10, entrei em um curso de teatro e comecei a fazer testes para a televisão. Consegui estrear minha primeira novela aos 12.”

A profissão de atriz/ator é uma profissão instável. E muita gente reclama disso. Você já pensou em desistir?

“Nunca pensei em desistir. Sei que é uma profissão difícil e como nosso mercado é complicado, mas nunca deixei os ‘nãos’ me abalarem.”

Quais são as suas inspirações?

“Muita gente me inspira. A Jessica Lange e a Natalie Portman são atrizes que me inspiram muito. Das brasileiras, amo o trabalho da Andreia Horta e da Lilia Cabral, com quem pude trabalhar em Liberdade, Liberdade.”

Você está envolvida na gravação de um filme intitulado A Divisão, que depois irá ser transformado em uma série do Multishow. Como está sendo participar desse projeto?

“Foi ótimo, aprendi muito com o papel. Foi minha primeira vez fazendo cinema e pude entender como esse universo funciona. Estava acostumada com a correria das gravações da TV, em que é normal gravar dezenas de cenas por dia. Nas filmagens do filme, às vezes tirávamos o dia inteiro para gravar 3 cenas.”

Você vai interpretar Camila, que vai ser sequestrada durante 70 dias em um cativeiro. Como foi a preparação? Conversou com alguém que já tinha passado por isso?

“Nossa preparadora de elenco, a Maria Silvia, me ajudou muito a compor a personagem. Como a personagem passava muitos dias em um cativeiro, tivemos a preocupação de não deixa-la em só um estado emocional. Conversei com a Mariana Roquette Pinto, que foi sequestrada na favela do Vidigal em 98, e ela me ajudou muito a entender o sentimento de impotência das pessoas que passam por esse tipo de situação.”

Como foi gravar as cenas no cativeiro?

“Gravamos quase todas as cenas na Vila Vintém, favela no Rio de Janeiro. Eram cenas com pouca iluminação e quase sempre minha mão ficava acorrentada em algum lugar. Foi difícil, mas saía no fim do dia com o sentimento de dever cumprido.”

O que tira você do sério?

“Mentiras me tiram do sério.”

Qual o Brasil que você deseja para essa nova geração?

“Um Brasil com mais tolerância, mais justiça e menos ódio. Vivemos uma realidade em que todo mundo quer passar por cima de todo mundo. Precisamos nos ajudar. Precisamos também de investimentos na educação das gerações futuras. Ninguém aguenta mais notícias de desvio de verba pública para satisfazer interesses de gente desonesta. A educação é a base de qualquer sociedade e as coisas começam a dar errado quando não temos essa base.”

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