No ar em Malhação, Daniel Rangel abre o jogo sobre uso de drogas: “Não é minha vibe, mas não tenho nada contra”

Publicado há 3 anos
Por Cris Veronez
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Após encarar com sucesso o desafio de viver Dom Miguel na novela de época Novo Mundo (Globo) em 2017, Daniel Rangel, 22, agora tem a incumbência de integrar o contemporâneo mundo dos jovens de Malhação -Vidas Brasileiras.

“A dubiedade deixa o personagem rico”, afirma Daniel Rangel sobre o Alex de Malhação: Vidas Brasileiras

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Alex, seu personagem na novela teen, acaba se envolvendo em um caso de polícia. Vítima de Clarissa (Carla Diaz) e Carol (Giovana Cordeiro), ele é acusado injustamente de tráfico de drogas, entretanto, tenta provar sua inocência.

Daniel Rangel fala sobre Pérola e Maria Alice: “O Alex fica muito perdido entre as duas”

Novo personagem

Em entrevista exclusiva ao Observatório da Televisão, Daniel Rangel festeja o atual momento da carreira, opina sobre os dramas do personagem, surpreendentemente diz que o estudante merece o perdão da ex-namorada e fala abertamente qual a sua opinião sobre o uso de drogas.

Confira o bate-papo na íntegra:

Daniel, como está a repercussão da trama atual do Alex?

Acho que a repercussão da trama do Alex tem sido bem legal e a audiência também. Tenho recebido muitas mensagens de elogios e comentários sobre as cenas, e também falando sobre a importância de abordar o tema das drogas.

Não dá para fechar os olhos, pois isso acontece de verdade. Muitas vezes vamos a lugares nos quais estamos propícios a este tipo de coisa. Temos que estar sempre ligados quando seguramos copo em festas, para não deixar ninguém colocar nada dentro.

Também temos que ter cuidado com quem a gente conhece, né. No caso do Alex, ele conheceu duas meninas lindas e elas só queriam ferrar com ele.

Curiosidade

Outro dia fui no drive thru comer um sanduíche e a atendente disse: nossa, você tá em uma enrascada né, menino? As pessoas na rua às vezes ficam com peninha de mim (risos).

Ele se meteu em uma grande enrascada e está levando a culpa de algo que não fez. Você já passou pela situação de conhecer alguém assim do nada, confiar nela e depois descobrir que a pessoa não era bacana?

Eu nunca passei por uma situação tão extrema como a do Alex, mas já aconteceu de eu confiar em uma pessoa que eu conhecia há pouco tempo, achar que ela era uma coisa e diante de algumas atitudes percebi que essa pessoa não era nada do que eu imaginava. Mas ainda bem que descobri muito rápido.

Jogo aberto: Você já usou drogas? O que tem a dizer sobre a experiência? Se nunca usou, não usou porque é contra ou porque simplesmente não quis?

Nunca usei drogas, mas não tenho nada contra. Só não é a minha vibe. Acho que as pessoas têm que fazer uso consciente daquilo que elas querem.

No meu caso, nunca tive vontade, então nunca usei. Mas acho que a gente deveria estudar um pouco mais sobre a descriminalização das drogas. Todo mundo ia sair ganhando com isso.

Sugestão

O tráfico atualmente domina porque não se fala sobre o assunto, então as coisas ficam nesse sistema medíocre que mata todo mundo: quem vende, quem compra e quem não tem nada a ver com droga.

Alex vacilou com a Maria Alice, né? Você acha que ele merece ser perdoado por ela? Você perdoaria, se estivesse na pele da Maria Alice?

O Alex deu uma vacilada mais ou menos, porque antes de ir para essa balada com o Hugo ele conversou abertamente com ela e a chamou para ir junto. Ela não quis ir e não se importou que ele fosse.

Mas acho que ele acabou se deixando levar pelo ambiente, as meninas drogaram ele, então ele não tem culpa. E mesmo drogado, ele não traiu a Maria Alice.

Acho que o vacilo pode ser no sentido de que ele não percebeu o que estava acontecendo ao redor dele, que aquelas meninas eram impostoras. Ele só foi bobo.

Situação compreensível

Eu perdoaria sim, se eu estivesse no lugar da Maria Alice, por entender que ele estava ali só querendo se divertir, mas as coisas infelizmente aconteceram de forma errada por causa de pessoas mal intencionadas. Acho que a situação do Alex é compreensível.

Vi um post lindo que você fez para a Alice Milagres de aniversário. Vocês ficaram super amigos, né? Aliás, o elenco todo do colégio parece ser bem entrosado e unido fora das telas.

Sim, eu e a Alice viramos muito amigos. Tivemos uma relação muito forte desde quando fizemos o teste. Criamos uma conexão. Já conhecia a Alice através de um amigo em comum, mas na época do teste não liguei o nome à pessoa.

Mas ela lembrava de mim. E a gente criou uma amizade muito bacana. Acho isso fundamental, porque é muito bom ter uma troca artística assim, em que tem algo a mais além do profissional.

Amizade

Criamos uma amizade bacana. Trocamos áudios de cinco minutos para falar sobre nossas questões. E todo o elenco tem essa afinidade. Gabriel Contente e Tom Karabachian também são muito meus amigos.

Você é um ator que deu a cara a tapa para tentar realizar seus sonhos profissionais no Rio. Passou muito perrengue para chegar até aqui? Sente orgulho da sua caminhada quando olha para trás?

Eu passei muitos perrengues mesmo. Na real eu continuo passando, mas em outros sentidos. Saí de Campos com poucas possibilidades.

Não tenho família aqui no Rio e a minha família lá também não tinha condição de me bancar por aqui para sempre. Trabalhei dos 14 anos aos 17 para juntar dinheiro para vir para o Rio.

Meus pais, quando viram o meu esforço, me apoiaram completamente e me apoiam até hoje. Eles me visitam uma vez por mês.

Relação com os pais

Temos uma relação muito boa. Sinto muito orgulho da minha caminhada porque foi tudo gradativo. Comecei a conhecer de fato o que era teatro aqui no Rio, na CAL.

Comecei a fazer peças, depois fui chamado para fazer cadastro de vídeo na Globo, fiz testes e levei muitos nãos. Fiz o filme Fala Comigo, que ganhou prêmio de melhor filme no Festival do Rio e pelo qual fui indicado na categoria de melhor ator coadjuvante.

Minha primeira participação na Globo foi em Totalmente Demais e eu tinha uma fala, que virou três falas porque o diretor me deixou improvisar.

Em Êta Mundo Bom eu fiz uma cena inteira e em Novo Mundo tive um papel de destaque. Agora veio o Alex, que é um personagem com bastante visibilidade, bastante texto e carga dramática…

Acho que eu não estaria preparado para este personagem se eu não tivesse passado por tudo o que passei antes. É importante respeitarmos os degraus da vida.

Daniel Rangel fala se tem um Plano B

Vida de artista é sempre instável. Não sabemos se amanhã estaremos trabalhando ou não. E também precisamos segurar a onda para não aceitar qualquer proposta porque o trabalho pode não ser legal.

Temos que ter pé no chão, planejamento. Nunca pensei em plano B. Se você tem um plano B, pode faltar atenção para o plano A, e meu foco total é ser ator.

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