Nicolas Prattes se prepara para dar vida ao Samuca de O Tempo Não Para e diz: “É um dos textos mais brilhantes que eu já fiz”

Publicado há 2 anos
Por Cadu Safner
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O ator Nicolas Prattes se prepara para voltar ao ar na pele de Samuca, seu personagem na nova novela das sete, O Tempo Não Para. Em meio a boatos de que estaria vivendo um romance com a atriz Juliana Paiva, o ator revela que a química entre os dois fica somente entre seus personagens na trama. Durante entrevista ao Observatório da Televisão, Nicolas Prattes revelou os primeiros momentos de Samuca na trama de Mario Teixeira e as experiências vividas com ele até aqui. Confira:

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O que você tem achado do seu personagem em O Tempo Não Para?

Estou muito satisfeito. A Marocas vai ensinar ele a pensar, sentir e agir. Você pega um cara de 2018 com uma mulher de 1886, existem, obviamente, muitas diferenças e costumes.  Ela não pode me ver de bermuda e sem camisa porque isso é um assedio, é uma afronta. Ele não pode falar você, é senhorita. Quando ela tem que sair eu tenho que levantar. Quando ela quer ficarem pé eu tenho que me levantar primeiro.

Ele tem uma outra visão de mulher, tem outra visão da vida, essa mulher vai ensinar pra ele que todas as mulheres que ele conheceu na vida está fazendo errado. Ele se identifica com ela, eles tem um encontro de alma. Em 1886 ela era abolicionista, e nesta época ser abolicionista era ser revolucionário, era ser para frente, é pensar no futuro. Ele é um cara que criou uma empresa, é um visionário, a empresa dele está mudando o mundo, então eles vão se encontrar e ver que tem coisas em comum.

“Ele diz que gosta da Marocas do jeito que ela é”, afirma Nicolas

Isso vai se desmembrando em coisas que eles também não tem em comum. Ele a ensina como ela se portar e ela começa a gostar das vestimentas das mulheres de hoje, dos looks, ela vai descobrindo coisas. Ele diz que gosta dela do jeito que ela é. Eles se ensinam muita coisa como falar inglês e francês, e naquela época falar francês era algo muito de status. Ela nunca frequentou colégio porque colégio era coisa de homem.

“Eu não a considero vilã”, afirma Nicolas sobre a personagem de Cleo em O Tempo Não Para

Haverá muitos conflitos com a personagem da Cleo?

Eu não sei se eu considero a personagem da Cleo uma vilã. É aquela coisa, todo mundo quer fazer um personagem humano, virou clichê. É que eu estava de casamento marcado com ela, então chega uma mulher e muda tudo. Existe a coisa do ciúme, tem aquela coisa de quem é essa mulher. São atitudes que mulheres do dia de hoje tomariam. Ele ama a personagem da Cleo, mas, de outro jeito.

Era cômodo pra ele, se conheciam desde os quinze anos, tinham os mesmo amigos e ideias. Ela é uma mulher pra frente e de personalidade forte. Mas, não é aquela coisa intensa. E a Marocas mostra isso pra ele. São essas coisas que causam essa raiva ou sentimentos que afloram nela, que justificam as coisas que ela vai fazer. Não sei se ela é vilã. Eu não acho.

Quando você leu a sinopse da novela, o que você pensou?

É um dos textos mais brilhantes que eu já trabalhei, o autor é muito realista e tem o bom humor na medida certa. O recado é dado!

Muitas notícias sobre um possível relacionamento entre Nicolas e Juliana Paiva pipocaram na imprensa

O amor da ficção veio pra vida real?

Já? Calma. O que eu posso falar é que a novela está maravilhosa. Estou Doido pra me ver na TV de empresário.

Quais as principais características do Samuca?

Ele vai pra reunião de sandália, bermuda. Ele quebra rótulos, ele é o empresário que põe o ser humano em primeiro lugar. Ele iguala todo mundo, mas, gosta de gente competente. Ele é um cara muito difícil de tirar  do sério, ele não grita, ele só perde a rédea da vida dele com a Marocas. Ele perde a primeira reunião da vida dele porque ele está com ela no hospital. Eu sempre quis sair um pouco da minha zona de conforto.  Estou aprendendo a cada dia.

Nicolas Prattes se compara ao personagem quando o assunto é empreendorismo

Você tem esse negócio igual ao Samuca de ser empreendedor?

Eu tenho uma empresa que é um espaço de beleza, mas, eu não toco, quem toca são meus pais. Abrimos tem dois anos. Eu tenho esse lado de pagar conta de funcionário, tenho essa visão de lidar com as pessoas e filtrar problemas.

Para um ator como é quando a ficção passa para a vida real em linhas gerais?

A linha que a gente vive é uma linha tênue. Eu vou para a casa e estou com a tatuagem do personagem, eu passo doze horas por dia vivendo o cara, oito horas eu durmo e quatro é o Nicolas. Eu levo um pouco de todos os personagens que eu já fiz.

Te chateou as notícias de um possível relacionamento entre você e a Juliana Paiva?

Não. Isso na verdade no nosso primeiro encontro já falamos disso. Pois, nós dois estamos solteiros, se acontecesse algo, para a divulgação da novela vai ser bom. Depois que a novela for pro ar, vai ser melhor ainda, porque o pessoal vai achar que tem química, e, eu digo, temos química. Mas, nós não estamos namorando. Afirmo isso pra vocês.

O surf também faz parte da vida do ator antes mesmo da novela

Você já surfava antes da novela? Como foi isso pra você?

Eu já surfava, surfo desde os 12 anos, mas sou o surfista de fim de semana. Com a novela eu tive que intensificar, saio do Projac, se está sol eu surfo, se está ficando noite eu surfo. É uma coisa que já está na minha vida, a vida marítima é uma vida viciante, é uma terapia, é muito gostoso. Se eu tenho cena muito tensa eu já não vou surfar, porque o surf me dá um estado de espirito tão tranquilo, que, para gritar com alguém em cena é difícil. É uma terapia, não tem outra palavra.

Você é engajado em causas ambientais igual ao Samuca?

Ele é um cara que tem a maior empresa do Brasil relacionado a isso. Eu não chego nem perto.  Eu sou cara que faz o básico que é ter seu lixo no carro, não jogar lixo na rua. São coisas básicas mas que fazem a diferença.

** Entrevista feita pelo jornalista André Romano

 

 

 

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