Nego do Borel sobre interpretar Tião Macalé em Os Trapalhões: “Responsabilidade Enorme”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Após participar de duas temporadas de Malhação, e da Dança dos Famosos em 2016, Nego do Borel, vive Tião Macalé na nova versão de Os Trapalhões, exibida diariamente no Canal Viva. O cantor e ator conversou com nossa reportagem e falou sobre os desafios profissionais da nova fase da carreira.

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Você assistiu muita coisa do Tião Macalé para compor essa homenagem no remake de Os Trapalhões?

Só consegui ver algumas coisinhas do Tião na internet, não pude tirar tanto do Tião. O novo Tião é um pouquinho Nego do Borel, um pouco Tião das antigas. Tento fazer ele não perder as origens.

Ficou tenso nos primeiros dias de gravação?

Acredito que tenha me soltado depois da terceira semana de gravação dos trapalhões. No começo eu fiquei meio assim. Não é fácil fazer esse personagem. Você procura na internet pra estudar e não tem muito vídeo dele, antigamente ele só fazia: “tchan”, “nojento”, não tinha muito texto pra ele e hoje, o novo Tião tem bastante texto.

Como assim?

Hoje ele interage com outros personagens. Grava com Mussa, com Didico, Dedeco, todo mundo. Eu tenho que seguir a linha do Tião, dou uma saidinha de leve, com um jeito marrento, mas sem perder a essência.

Como está sendo participar dessa homenagem?

Pra mim está sendo incrível estar aqui. Ainda mais ao lado desse cara (Mumuzinho) que eu sou fã. Com esse elenco maravilhoso. Sempre que eu tenho dificuldade, eu procuro um deles e eles tão sempre comigo, me abraçando, me ajudando. E com a gente não tem vaidade. É como uma família, hoje posso dizer que estamos entrosados. Estou super feliz.

Sente o peso da responsabilidade?

Tenho uma responsabilidade enorme nas minhas costas, que é interpretar o Tião, que é um cara respeitado, e estar nos “Trapalhões” também. Os trapalhões é os trapalhões na Rede Globo, é um clássico, uma relíquia respeitada pra caramba. Independente da minha música, e da Malhação.

Pensa em uma segunda temporada?

Gravei pouco nessa primeira temporada, foi tudo ao mesmo tempo, contrato fechado rápido, Dança dos Famosos, Malhação. Se formos renovar, creio que vai dar pra dar uma descansadinha e vir com tudo de novo pra fazer o Tião na segunda temporada.

Você se considera um ator?

Eu nunca fiz um curso, nunca tive uma preparação pra atuar. Eu quero muito saber o que eu estou fazendo, estudar mais o que é ser ator, como é atuar, entender o que eu estou fazendo. Eu quero! Só preciso ter um pouquinho mais de tempo.

Gosta de assistir às suas cenas?

Gosto de me assistir bastante. Gosto de sentar e ver o que eu estou fazendo. Se tá dando pra entender o que eu estou falando, como tá meu posicionamento, entender o que eu testou fazendo, se estou passando emoção pro pessoal.

Você sofreu algum tipo de preconceito por não ser um ator formado?

Acho que que tenho essa energia muito boa, muito alta, muito forte, todo mundo me abraça, me aceita bem. Às vezes, muito difícil, percebe-se, mas procuro fingir que não estou vendo e bola pra frente, já era e eu fico tranquilo.

Você se acha um bom ator?

Na verdade, acho que não sou um bom ator. Acho que falta muito ainda pra falar que sou um ator, que faço bem. Às vezes fico me perguntando o que eu tô fazendo.

Você se considera uma pessoa espiritualizada?

Acho que meu lado espiritual, minha fé em Deus, acho que minha vida pessoal ajuda muita as minhas conquistas no trabalho. Tudo que eu já passei, tudo que já vivi, vim de uma comunidade sofrida em que milhares de jovens tentam se destacar e não conseguem, porque não tem condição, aceitação e hoje sou exemplo. Acho que não é sorte, é Deus na minha vida.

Você continua sendo o mesmo Nego da época do Borel?

O mesmo Nego eu não continuo. A pessoa muda. Eu continuo indo no Borel, tenho meus projetos, faço minhas festas lá. Acho que a pessoa deve mudar, mas não deve perder as essências. A gente deve se adaptar. Eu procuro melhorar até pra chegar num lugar maior que eu imaginava. Eu mudei, mas continuo com meus amigos de antes, sempre que posso estou com minha família. Isso é muito bom.

Você chegou onde sempre sonhou?

Ultrapassei muito e muito o limite que sonhei. Eu sonhava só em ter um quartinho dentro de casa com piso legal, com televisão e um computador. Uma moto 150,125. Poxa, hoje eu fico pensando que fui muito além. Tinha vontade consertar meus dentes, tinha vontade fazer um montão de coisas. Achava que ia chegar até um limite e hoje ultrapasse e muito esse limite.

*Entrevista realizada pela jornalista Núcia Ferreira

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