Nathalia Dill fala sobre sua personagem em Orgulho e Paixão: “Ela é desbravadora”

Publicado há 3 anos
Por Redação
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Após o fim da novela Rock Story em junho deste ano, a atriz Nathalia Dill encarou vários projetos como um filme, uma peça, e se prepara para viver a protagonista da próxima novela das 18h, Orgulho e Paixão. Em entrevista, ela contou o que sabe sobre sua nova personagem e comemorou seus 10 anos de TV Globo. Confira:

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Qual o nome da sua personagem na nova trama das seis, que estreia em 2018? Pode contar um pouco sobre ela?

Ela se chama Elizabeta, baseado no livro da Jane Austen. O que eu acho mais legal é que ela é uma mulher à frente do seu tempo, desbravadora e moderna. Acho que contar essa história em 1800, tem tudo a ver com o que a gente está falando agora. Então, a gente vê que essa luta feminina é antiga! Não sei se já pode se dizer que ela é uma feminista, nessas palavras, mas é uma mulher, com certeza muito à frente do tempo.

Sabemos que ela é filha da Vera Holtz, e que serão quatro irmãos. E a construção, já está começando?

A gente ainda não começou nem a preparação, eu só fui provar o figurino, que está maravilhoso. É como se ela fizesse as próprias roupas à mão, ali na Fazenda, então, tem uma coisa de autonomia, sabe? De liberdade, de fazer as próprias coisas, que eu achei bem interessante. E numa força sem igual. Ela tem uma relação muito bonita com o pai, então vai usar umas coisas do pai, como se fosse umas camisetas, tem uma pegada um pouco mais masculina. Eu acho que a preparação é em ainda esse mês, e começar a gravar em dezembro.

Sua personagem não tem nada de mocinha sofredora?

Não, total heroína! O que eu achei legal é que ela é heroína, mesmo. Então ela é forte.

Você tem uma grande rival?

Eu acho que é a Alessandra Negrini, mas eu não tenho tanta certeza.

Na sua carreira, você tem galgado muitas protagonistas. Como é que você sente? É um peso maior?

Eu fiquei muito feliz, porque essa semana completa exatamente 10 anos, que eu entrei na TV Globo. É uma data muito especial. Daí eu fiquei refletindo sobre a trajetória, todo mundo que eu conheci, que trabalhei, e eu vejo o tamanho do aprendizado que eu tive nesses anos todos. Enfim… Todas as oportunidades que eu tive, todos aprendizados que eu tive, não tem nem como agradecer! Mas a sensação é que eu acabei de começar, isso é muito louco.

Você vai se preparar pra novela e ainda tá no teatro. Como administra isso?

Acabei de fazer um filme, aqui em São Paulo, uma comédia romântica, chamada Incompatível, com produção da Gullane Filmes, direção do João Araújo, explorando comédia, que é um terreno que é pouco explorado, que eu queria dominar mais, que eu queria investigar. Meu par romântico é o Gabriel Louchard, que é muito engraçado, que faz stand-up e é mágico. E o filme é muito legal, porque ele é dinâmico, a gente tem muito improviso, tem muita troca, tem muito jogo e foi muito divertido fazer. A gente fez em São Paulo, o roteiro é do Paulo Cursino.

O filme tem previsão de lançamento?

Ano que vem! Talvez em abril ou maio. Minha franja foi para o filme, porque ela é uma blogueira, então é uma história de amor nesse universo da internet, entre blogs e coisas do tipo.

Como tem sido voltar ao teatro?

Antes eu queria falar da peça, na verdade. A peça são 3 atores, é comédia também, primeira vez que eu faço comédia no teatro. Oito anos fora dos palcos. Retomando, porque eu comecei no teatro, fazendo faculdade de teatro e o Daniel Herz foi um dos primeiros professores que eu fiz curso fora, e ele tem um curso no Lauro Alvim, que é uma casa de cultura. Há 15 anos, eu fui fazer um curso e fiz 3 anos do curso dele; e minha primeira peça profissional foi há 15 anos, com ele também. Daí voltar agora, depois de todo esse tempo, com ele na direção, comédia também, que é um universo que eu explorei pouco, ainda mais no teatro. Que sempre tem uma técnica muito grande, de timing de comédia, de tempo de respiração, de troca, de jogo cênico… Então, tá sendo uma experiência muito legal. Muito, muito!

A peça vai até quando, aqui no Rio de Janeiro?

A idealização é do Eduardo Barata, que é esse produtor aqui do Rio de Janeiro, junto com a Vilma Melo e com o Rafael Canedo. A gente está ficando aí! (risos). Curta temporada, até novembro.

Filme, novela e teatro: tudo ao mesmo tempo! Como que você administra sua vida pessoal? Como é o seu dia?

Não administra, que é tudo uma só! Na verdade, assim. Não tem uma regra, não tem um cotidiano certo. Sinto até muita falta de ter uma regra, um cotidiano, mas não tenho não. Ele vai variando e eu tento achar mini cotidianos dentro de cada trabalho, essa é que a verdade. Eu tento não misturar muito, até porque minha cabeça dá um nó, então quando eu estava ensaiando a peça, eu tentei ensaiar só a peça e tinha o mini cotidiano ali do ensaio da peça… Aí com o filme, eu tentei fazer só o filme, aí tem esse cotidianozinho do filme, sabe? E agora com a novela, agora que eu vou começar, porque eu não posso fazer as 3 coisas, daí eu fico doida. Depois que a peça estreia, é uma coisa, quando a gente ensaia, a gente ensaia todos os dias, toda semana, 5 horas por dia, então… Agora que eu estou só com ela em cartaz e divulgando a peça, agora que eu vou conseguir realmente ler o livro que eu quero ler da Jane Austen, que eu vou começar já pra ver figurino. Inclusive, já tive reunião de caracterização, com a direção e agora que eu vou conseguir ler o livro. É assim que eu faço! Mas é uma coisa de cada vez, senão eu fico bem doida.”

Quem é o pai romântico da Elizabeta?

É o Thiago Lacerda.

Mais uma novela de época? Tem repercutido bastante. Como você enxerga isso?

Cada um na sua época, né? Acho que vai ser bem legal, assim. O livro é bem legal, e a personagem é incrível. Eu fiquei muito animada assim, muito! Até pelo que a novela quer dizer, com essa mulher, com essa heroína, com a equipe também, que o Fred Mayrink faz parte, e que eu já tinha feito ‘Alto Astral’ com ele, super legal.

É tudo feito no Rio de Janeiro, correto?

Acho que tem umas viagens por uns matos, aí! Eu não sei onde são esses matos não, deve ter umas viagens por aí.

Você nem tem ideia de onde sejam as locações?

Não, ainda não me passaram. Ainda é muito recente! Acho que mês que vem… Se tivessem me entrevistado mês que vem, conseguiria responder.

Agora sua vida fica em São Paulo! Você curte?

Adoro! Meu sonho era fazer teatro aqui e sempre quis trabalhar aqui. Na verdade, ano retrasado eu quase fiz uma peça em São Paulo, cheguei a ensaiar uma semana, mas aí, enfim…Aí me escalaram pra ‘Liberdade, Liberdade’, tive que sair. Foi super legal, não tinha como dizer não.

O que você mais gosta em São Paulo?

Eu gosto do teatro, eu gosto da vida artística, tem sempre coisas interessantes acontecendo, tem gente do mundo inteiro, tem gente do país inteiro… Então as pessoas se respeitam muito, porque é muita mistura, muita diversidade. Eu gosto porque tem sempre muita coisa pra fazer, tem comida boa.

Você costuma sair andando pela cidade?

Eu não gosto desse tempo louco, que é ‘fica inverno, fica verão’, fico doente. O Rio é assim: amanheceu verão, fica verão; amanheceu inverno, fica inverno… Não é essa coisa louca. Aqui, eu fiquei muito impressionada. Isso é a única parte estranha.

Em uma entrevista recente do Encontro com Fátima Bernardes, você estava de óculos. Está melhor?

Eu acordei com tersol nos dois olhos. Eu fui depois passando remédio, fiquei botando compressa, mas quando acordei de manhã, estava muito inchado, muito inchado… Mas eu queria muito, porque eu queria divulgar a peça, e a produção da peça tinha pedido muito pra eu ir.

Acho que as pessoas fizeram um carnaval com isso. Concorda?

Era muito em cima, não tinha outro ator pra botar, precisa ter uma pessoa técnica, um artístico, ali no sofá, e eu queria muito divulgar a peça! Nem adiantou nada, porque ninguém ficou prestando atenção na peça, ficaram prestando atenção nos meus óculos. Mas antes eu avisei no meu Instagram, que eu tava assim, que eu não conseguia nem maquiar o olho, estava com o olho inchado, meio baixo. Estava doendo tanto, que eu não conseguia olhar pro lado, que doía, quando eu forçava pra cada lado, doía, quando eu fechava o olho, doía… E aí eu fui de óculos escuros!

E sobre a censura da arte, você gravou um depoimento com o Grupo 342… O que você tem a dizer sobre isso? O que acha da repercussão toda que está tendo?

Acho que a gente tem que ter mais amor! A gente tem que valorizar a arte, que é tão desvalorizada no Brasil. A gente vê toda hora uma demonização da arte, demonização de tudo. A arte está aí pra acrescentar, pra engrandecer.

Solteira sim, sozinha não?

(risos) Tô feliz. Tô bem.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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