“Não quero ter um rótulo, seja qual for”, afirma José Condessa, de Salve-se Quem Puder

Publicado há 9 meses
Por João Paulo Reis
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Se tem alguém que chamou a atenção nos primeiros capítulos de Salve-se Quem Puder, a nova novela das sete da Globo, este alguém é José Condessa, que na trama interpreta Juan, rapaz apaixonado por Luna (Juliana Paiva), uma das protagonistas. Natural de Portugal, o ator que faz sua estreia em novelas brasileiras, contou como aconteceu o convite.

Ele estava fazendo uma novela em Portugal junto com a atriz Carolina Kasting e, Daniel Ortiz, autor da nova trama, que se divide entre Brasil e Portugal, o chamou para um teste. Ele conta durante o bate-papo como construiu o personagem, e a admiração que tem pelo colega, o também português, Ricardo Pereira. Confira:

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Desde que anunciaram que você estaria em Salve-se Quem Puder, você tem recebido mensagens do público brasileiro?

Sim. Eu tenho recebido muitas mensagens do público. Quando você vai para um país em que tem que começar seu trabalho do zero, dá muito medo e duvida, se vai ser bem aceito, mas o povo tem sido maravilhoso. Recebo muitas mensagens de incentivo e de amizade.

Como você chegou ao personagem? Conta para a gente um pouco sobre ele.

Ele chama-se Juan, é um mexicano. A maior dificuldade para mim como ator é o sotaque, e ter que perder o sotaque português de Portugal. Fiz um trabalho de preparação, mas é mais fácil quando estou estudando o texto do que aqui falando com você. Procurei um pouco da cultura mexicana, e até estudei sobre o dia dos mortos, porque a forma como eles vêem a morte é muito bonita, é uma celebração, não uma tristeza. A construção do personagem foi muito baseada na alegria, quase como se fosse um sol. O trabalho do Juan nesse núcleo é como se fosse a energia do grupo, um cara que transmite a felicidade, e o amor.

Como é a troca com a Juliana Paiva?

Maravilhosa. Juliana é uma colega maravilhosa, e muito genuína no seu trabalho. Gosto de trabalhar com ela nesse sentido porque é muito verdadeira, e tem sido uma grande amiga. Meus colegas têm sido minha família aqui.

Ela passou por um problema recentemente, e perdeu o pai…

Eu ainda não estava aqui quando isso aconteceu. O que conheci dela é que é um ser humano maravilhoso. Cheguei aqui, não conhecia ninguém, e ela e a Nina foram minha família. Trabalhei em novelas em Portugal por muitos anos, mas tem sempre coisas que são diferentes, e ela foi quem me orientou aqui.

Saíram boatos de que vocês estariam namorando…

Eu tenho namorada em Portugal há dois anos. Eu sei que especularam, e acho normal isso, mas não temos nada.

Juan (José Condessa) em Salve-se Quem Puder (Divulgação/ TV Globo)

Como tem sido lidar com a distância?

É muita saudade. Eu vim para cá sozinho, cheguei aqui com minha representante portuguesa, e depois fiquei sozinho. Chegar aqui e não ter ninguém é complicado, e não tenho como ir lá sempre porque são 10 horas de viagem, e tenho apenas uma folga por semana. Minha namorada atualmente está gravando uma novela por lá e virá para cá assim que terminar.

Disseram que você é uma mistura de Caio castro com Alexandre Pato. Você ficou sabendo disso?

Não falaram. Eu fico feliz.

Como você lida com o rótulo de galã?

Eu acho que é normal. Em Portugal eu faço muito teatro e tive essa primeira abordagem recebendo rótulo de galã ao ir para a TV. Não acho que é negativo, mas enquanto ator eu não quero ter um rótulo, seja qual for, procuro ser o mais versátil possível, camaleônico, e é isso o que gosto em ser ator. Se for para ficar feio, eu fico feio.

O Ricardo Pereira acaba sendo um exemplo também em relação a ser um ator que veio para o Brasil e ficou aqui? Porque nós brasileiros já o enxergamos como brasileiro também.

Claro que sim. O Ricardo está aqui há mais de 15 anos, veio um pouco mais velho que eu, e tem feito muito sucesso. Nós portugueses temos muito orgulho do trabalho dele, e de todos os portugueses que estão aqui. O povo brasileiro nos acarinha muito. Já pedi muita ajuda ao Ricardo, e é um cara que tem um coração enorme.

Como foi a reação de seus pais ao saber que você iria para outro país?

Juntei a família toda, contei que viria para cá e a primeira reação foi uma festa, e depois cai a ficha e você pensa ‘pô, é muito longe’, mas foi muito bom. A Globo acaba sendo uma referência mundial, e só quero agarrar mais ferramentas e ter oportunidades de trabalhar com pessoas novas, e métodos que eu posso levar para Portugal.

* Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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