Naiara Azevedo sobre preconceito antes da fama: “Estava na contramão do mercado. Sou bocuda, despachada”

Publicado há 4 anos
Por Cris Veronez
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Dona do famoso hit “50 reais”, Naiara Azevedo viu sua vida profissional mudar da água para o vinho este ano. Ela foi consagrada como uma das melhores cantoras de 2016 em mais uma edição do Caldeirão de Ouro – uma premiação realizada pelo Caldeirão do Huck, gravada nesta segunda-feira (19).

A cantora conversou com o Observatório da Televisão nos bastidores do programa, que só vai ao ar em janeiro de 2017. Para ela, este talvez tenha sido o melhor ano de sua vida. “Não posso reclamar. Foi incrível”, disse.

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Confira o bate-papo:

O que você sentiu ao ser premiada no Caldeirão de Ouro?
É uma emoção tremenda. Assisti várias vezes o programa e sempre sonhei em estar aqui. Eu estou vibrando, não acreditei até agora, fiquei muito lisonjeada.

Que balanço você faz de 2016?
A gente sabe que 2016 não foi um ano tão bom pra algumas pessoas. Foi marcado por algumas tragédias… Mas eu, Naiara, não posso reclamar de nada. Foi incrível, maravilhoso, um ano de muitas realizações pessoais, profissionais, amorosas.

Você se casou há pouco tempo, né? Como está a vida de casada?
A vida de casada está maravilhosa. Estou feliz, realizada. Meu marido trabalha comigo, embora não me acompanhe nas viagens. A gente se fala todo dia por telefone e as minhas conquistas e vitórias são as conquistas e vitórias dele. Isso dá cada vez mais força pro nosso relacionamento. É só alegria!

Você imaginava que “50 reais” faria tanto sucesso?
Não achava que seria tudo isso! A gente esperava que teria uma certa repercussão, porque é uma música polêmica, tem uma melodia gostosa… Todo mundo quando grava pensa que a música vai pra frente, mas não imaginava que seria assim.

Como foi o processo de composição da música?
Quando a gente foi compor o projeto pro meu DVD (“Totalmente Diferente”, 2016), dei uma pesquisada no mercado pra ver o que estava rolando. Aí, eu vi que estavam sendo contadas muitas histórias nas músicas. Então, pensei: por que não falar sobre uma história real? É claro que não aconteceu exatamente 100% daquilo tudo que está na música. Teve também muita criatividade dos compositores, que fomos eu, Waleria Leão, Maykow Melo, Alex Torricelli e Bruno Mandioca.

O que te inspira a compor, normalmente? Conta pra gente alguma situação em que você se inspirou bastante.
Histórias me inspiram. Esses dias eu estava saindo do aeroporto e tinha um moço esperando alguém. Tinha câmera, fotógrafo, flores… Então eu parei pra ver quem ia entrar ali. No que a moça chegou, ela fez um destrato tão grande com o homem, ele ficou com uma cara…Logo pensei numa música que poderia se chamar ‘Flores para a Pessoa Errada’. Se eu fosse o cara, chutava aquele buquê longe.

Como é sua relação com os fãs?
É muito bacana e muito próxima, porque sou muito acessível. Não gosto que as pessoas pensem que eu sou diferente delas. Sou realmente muito normal, não gosto de fazer lobby, de fazer pose, e as pessoas se identificam muito com isso.

Foi difícil a sua inserção no meio artístico?
Foi muito difícil. Quando comecei com a música, sete anos atrás, estava 30 kg acima do peso que estou hoje. Sou bocuda, falo besteira, sou toda despachada… Eu estava totalmente na contramão do mercado, né? Sofri muito preconceito. Foi muita ralação. Tinha gente que falava que eu era gorda, horrível, que eu tinha a voz estranha, que eu deveria desistir, que era patético, que só eu não percebia a pagação de mico que estava sendo. Hoje, essas pessoas me abraçam e falam que eu sou demais. Isso é péssimo, né! Mas esses comentários me deram força, me trouxeram até aqui. Adoro ser desafiada.

Vai ter novidade para o público em 2017?
Vamos gravar um DVD em abril. A gente está preparando uma estrutura bem bacana. Vai ser aberto ao público, em Goiânia. Ainda estamos procurando músicas especiais para as participações de outros artistas, então não podemos adiantar muita coisa.

Investir em carreira internacional é uma coisa que passa pela sua cabeça agora?
Carreira internacional é uma consequência de um trabalho que talvez tome uma proporção maior. Não penso nisso agora não. Tenho shows fora do Brasil, mas carreira internacional não é o que estou planejando agora na minha cabeça. Quero me estruturar bem no Brasil. Por enquanto estou por aqui mesmo.

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