“Muito, muito divertido”, diz Thiago Rodrigues sobre viver psicopata em Amor Sem Igual

Publicado há 10 meses
Por Felipe Brandão
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Thiago Rodrigues não é o tipo de ator que gosta de se acomodar na carreira. Depois de 15 anos dedicados à Rede Globo e duas novelas de sucesso em Portugal, o ator de 39 anos retorna agora ao Brasil para atuar em Amor Sem Igual, seu trabalho de estreia na Record TV.

Na trama de Cristianne Fridman, que estreia no próximo dia 10 (terça-feira), Thiago interpreta Tobias, um vilão para ninguém botar defeito. “O Tobias é um canalha, um psicopata praticamente. Um cara que luta pelas coisas que deseja de um jeito muito bruto. Ao mesmo tempo, também é risível, acaba sendo engraçado em certas coisas. Mas no fundo é um homem muito triste, um homem que não tem a capacidade de lidar com os próprios sentimentos de um jeito sincero e honesto, o que deve ser muito ruim“, adiante sobre o novo papel.

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Confira a entrevista completa do ator.

OBSERVATÓRIO DA TELEVISÃO – Como está sendo a experiência de trabalhar, pela primeira vez, na Record TV?

THIAGO RODRIGUES – Está sendo uma experiência muito feliz e agradável. Eu estou sendo recebido com muito carinho pelas pessoas aqui, muito respeito, depois de ter passado dois anos morando em Portugal, fazendo novelas lá também. É um retorno pro Brasil muito feliz, porque estou com um personagem muito bom nas mãos, um prato cheio pra qualquer ator… Estou me divertindo muito com meus colegas e com a equipe.

Você retornou de vez para o Brasil ou está aqui por esse trabalho em específico?

Não, eu vim mesmo pra ficar até março. No final de março eu retorno pra Lisboa. Minha casa está lá, minha vida toda está lá agora.

O que podemos esperar da novela Amor Sem Igual?

É uma novela que está deixando uma impressão muito boa nesses primeiros capítulos que a gente está gravando. Estamos todos muito animados [com o projeto]. A relação entre nós é muito bom, nos divertimos juntos, e isso é fundamental pra que o trabalho dê certo.

Fale um pouco do seu personagem.

O Tobias é um canalha, um psicopata praticamente. Um cara que luta pelas coisas que deseja de um jeito muito bruto. Ao mesmo tempo, também é risível, acaba sendo engraçado em certas coisas. Mas no fundo é um homem muito triste, um homem que não tem a capacidade de lidar com os próprios sentimentos de um jeito sincero e honesto, o que deve ser muito ruim.

Muitos atores são fãs declarados desse tipo de papel. Como é para você interpretar um vilão dessa magnitude?

Para mim está sendo uma experiência muito, muito divertida. Eu estou me divertindo muito fazendo esse personagem, falando a quantidade de absurdos que ele fala. É um homem superpreconceituoso, e eu procurou deixar acontecer, deixar fluir essa faceta que não existe em mim, mas que é preciso buscar em algum lugar pra defender o personagem. Acho que está correndo superbem.

O que ele tanto tem contra o pai, o Ramiro (Juan Alba)?

Ele na verdade quer tomar conta sozinho da empresa da família, não quer dividir a herança com os irmãos… Quer tirar o pai da jogada e qualquer outra pessoa que entrar no meio do caminho.

Isso de querer se livrar do pai parece ser algo marcante na trajetória do Tobias. Você acha que ele seria capaz, por exemplo, de internar o próprio pai numa instituição em nome desse objetivo?

Aí vocês vão ter que assistir… Começa dia 10, terça-feira… [risos]

Dá para ver que a sua área profissional vai muito bem, obrigado. Mas e a área amorosa, como anda? Está apaixonado por alguém?

Não. Eu sou solteiro e apaixonado apenas pelo meu trabalho e as minhas missões na vida.

E o seu personagem? Vai ter algum envolvimento amoroso ao longo da trama?

Ah, ele sim! [risos] Na verdade, ele tem um amor proibido e não sabe lidar com isso. Ao longo da novela, vocês vão ver que será muito interessante a relação dele com esse amor proibido que sente.

Você acredita que ele poderá se transformar em nome desse amor?

Eu acho que qualquer pessoa pode se transformar. Não só com amor, mas talvez com uma tragédia pessoal, com um encontro qualquer, não sei… As pessoas se transformam com muito pouco.

Qual é o nome do seu cirurgião plástico? Você está cada dia melhor!

Você tem que ir numa loja de vinhos e beber um copo de vinho todo dia antes de dormir. [risos]

Em quem você buscou inspiração para compor esse personagem tão cruel? Talvez no Planalto, em Brasília?

Poderia ser, mas não foi. Hoje em dia a gente tem muitas referências de tudo o que a gente assiste, de filmes, de série… E também da nossa imaginação, da nossa intuição, das coisas que a gente escuta dos nossos diretores… São mil fatores que fazem realmente acontecer o que acontece ali.

A irmã do Tobias, Angélica (Day Mesquita), é a prostituta que pode salvar a vida do pai. Como está sendo pra você essa troca com os atores?

Eu ainda não gravei com a Day, mas nós já trabalhos juntos na Rede Globo [em Além do Horizonte, de 2013]. Ela é uma baita atriz. Acho que vai dar tudo certo.

O que te dava mais saudada da teledramaturgia aqui no Brasil?

A verdade é que eu tenho um mercado aqui, que é o meu mercado principal, e lutei pra abrir um mercado diferente lá em Portugal. Faz parte, né? A gente fica um tempo lá, alimenta aquele lugar onde você está abrindo espaço; e também vem pra cá, alimenta esse mercado que eu sempre tive aberto pra mim aqui… Isso sem falar na possibilidade de estar mais perto da minha família, do meu filho. É um pouco de tudo isso.

Você ficou mais de 15 anos na Globo. Nessa sua volta pro Brasil, chegou a tentar algum teste lá antes de fechar com a Record TV?

Na verdade, eu já vim pra cá com o convite da Record. Já saí de Portugal com essa proposta em mãos.

Antigamente se costumava falar que “quem está na Record TV não é visto”, “tem que estar na Globo para ser visto”. Você acha que essa mentalidade mudou?

Eu não tenho acompanhado muito de perto essa coisa do mercado aqui. Vim mesmo porque achei um ótimo convite, em todos os termos. Mas, pelo que ando vendo, a diferença de audiência entre a Globo e a Record diminuiu muito – o que é bom, é bom para o mercado. Agora, essa coisa de ‘rivalizar’ [entre as emissoras] me parece que não é muito saudável, ainda mais hoje em dia, com as empresas nessa política de ter contratos por obra específica. Então vai acontecer cada vez mais de um ator estar num dia na Record TV, no outro na Globo.

Você sente que diminuiu o preconceito do público com as novelas da Record TV?

Eu não sei nem te responder isso, porque nunca senti isso. Agora, se há isso, eu acho uma grande bobagem. Tem muito trabalho bacana pra ser feito aqui, como também lá, na Globo. Eu sou muito grato à Globo, trabalhei durante 15 anos lá, foi lá que comecei, tenho muitos amigos que estão lá, outros que estão aqui e estiveram lá… E cada vez mais eu vejo as pessoas transitando por esse universo.

De que forma você foi recebido lá em Portugal? Rolou algum preconceito?

Não, muito pelo contrário! Eles lá sempre absorveram muito bem as nossas novelas. Algumas novelas que eu fiz na Globo fizeram muito sucesso lá, como Páginas da Vida (2006), A Favorita (2008), Malhação (2005)… Então, quando a gente chega lá, já há um reconhecimento. E depois eu fiz lá duas novelas na TVI [Valor da Vida e Prisioneira], onde fui muito feliz e muito bem recebido. Foi realmente uma experiência muito boa.

Das novelas que você fez aqui e que foram vistas por lá, qual você acha que marcou mais o público português?

Acho que foi Páginas da Vida, onde eu fiz o Leo. As senhorinhas portuguesas sempre falam muito comigo sobre esse personagem.

(entrevista realizada pelo jornalista André Romano)

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