Micaela Góes revela que programa nasceu após auxiliar Camila Pitanga: “Todo mundo precisa de uma Santa Ajuda”

Publicado há 4 anos
Por Leandro Lel Lima
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A apresentadora Micaela Góes descobriu por acaso que era boa em dar dicas de organização por conta de uma “santa ajuda” que deu durante uma visita à casa de sua amiga, a atriz Camila Pitanga.

Logo depois, a também atriz  – Micaela já integrou o elenco de A História de Ana Raio e Zé Trovão, Da Cor do Pecado, Vidas Cruzadas, O Amor Está no Ar, Ti Ti Ti e Jamais Te Esquecerei como protagonista em 2003 pelo SBT – foi convidada pelo canal GNT para apresentar um programa sobre organização. Góes se tornou então uma das apresentadores mais assistidas entre os assinantes do canal do Grupo Globo. São mais de seis anos e agora ela lança um livro para quem quer se aprofundar no tema.

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Em entrevista ao Observatório da Televisão, a personalorganizer revela curiosidades sobre a sua rotina, a relação que mantém com os participantes e os casos já apresentados pelo GNT: Os [casos] mais graves estão relacionados com algum trauma emocional. Seja uma perda, uma morte, uma tristeza, alguma situação em que a pessoa cria um bloqueio em relação aquele cômodo por conta do trauma. Então eu já vivi alguns episódios como esse, da pessoa bloquear aquele ambiente porque simboliza alguma relação afetiva, que se remete a coisas mais delicadas. Eu acho particularmente que esses casos são mais delicados de serem tratados”, revela Micaela.

Confira:

Como surgiu o convite do GNT para apresentar um programa que dá dicas de organização?

Me convidaram para apresentar um programa piloto sobre organização e eu pedi pra fazer do meu jeito. Propus fazer a organização além de apresentar e fizemos um piloto que foi apresentado e aprovado pelo canal. O Santa Ajuda começou com 15 minutos de duração, o que permaneceu por três temporadas. A partir da quarta, passou para 30 minutos e em 2017 passou a ser exibido durante uma hora. Está entre os programas mais vistos do canal.

Você fez algum curso, foi passado por sua avó/mãe ou é o seu perfil mesmo que é assim organizado?

Foi um pouco de tudo. Eu tive a sorte de crescer em uma família estruturada, no sentido de ter uma casa com horários, com organização, com funcionamento pensado, tanto na casa da minha mãe quanto na casa do meu pai, as coisas sempre funcionaram de maneira bem organizada. E também tenho a minha avó como referência, que é mãe do meu pai, e sempre teve a casa muito cheia, com muitos filhos, muitas recepções e sempre funcionou de maneira impecável. Então a organização chegou à minha vida de uma forma natural. Eu nunca tinha percebido que era uma coisa diferente e fui desenvolvendo isso. Provavelmente eu já tinha esse talento natural e a prática e a convivência foram elaborando isso pouco a pouco na minha formação. Então eu me criei em uma casa organizada e isso sempre foi uma coisa natural pra mim, tanto é que eu nunca tinha percebido que era uma coisa diferente.

Como é o retorno do público?

O retorno do público é bem bacana porque quando a gente reorganiza um ambiente, uma casa, a gente muda o ritmo, a pulsação e a estrutura dessa casa. Isso tem desdobramentos e consequências muito positivas na vida daquela família. Então eu vejo ali no meu convidado, particularmente, a diferença que faz na vida deles e o público reconhece isso.

Qual é o limite entre ser organizado e ter a mania de organização chegando a ser uma neura?

Eu costumo dizer que a organização é uma aliada na nossa vida e que devemos ser organizados o suficiente para que a nossa vida seja fluída. Acho que ninguém precisa ser extremamente organizado, obsessivamente organizado, metodicamente organizado ou profissionalmente organizado. O importante é que cada um absorva a organização de maneira que facilite sua vida, a ponto de ter fluidez no seu dia a dia, mas ninguém precisa ser neuroticamente organizado. Eu sou contra, nem eu sou assim!

Como uma pessoa pode obter resultados satisfatórios na vida pessoal e profissional por conta de uma simples organizada na agenda, no quarto?

Mais uma vez, eu acho que a organização é uma aliada na nossa vida atribulada, que somamos e acumulamos muitas tarefas e muitas funções. Então a organização é um forte aliado para que a gente consiga lidar com tantas demandas e dar conta de tudo. Eu entendo que quando você tem o seu cotidiano, sua casa, as suas tarefas e afazeres organizados e estruturados, a vida flui bem melhor.

O programa é por temporadas e temático: contou com um faz tudo, agora com a sua avó. Por que renovar e o que destaca de cada temporada?

Nós já estamos entrando no sexto ano de programa, na verdade 12 temporadas já foram executadas. Então a gente sempre procura encontrar novidades e coisas que possam despertar a atenção do público e também diferenciar uma temporada da outra. Sublinhar, destacar, chamar atenção para aquela temporada. É por isso que estamos sempre em busca de novidades, para não deixar o programa cair na mesmice e trazer sempre informação relevante, conteúdo interessante e histórias emocionantes.

Qual é o papel da atriz Camila Pitanga em relação ao seu trabalho como uma personalorganizer?

A Camila é minha amiga, minha comadre, muito querida e próxima. Ela teve na verdade um papel importante na minha vida. Foi a Camila quem percebeu em mim uma característica que pra mim era tão natural, que eu não percebia um diferencial ou como um serviço. Foi ajudando ela, informalmente na sua casa, numa situação específica, a se organizar e eu percebi que esse talento e gosto para a organização e essa vontade que eu tenho de botar a mão na massa e ajudar as pessoas poderia ser um serviço e um diferencial. Essa é a importância dela.

Camila é organizada?

A Camila é uma pessoa que se tornou bem organizada e a organização que eu fiz na casa dela é mantida até hoje, com a ajuda da equipe dela, mas tornou-se uma pessoa bastante organizada. Ela é uma excelente dona de casa.

Amigos e parentes ao te receberem em eventos também pedem dicas ou já vão logo dizendo “Não reparem na bagunça”? 

Isso é uma brincadeira que acaba nos divertindo. Algumas pessoas me pedem dicas e quando eu tenho condições, quando eu tenho informações suficientes eu dou. Sempre brincam que estão precisando de mim. Todo mundo precisa de uma Santa Ajuda em casa.

Quem é mais bagunceiro: Homens ou mulheres?

A organização não tem gênero e a desorganização também não tem gênero. Aliás, eu percebo que cada vez mais essa questão de gênero na organização está caindo por terra. A organização cabe para qualquer pessoa, em qualquer idade e não depende de ser homem ou mulher, jovem ou mais velho. Tem crianças, por exemplo, extremamente organizadas e crianças desorganizadas. Então não tem a ver com idade nem com gênero, e sim com disponibilidade.

O caso mais grave que já apresentou no programa?

Bom, eu acho que os casos mais graves estão relacionados com algum trauma emocional. Seja uma perda, uma morte, uma tristeza, alguma situação em que a pessoa cria um bloqueio em relação aquele cômodo por conta do trauma. Então eu já vivi alguns episódios como esse, da pessoa bloquear aquele ambiente porque simboliza alguma relação afetiva, que se remete a coisas mais delicadas. Eu acho particularmente que esses casos são mais delicados de serem tratados.

Já revisitou algum lar para conferir se as dicas estavam sendo seguidas?

Olha, eu percebo se a pessoa vai absorver as minhas dicas de organização já durante a triagem. Por isso que a gente envolve a pessoa na organização, para que ela possa colocar a mão na massa, se relacione com suas coisas e se envolva no processo porque essa é a chance da pessoa de se relacionar com sua bagunça e refletir sobre ela. Portanto, ela pode escolher se quer se manter nesse padrão ou se quer fazer diferente, então eu costumo ter essa percepção durante o processo de organização. Eu não preciso voltar para saber.

Mantém contato com os participantes?

Eu já fiz alguns amigos a partir dos convidados do programa, que viraram pessoas que participam da minha vida. Eu mantenho contato sim com algumas pessoas que participaram e viraram amigos.

E o livro, como ele pode ajudar os brasileiros a terem uma vida mais organizada? O que tem nele que não tem no programa?

O livro é dividido por cômodos, é um livro que foi pensado para ser um livro de consulta, então você pode consultar o livro em qualquer cômodo, qualquer ordem, qualquer dica. Você não precisa sentar e ler na ordem como se fosse um romance, você pode consultar no episódio que você quer. Um livro para ser simples, didático, sem pretensão de ser uma aula, um condicionamento. É uma proposta, são sugestões e é pra ser um livro que inspire.

Se você é morador de Brasília e é também disciplinado ou quer aprender mais sobre organização, não pode perder mais um bate-papo com a apresentadora:

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