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Melhor Ator de Novelas no Troféu Melhores do Ano do Faustão, Jesuíta Barbosa confessa: “Vontade de escrever”

Ator parabenizou equipe e lembrou de Jorge Fernando

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Neste domingo (15), Jesuíta Barbosa levou o prêmio de melhor ator de novelas no Melhores do Ano, do Domingão do Faustão, pelo trabalho feito como o vilão Jerônimo na novela das sete, Verão 90.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, o ator comentou a conquista e sua estreia em telenovelas, elogiou à equipe da trama e falou, ainda, sobre os planos para sua carreira.

“Eu tinha essa curiosidade de fazer uma novela, de entender o tempo. Oito meses trabalhando e tal pra mim foram bem importantes, porque eu ganhei um entorno, sabe? Não é fácil, uma demanda muito grande de tempo e determinação mesmo, de texto principalmente. Nossa Senhora, é assustador de texto”, declarou o pernambucano, que ressaltou a importância do trabalho coletivo.

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Deu tudo certo porque tudo que a gente faz é em equipe, não é sozinho, então fiquei bem contente de encontrar uma equipe que abraçou e pôde ensinar, como o Jorge (Fernando) fez muito bem. O tempo de comédia que ele tem, ou tinha, que Deus o tenha, eu pude aprender um pouco com o que ele sabe e com o que as meninas (Izabel de Oliveira e Paula Amaral) escreviam”, considerou.

Prêmio é oportunidade para falar ao público

Durante o bate-papo, Jesuíta afirmou estar feliz de poder compartilhar o momento ao lado de pessoas que gosta, como Júlio Andrade, vencedor da categoria ‘Melhor ator de série’ por Sob Pressão, e agradeceu a oportunidade de falar diretamente ao público.

Estou feliz também de poder dizer alguma coisa aqui na TV, que é esse espaço disponível pra gente dizer alguma coisa que importe. Acho que essa celebração ganha um impulso pra falar de muitas outras coisas, não só da TV, do que é produzido aqui, mas também sobre isso, claro“, contou o ator, que chamou a vitória de uma grande honra para sua trajetória, apesar de considerá-la uma surpresa.

“Foi uma surpresa, porque eu amo o trabalho do Renato (Góes – concorrente na categoria) e Gianecchini (também concorrente) é um cara muito conhecido. Como tem voto do público, achei que ele ia ganhar”, revelou.

Sobre o personagem

Jesuíta Barbosa falou também sobre a torcida a favor e contrária ao vilão de Verão 90. “As pessoas gostam de ver o rancor, o ódio. É tudo que a gente sente e tem que ficar inibindo, guardando. E o vilão tem sempre esse gostinho de a gente assistir e gostar e tal, mas acho que (Jerônimo) é um cara extremamente problemático, tem uma coisa narcisa, egoísta nele, que retrata, reflete muito bem o que é o mundo hoje em dia.”

“As pessoas estão ficando individualizadas, acho que sabiamente a Paula e a Izabel escreveram uma personagem que a gente pôde discutir isso, ainda que é uma comédia, novela das sete, mas de alguma forma a gente consegue educar também”, comentou o ator, que destacou a importância desta reflexão no audiovisual.

“Ali estão essas dualidades todas: o bem, o mal, o bonito, o feio, o que é escroto, o que é belo. Eu acho que a gente apresenta tudo isso pro público e ele consegue entender dentro de uma obra pra onde é que vai, e aí a gente conta com a inteligência de quem escreveu”, disse.

Planos para o futuro

Questionado sobre os próximos passos em sua carreira profissional e a possibilidade de fazer uma nova novela, Jesuíta Barbosa garantiu que neste momento só quer saber de curtir os familiares, em Fortaleza (CE). No entanto, o ator contou qual é o seu próximo desejo de trabalho.

“Acho que tudo é uma história boa. Se apresenta uma boa história, eu fico sempre com vontade, mas eu tenho vontade de escrever também. É meu desafio agora”, confessou o nordestino.

Jesuíta Barbosa defendeu colegas

Além disso, durante a conversa Jesuíta fez questão de elogiar e defender colegas de elenco. “Acho que a Camila (Queiroz) tinha que estar aqui. Eu gosto muito também do trabalho do Gabriel (Godoy), do Rafael (Vitti), da Isabelle (Drummond), que é uma profissional que é um exemplo…”, opinou o ator, que rebateu uma declaração de que a atriz tenha saído de sua zona de conforto com a novela.

Acho que ela nunca esteve na zona de conforto. Sempre foi uma mulher determinada, muito boa atriz, muito ingeniosa, uma criança que cresceu. Acho que muitos podiam estar aqui, mas que bom que a Cláudia (Raia) estava aqui. Acho ela divina“, declarou Jesuíta, que contou também qual será seu ritual de fim de ano.

Vou me banhar em cachoeiras”, revelou o ator, que desejou um feliz 2020 a todos. “Que a gente celebre com tranquilidade e olhando sempre o outro, escutando…”, finalizou o artista.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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