Melhor ator coadjuvante no Melhores do Ano, Chay Suede fala sobre personagem em Segundo Sol: “Foi a oportunidade de fazer algo diferente”

Publicado há 2 anos
Por João Paulo Reis
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Sucesso na pele de Ícaro em Segundo Sol, Chay Suede foi premiado no último domingo (09). Ele ganhou o Troféu Domingão Melhores do Ano na categoria Ator Coadjuvante, concorrendo com os atores Fabrício Boliveira, e Juliano Cazarré. Em conversa com o Observatório da Televisão, ele falou sobre o personagem, sua trajetória e revelou que voltará às novelas no segundo semestre de 2019. Confira:

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Você imaginava receber esse prêmio?

“Não. Não imaginava nem ser indicado ao lado do Fabrício e do Juliano, que são meus ídolos de verdade. Participar já foi muito legal, vencer então…”

Era um personagem tão dúbio, e mesmo assim caiu no gosto do público, não é?

“Acho que por isso caiu no gosto popular, porque mostra que uma pessoa pode ter muitos lados. Qualidades e defeitos como todos nós. O fato de ele ter sido amado e odiado e isso ter sido intercalado semanalmente durante a novela, fez com que o público se identificasse”.

E essa sua entrega? Antes de estrear a novela, eu o vi e não reconheci. E você realmente entrou no personagem, não é?

“Obrigado. Cada personagem é um jeito, uma história, uma cara, e uma temperatura diferente. O Ícaro foi muito importante por isso, a oportunidade de entrar em um lugar diferente”.

E você teve alguma mudança de peso para a novela?

“Para a novela, eu ganhei peso”.

Como foi para você ganhar esse prêmio?

“Uma benção. O trabalho em si já foi um prêmio, conviver com meus colegas e aprender com eles, dividir os momentos que a gente dividiu, isso é o prêmio. A indicação ao lado desses meus dois ídolos foi um outro prêmio. Agora vencer, é gostoso, muito gostoso”.

Ícaro e Rosa

Quais foram os momentos mais bacanas do Ícaro em sua opinião?

“Todos (risos). Me diverti muito fazendo o Ícaro. Não tenho um momento específico para eleger. Estaria sendo injusto, porque cada momento foi muito importante e foi um personagem construído a dois, eu e Letícia. Ícaro foi construído junto com a Rosa, e a Rosa junto com o Ícaro. Uma coisa dava vazão a outra”.

E hoje pós Segundo Sol, o pessoal ainda vem falar com você?

“Vem, muita gente! A novela realmente foi muito vista e muito popular”.

E depois da novela, você está descansando?

“Não, estou trabalhando, fazendo um longa em São Paulo junto com o Alexandre Nero, chamado Quatro por Quatro”.

E quando você deve voltar para a TV?

“No segundo semestre eu devo voltar. Faço uma novela com a Manuela Dias e José Luiz Villamarim”.

E você já sabe algo sobre seu personagem?

“Muito pouco. Pouco de não ter nem o que te dizer. Ainda não sei mesmo”.

Qual personagem você mais gostaria de interpretar?

“Eu gostaria de fazer personagens que gostariam que eu fizesse.”

Como foi o seu ano de 2018?

“Foi um ano muito turbulento de divisão completa do nosso país, um ano triste, mas com várias felicidades pontuais, uma delas com certeza, essa novela.

O que você deseja para 2019?

“Ah, eu não faço esse tipo de desejo a longo prazo não. Vou vivendo cada dia. Desejo saúde e que Deus continue guiando minhas escolhas e meus caminhos”.

Tem ido a Vila Velha?

“Menos do que eu gostaria”.

Sucesso de Segundo Sol

O que você acredita que se deva o sucesso de Segundo Sol?

“Eu acho que uma novela que se passa na Bahia, acaba sendo uma novela sobre o Brasil e o brasileiro se identifica com aqueles personagens. Acho que foi isso, uma identificação pessoal com as histórias e jeitos desses personagens”.

O que significa esse prêmio na sua trajetória?

“Esse personagem foi muito importante porque foi a oportunidade de fazer algo diferente, fora do que eu havia feito antes aqui na Globo, que normalmente eram papéis de mocinhos. O Ícaro tinha tudo, todos os sentimentos como humano. ele estava sempre muito exposto, e isso traz identificação porque a gente não é bonzinho”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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