“Me dediquei de corpo e alma, dei o meu sangue”, diz Marcos Mion sobre A Fazenda

Publicado há 2 anos
Por Leandro Lel Lima
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Com duas passagens pela MTV, Marcos Mion integrou o elenco da Band e Globo, mas nos últimos anos se firmou como apresentador na Record. Por onde passou agregou e buscou conhecimento, mas acima de tudo implementou seu DNA em emissoras abertas com perfis distintos do extinto canal de música.

Com o fim do Legendários em 2017 – após oito anos – sucesso de audiência frente à Globo e principalmente ao SBT, Mion tinha em 2018 um ano complexo. No começo,  incertezas por parte dos rumos que sua carreira iria passar com o fim da atração e de outro reality, A Casa, mas não demorou muito e a Record o confirmou como o apresentador da Fazenda.

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Desafios

Mas aí começa outra saga: imprimir um estilo diferente dos ex-apresentadores da atração, entre eles, Britto Jr, Rodrigo Faro e Roberto Justus. E mais uma vez a MTV volta a fazer a diferença na carreira do também ator e escritor Marcos Mion. O jeito descolado, com uma linguagem mais jovem, atraiu um novo público a um programa que já tinha audiência cativa.

Veja também: Final de A Fazenda 10 bomba na web e desbanca filme da Globo com Paulo Gustavo

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Marcos Mion analisou sua performance à frente da décima temporada do reality, revelou como se preparava para acompanhar os conflitos dos peões: “24hs por dia. Me dediquei de corpo e alma, dei o meu sangue”.

Prêmio

O bate-papo aconteceu na noite da última terça, 18/12, durante a entrega do Prêmio Digital Awards BR 2018, no qual foi escolhido como melhor apresentador. Mion recebeu o troféu das mãos da modelo e apresentadora Gianne Abertoni.

O quanto você se preparou para a final?

“O processo todo é o resultado de um grande amadurecimento. A final foi um “alívio” no sentido de poder comandar uma plateia da forma como eu sou criado. A minha última grande experiência na Record foi assim [Legendários]. Voltei às minhas origens. É muito grandioso o trabalho que eles fizeram lá [departamento de provas e cenografia]”.

E no dia a dia do programa ao longo dos últimos meses? Muito estudo?

“24hs por dia. Eu recebia de três a quatro relatórios com a descrição de tudo o que eles [peões] fizeram ao longo do dia e ainda tinha o Play Plus. É um projeto único. Me dediquei de corpo e alma, dei o meu sangue”.

Você criou apelidos, jargões para os grupos e peões. De onde vieram essas ideias?

“É a história da minha vida. Eu recebo meus convidados com apelidos, brincadeiras. Lá no programa não conseguiria ser diferente. No começo tinha essa de ‘o apresentador não pode se envolver muito’. Mas eu não consegui fazer isso. Estou acostumado a receber as pessoas rindo, brincando. Quando chegava a hora de fazer a prova, eu cumprimentava um por um. E até onde eu não sei não era pra fazer isso, era pra ficar afastado, não ter essa ligação. E não atrapalhou em nada, uniu mais, me senti mais próximos a eles e eles de mim”.

MTV, uma escola

O quanto o seu perfil descolado à frente do programa ter a ver com sua passagem pela MTV?

“Essa é a minha escola, meu berço, minha faculdade. Tem quer se rápido, criativo. Essa é a confirmação de que deu tudo certo.  Todo esse pacote eu aprendi na MTV”.

A décima temporada ganhou elogios do público e crítica. Parecia que era a primeira edição. Como analisa tudo isso?

“Fico feliz de ouvir. Me senti motivado e abraçado pela emissora. Aí tenho que fazer minha parte”.

E a sua carreira de ator? Pretende retomar?

“Sim, teatro sempre. Cinema ninguém me convida. Adoraria. As pessoas acham que eu não tenho tempo. É algo que falta na minha vida”.

Escritor

Você já lançou dois livros, dedicados aos seus filhos, e teve a oportunidade de ingressar em uma outra área, literatura, deu entrevistas em rádios de notícias. Como é pra você ser visto por um outro público, que não é o mesmo de uma TV aberta, num programa como este?

“Como artista não gosto de me rotular ou segmentar. Gosto de transitar entre TV aberta, fechada, multiplataforma, todos os públicos. Venho de um programa super popular na Record. E isso fala bastante sobre o meu jeito de trabalhar, venho de um universo muito segmentado.

É um caminho inverso. A maioria das pessoas fazem sucesso no segmento popular e gostam de ficar se elitizando, elitizando.  Eu comecei na elite da elite, que era a MTV, e fui cada vez mais me popularizando”.

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