Mauro Mendonça Filho, diretor artístico de O Outro Lado do Paraíso explica a intenção da trama: “É uma novela com foco na mulher”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Mauro Mendonça Filho estreou na direção em 1990 com a minissérie A.E.I.O. Urca, de Doc Comparato e Carlos Manga. Antes disso, exerceu diversas funções como editor de vídeo, assistente de direção, entre outros. Há 33 anos na Globo, Mauro Mendonça Filho tem formação em comunicação, cinema, artes dramáticas e direção de teatro. Dirigiu Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gabriela, O Astro, Dupla Identidade, Amor à Vida e a série Vade Retro, entre outros. Por Verdades Secretas e O Astro recebeu o prêmio Emmy Internacional nas edições de 2016 e 2012, respectivamente. É o único diretor de tevê no Brasil que conquistou duas vezes a estatueta. O Outro Lado do Paraíso é o quarto trabalho em parceria com Walcyr Carrasco.

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Pela primeira vez, tivemos uma novela ambientada no Tocantins e no Jalapão.  Quais foram os grandes desafios de gravar nesta região?

É um sertão diferente. Uma região bem árida e, ao mesmo tempo, com cachoeiras, rios e fervedouros com 40m de profundidade. É a natureza em estado puro. Um local incrível que foi mar há milhões de anos e mantém a areia branca e dunas no meio do Brasil. É quase surreal, um deslumbre de beleza. Um sol com temperatura média de 43ºC e grandes cânions. Acho que o grande desafio é conseguir captar toda a beleza do local, da natureza. Além disso, mostrar os quilombos e a colheita do capim dourado, que no mundo só é encontrado naquela região do Jalapão, e colocar isso também junto com os outros dois núcleos urbanos da história, que são Palmas e Rio de Janeiro.

O Outro Lado do Paraíso traz temáticas como a violência contra a mulher, racismo, preconceito, assédio sexual, entre outras. Qual a importância de tratar essas questões?

São temas que estão no nosso dia a dia e que merecem atenção. A novela tem um foco muito grande na mulher e através da Clara (Bianca Bin) vamos falar da violência doméstica. Também há o nanismo com a Estela (Juliana Caldas), que não é tão comum na dramaturgia; o racismo vivido pela Raquel (Erika Januza)… Enfim, são personagens fortes, que enfrentam esses desafios no cotidiano assim como muitas mulheres brasileiras.

Como é retomar a parceria com o Walcyr depois de trabalhos como Gabriela, Amor à Vida e Verdades Secretas, que conquistou o Emmy no ano passado?

A gente tem uma cumplicidade forte, grande, honesta e solidária. O Walcyr é um grande criador de personagens e eu tento, o máximo possível, engrandecer essas atmosferas. Sou um defensor da dramaturgia dele. É um autor popular, consagrado, um dos mais importantes da dramaturgia.

Como foi o processo de escalação do elenco para a novela?

A tentativa é sempre ter a melhor figura para cada personagem, visando talento, adequação e tom. Dessa vez conseguimos juntar um time maravilhoso de atores muito consagrados como Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Laura Cardoso, Marieta Severo… Mas temos também estreantes em novelas como a Juliana Caldas e outros atores incríveis com os quais trabalho pela primeira vez como a Bianca Bin, Sergio Guizé e Rafael Cardoso, Emilio de Melo e Eriberto Leão.

Como você define O Outro Lado do Paraíso?

É uma história intensa, trágica, forte, com romantismo e muito sentimental. Essa fantasia traz elementos da vida atual brasileira que tornam a trama muito atual, principalmente no que diz respeito às questões relacionadas às mulheres. É uma novela que tem o foco na mulher.

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