Marco Nanini fala sobre a aventura de viver Pancrácio, de Êta Mundo Bom!

Ator relembra experiência na trama de Walcyr Carrasco

Publicado há 4 meses
Por Renan Vieira
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Êta Mundo Bom! foi a primeira novela de Marco Nanini depois do período de 14 anos em A Grande Família. Por isso o trabalho tem um lugar especial para o ator na sua extensa carreira e também pela complexidade do personagem, um dos maiores destaques da trama de Walcyr Carrasco.

Professor de filosofia desempregado, que ganhava a vida pedindo esmolas usando disfarces inusitados e sempre com uma mensagem positiva na ponta da língua, Pancrácio encantou o público e rendeu prêmios para o ator por sua brilhante atuação.

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Em entrevista, Marco Nanini relembra o trabalho na pele do grande mentor de Candinho (Sergio Guizé) e o divertido processo de gravar com os disfarces, além de contar como está lidando com a quarentena.

Pancrácio foi um dos personagens de maior sucesso de ‘Êta Mundo Bom!’ e você ganhou prêmios pela atuação. Qual a importância que esse trabalho tem na sua trajetória profissional?

Cada trabalho é um desafio novo, tem uma importância. Pancrácio era um personagem muito rico, cheio de histórias, muito lúdico. Foi um ótimo momento ter saído de 14 anos em ‘A Grande Família’ com uma novela tão bem estruturada, leve e com um elenco maravilhoso.

Era trabalhoso porque eu chegava mais cedo quando tinha que gravar os disfarces, ficava um tempo enorme no figurino e maquiagem, mas era uma delícia. Pancrácio me encantou mais que os personagens que fiz depois, ele me dava muitos subsídios para interpretar. Além disso, tinha a direção do Jorge Fernando, que conduziu a trama muito bem. Ele faz muita falta.

Candinho (Sergio Guizé) e Pancrácio (Marco Nanini), de Êta Mundo Bom! (Divulgação/Globo)

Conte um pouco mais como foi o processo de gravar a novela usando tantos disfarces…

Era bem trabalhoso, mas eu tinha comigo uma profissional nota mil, a caracterizadora Dayse Teixeira, que criou os tipos com perfeição. O tempo antes era uma diversão. Eu, ela e a figurinista Beth Filipecki criávamos os personagens juntos – a construção das cenas que o Walcyr escrevia envolvia essas pessoas. O personagem tinha até cenas de ação, ele corria, subia em cima de telhado. Era uma loucura fazer e muito divertido.

Qual a cena mais divertida que gravou? E a mais difícil?

Foram as duas situações juntas. Teve uma bailarina que inventei com a equipe, e ela era bem acima do meu peso, eu usava espuma no corpo e queria fazer ela saltitante também. Eu consegui e, na hora, demos muitas risadas. Os personagens traziam um exercício de interpretação maravilhoso. Teve também o irmão gêmeo do Pancrácio que apareceu mais adiante na trama, o Pandolfo. Walcyr apostou nesses múltiplos tipos com um desenvolvimento bom da história. Acho que por isso funcionou tão bem.

Como foi a parceria com Sergio Guizé, Eliane Giardini e Rosi Campos, os atores com que mais contracenou?

Guizé é um sonho, uma pessoa incrível, é extremamente simples e educado. Eliane é uma super atriz, maravilhosa, foi incrível contracenar com ela. Rosi é uma companheirona, já fizemos teatro juntos também, eu adoro o humor dela e nos divertíamos muito em nossas cenas.

Qual a sensação de rever a novela depois de um tempo da exibição original e no momento difícil que estamos vivendo?

Eu prefiro não acompanhar tudo, mesmo sendo uma reprise porque sou muito crítico comigo, então só dou umas olhadas. É uma novela muito leve, que já vem com um sorriso, tem uma trama muito bem construída, com muita comédia, acho que é perfeita para o momento atual.

Como está sua rotina durante a quarentena?

Leio muitos livros e visito a internet, procuro assuntos para estudar, fico vendo vários conteúdos com calma. Assisto também muitos filmes, vídeos, documentários. Ficar em casa não me incomoda porque sempre gostei, mas me angustiam o perigo que estamos correndo e as notícias ruins, essa é a parte difícil.

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