Maeve Jinkings elogia produção de Onde Nascem Os Fortes na Paraíba: “Não tem nada como vir para um lugar de verdade, com gente de verdade”

Publicado há 3 anos
Por Bárbara Saryne
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Conhecida pelo grande público pela personagem Domingas, de A Regra do Jogo, Maeve Jinkings está de volta à TV em Onde Nascem Os Fortes, supersérie que estreia na Globo, no próximo dia 23 de abril. A atriz, que atualmente mora no Recife, conversou com nossa reportagem durante o evento de lançamento da atração e falou sobre Joana, sua personagem que será amante de Pedro (Alexandre Nero), sua relação com o elenco e como foi gravar no sertão, sem a estrutura dos Estúdios Globo. Confira o bate papo:

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A sua personagem é uma amante do Pedro. Ela gosta mesmo dele ou está ali só para tirar alguma vantagem?

“A Joana gosta do Pedro. Nessa série tem uma coisa muito interessante, tudo parece ser uma coisa que não é de fato e isso é como a gente é na vida. A gente aparenta ser tanta coisas que na verdade a gente não é… Somos seres bem complexos, cheios de histórias que contradizem o que a gente é. Isso é o que nos torna interessantes, humanos e até parecidos em algumas medidas.”

É a primeira vez que você tem contato com o sertão?

“Não. Eu já filmei dois longas aqui e eu moro em Recife, que não é sertão, mas o cinema pernambucano flerta muito com o sertão.”

Suas personagens anteriores eram submissas e agora você veio toda sexy, poderosa…

“Não existe privilégio maior para um ator do que poder mudar. O cinema que estou mais acostumada a fazer é muito elitizado e o público mais popular me conheceu na TV, então só agora essas pessoas vão ver esse meu outro lado, que é o oposto da Domingas, de ‘A Regra do Jogo’ (2015).”

Como você enxerga o papel de amante numa relação?

“Eu acho complicado porque a gente vive num mundo que funciona sobre a ótica da monogamia. Eu não acredito que nada seja universal, eu não acredito que funcione uma regra para todo mundo. Não à toa existem vários tipos de cultura no mundo. Acho que os pactos são feitos por determinadas pessoas em determinados espaços. Eu, particularmente, não tenho muito talento para viver esse tipo de relação porque eu acho uma administração de energia tremenda. Eu sou uma pessoa intensa, gosto de ir fundo nas relações e ter mais de uma relação seria loucura. Acho que é bastante (risos). Mas acontece, não tenho nenhum julgamento moral sobre isso.”

E como é ser rival da Débora Bloch?

“Nossa, é um privilégio (risos). Eu brinco com o Alexandre Nero, digo que o Pedro, personagem dele, está cego. Aquela mulher é linda! Esse elenco inteiro, sem demagogia nenhuma, é uma delícia. Aqui tem um nível muito alto de contribuição, pessoas que eu cresci admirando.”

É bom gravar no sertão?

“Ter a estrutura do Projac, que a Globo nos dá, é um privilégio, um sonho no sentido técnico. Isso ajuda muito a produção. Mas não tem nada como vir para um lugar de verdade, com gente de verdade. Os figurantes daqui não são figurantes (risos). Eles estão ali de verdade, se comovem, são mais próximos dessa realidade. Esse é o trabalho de um ator. Isso é um alimento para a gente.”

Os filmes que você faz sempre passam mensagens muito fortes. Qual é a mensagem que essa personagem vai passar?

“Ah, eu não sei. Acho que ela tem várias. Nessa supersérie, uma coisa que me interessa muito é o estado de paixão. Acho que é a síntese do autor. Ele chora falando dos personagens dele, é uma das pessoas mais apaixonadas pela vida que eu já vi. O nosso trabalho tem muito a ver com fazer as pessoas voltarem a sentir alguma coisa.”

* Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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