Julia Dalavia revela sua grande inspiração na carreira

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Emendando trabalhos na televisão, Julia Dalavia atualmente interpreta Adriana em O Outro Lado do Paraíso. A jovem advogada da trama de Walcyr Carrasco, foi contratada para defender uma mulher que é na verdade sua mãe, desaparecida 10 anos antes. Em conversa com o Observatório da Televisão, a atriz falou sobre a nova fase da personagem, que descobrirá a verdadeira identidade de Duda (Gloria Pires), sobre seu processo de preparação para viver a advogada e sobre a repercussão da trama. Confira o bate papo completo:

Leia também: No comando do Power Couple, Gugu terá a chance de se reinventar na TV

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Nós conversamos durante a coletiva da novela, e você ainda não tinha começado a gravar, e agora você já entrou de vez para a história da novela. Como está sendo esse processo?

“Fiquei um tempo descansando, houve uma pausa da minha personagem, e agora a Adriana voltou, e eu voltei a gravar todos os dias. A história está pegando fogo, acontecendo várias coisas e espero que todo mundo esteja gostando.”

Como foi esse encontro em cena com a Gloria Pires?

“Ela é incrível, traz uma humanidade para o trabalho, é tão real que te puxa para isso. É muito natural a forma como ela atua e está sendo uma aula para mim, uma grande oportunidade para aprender todos os dias.”

Como vai ser a trajetória das duas como mãe e filha? 

“Eu acho que a Adriana passa por muitos conflitos como na vida real aconteceria. Uma menina que conhece uma mulher desconhecida e tem a notícia que ela é sua mãe. Isso não é fácil de processar. A família inteira, a madrasta e o avô não gostam da mãe dela, e sempre a colocaram contra a mãe, então existem muitas questões ali. Vai ser um processo complicado até ela aceitar essa mãe.”

A Adriana também vai descobrir que tem uma irmã, a Clara. Como será a relação das duas?

“Até agora elas têm uma ótima relação, mas não sei o que o Walcyr vai escrever. Estou esperando para saber também (risos).”

Parece que ela nutriu alguma simpatia extra pelo chefe dela, que é apaixonado pela Clara. Já tem algo sobre isso? Algum conflito futuro?

“Sim! Ela é interessada no Patrick (Thiago Fragoso), e se apaixona no meio desse vulcão de informações. Ela estava no Rio, depois foi para Palmas, e ficou muito próxima do Patrick, porque só tem ele como amigo por lá, então, acaba surgindo sentimentos da parte dela, mas não sei para onde ele vai levar isso.”

Vimos que a Adriana irá se declarar para ele, e a Jô vai fazer parceria com ela para tentar reconquistar o Henrique, enquanto a ajuda a conquistar o Patrick. Como será isso? 

“Não sei. O que sei é que a Adriana não é uma vilã, pelo menos até agora. Ela foi criada pela Jô (Bárbara Paz), por isso essa amizade muito forte e esse laço entre elas. A Jô é persuasiva e leva a Adriana a acreditar que pode ajuda-la, mas não é uma armação. Elas não se unem para separar a Clara (Bianca Bin) e o Patrick. Na verdade, ela nem sabe ainda que o Patrick gosta da Clara. Creio que ela é seduzida pela Jô.”

Como foi sua preparação para fazer as cenas como advogada? Você conversou com alguém?

“Ainda não conversei com ninguém, estou nesse processo de estudar isso, mas meu pai é advogado, fui ao fórum com ele, e assisti a alguns julgamentos, então, todas as dúvidas que tenho, é só correr no quarto ao lado e perguntar para ele (risos).”

Existe também a questão da hipnose, que é uma das características desenvolvidas pela personagem. Você já fez hipnose ou conversou com profissionais que fazem?

“Hipnose não, mas eu faço terapia, e minha terapeuta segue uma linha Reichiana, mas não é uma hipnose. Apenas conversei com coachs, para ter uma imersão nesse universo, porque a Adriana, além de ser advogada, é coach também, uma menina muito inteligente que usa vários caminhos para chegar onde quer.”

Sua personagem vai passar por uma carga dramática muito grande. O avô que a criou irá morrer. Como é para você administrar essa parte de tensão nas cenas?

“É uma concentração constante que temos que ter no set, e que tento manter, porque é um turbilhão de emoções. Imagine, ela conheceu uma mulher numa cela de cadeia, de repente essa situação mexe com toda a família dela, vira sua vida de cabeça pra baixo e ela não sabe ainda o que pensar e quais conclusões tirar disso tudo.”

Existe um filme chamado Madame X, que aparentemente é a inspiração do Walcyr Carrasco para a história do seu núcleo, porque é tudo muito parecido. Você sabia?

“Não! Não sabia. Eu vou assistir agora que você falou. Muito obrigada pela dica.”

Você vem num visível crescimento profissional, emendando trabalhos. A que você deve isso?

“Eu acho que tenho muito amor pelo que faço. Termino um pouco cansada, mas aí aparece outra oportunidade incrível, e não recuso, só me jogo.”

E dá tempo de respirar?

“Dá sim. Nunca emendei um em cima do outro. Todos tiveram 1 mês ou 2 de descanso, já com preparação.”

Quais são suas inspirações?

“Eu estou trabalhando do lado de uma delas agora, Gloria Pires, que é uma das atrizes mais incríveis que tive oportunidade de encontrar nessa minha curta caminhada. Também Cássia Kiss, Adriana Esteves, todas tive o prazer de trabalhar, e aprendo muito observando e absorvendo o que elas têm para ensinar.”

Qual o seu sonho? 

“Quero ter uma carreira tão linda quanto a dessas mulheres incríveis que admiro. Se eu chegar pelo menos perto delas, estarei feliz.”

Você sonha fazer carreira internacional?

“Acho que todo ator sonha, mas vamos ver o que vai acontecer. Se rolar, com certeza ficarei muito feliz.”

É uma surpresa para você estar nesse patamar tão alto?

“Olha, eu não tenho essa dimensão. Raramente paro para pensar nisso, ou me situar de onde estou. Só estou fazendo o que gosto, e fico muito feliz que outras pessoas gostem do meu trabalho e me proponham novas oportunidades. Quero dar sempre o melhor para o que estou fazendo.

No Twitter muita gente fala que é impossível a Adriana não reconhecer a mãe, porque aos 10 anos, que foi quando elas se separaram, a criança já consegue se lembrar de muita coisa… 

“Eu acho que pode ser raro, mas entendo esse bloqueio da Adriana, uma negação talvez. Ela sai do Rio, no dia seguinte está em Palmas, no primeiro caso dela, defendendo uma mulher que se parece muito com a mãe, mas não tem nenhuma ligação. A vontade de vencer o caso e não deixar se envolver pelo emocional estão presentes. Claro que ela tem esse choque, mas confirmar essa hipótese, creio que ela não ache correto, nem profissional.”

Ela vai se aliar à Clara. Se aliando à Clara, ela vai descobrir que o delegado é o pedófilo. Como é para você mulher representar essas mulheres, podendo levantar esse tema?

“Muito importante levantar essa questão, precisa ser falada, mas de forma cuidadosa. O Walcyr é impecável em tudo o que ele faz, e que bom que a gente pode levar esse assunto no horário das 21h, com um alcance muito grande, e tratando dele com delicadeza. Isso pode chegar inclusive a uma dessas famílias que tem abusadores dentro de casa.”

O que você acha da vingança? 

“Eu não concordo com vinganças, mas acho que a Clara está certa nas atitudes dela, e acho que ela seguindo nesse caminho, está ajudando pessoas também.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio