Iza revela que recebeu convite para cantar no The Voice Brasil antes da fama: “Não tive coragem”

Publicado há um ano
Por Greicehelen Santana
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Sem dúvidas, Iza é a grande novidade do elenco da oitava temporada do The Voice Brasil, que estreia no próximo dia 30 de julho na Globo. A cantora surge como técnica, substituindo Carlinhos Brown que se dedicará apenas à versão infantil do formato.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, a voz do sucesso Dona de Mim conta como está sendo essa nova experiência de sua carreira. Ela também comenta como é a relação com os técnicos Ivete Sangalo, Lulu Santos e Michel Teló nos bastidores do programa.

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Já sobre a fase das Audições às Cegas, Iza garante que tem ficado surpresa com os talentos dos candidatos. No meio do bate-papo, a cantora ainda revela que já recebeu convite para se apresentar no palco do reality musical, comandado por Tiago Leifert.

A artista também fala sobre carreira, dublagem no filme Rei Leão, novo projeto musical e muito mais. Confira a seguir:

O programa

Como foi receber este convite?

Este convite foi até uma
grande surpresa para mim, veio de um jeito muito lindo para mim. Estou feliz
demais de ocupar essa cadeira porque Carlinhos Brown, para quem não sabe, já
foi meu técnico na vida! Ele sempre olha para novos artistas mesmo e sinto que
estou aqui com a bênção dele. É um programa muito bacana, as vozes deste ano
estão super especiais e tenho certeza que várias delas ficaram marcadas no
coração do brasileiro
.” 

Esta substituição do Carlinhos
foi algo bem amigável, né?

Ah, eu já conhecia o
Carlinhos muito tempo antes do The Voice. Na época que eu tinha um canal no
Youtube, eu troquei duas palavras com o Carlinhos e ele já me chamou para
cantar no show. É realmente este cara que a gente vê na televisão. Acho que vai
ser só alegria. A família do The Voice Brasil só cresce e fico feliz demais
fazer isso
.”

O que você já tem visto entre
os candidatos?

Tem muita gente talentosa e o
nível deste ano está super alto. Tem pessoas de diversas partes do país que
estão passando aqui pelo palco pela primeira vez, então vai ser algo muito
emocionante, sem dúvida
.”

Como tem conciliado os shows e
o programa?

Acho que é uma extensão.
Claro que a gente acaba trabalhando mais, porém não me vejo dividindo. Tem sido
muito prazeroso e quando a gente faz algo que gosta não se torna doloroso
.”

Relação com os técnicos

Como você foi recebida?

Tem sido muito especial. A
Veveta, o Lulu e o Teló são artistas que eu admiro desde sempre, têm sido muito
carinhos e cuidadosos comigo. A Ivete eu já conhecia há muito tempo, cantei com
o Lulu antes daqui e o Teló conheci aqui no programa, mas já tinha trocado
mensagens antes. Acho que tudo está bem tranquilo por conta deste carinho que
eles têm me dado, então isso ajuda a dar uma relaxada
.”

Como foi sua emoção quando viu
seu nome ao lado de Ivete Sangalo?

A emoção aqui é tanta que acabo dando uma abstraída. Eles são tão parceiros, trocamos tantas ideias… Quando saímos daqui, almoçamos e lanchamos juntos, conversamos sobre os candidatos, então consigo até me distrair um pouco. A emoção do palco é muito grande e o cuidado tem de ser redobrado. A Ivete, para mim, sem brincadeira nenhuma, é uma das maiores referências da música brasileira. Os meninos são artistas que eu ouvia antes mesmo de conhece-los. É muito legal e tenho aprendido demais. Estou muito lisonjeada.

Ivete Sangalo, Michel Teló, Lulu Santos e Iza, técnicos do The Voice Brasil (Foto: Globo/ Victor Pollak)

Você já assistia The Voice? Já
sonhou estar na cadeira de técnica?

Sonhar em ocupar este lugar
era algo muito distante e eu nunca imaginava sonhar com isso. Eu sonhava em ter
a coragem de me apresentar neste palco. É difícil! Só estar ali no palco e ver
as quatro cadeiras já dá uma tremedeira na perna, não vou mentir. Você tem de
ter muita coragem para cantar. Na época que eu trabalhava com publicidade,
mexia muito com o meu coração, não tinha coragem para cantar aqui, mas eu tinha
clareza de que era isso que eu queria fazer
.”

Escolhendo as vozes

Como foi sua reação quando
ouviu a primeira pessoa a cantar no palco?

Foi tenso! Foi uma
experiência diferente porque, quando a gente está num show, a gente olha a
roupa, a aparência, o gestual, a energia, o sorriso. Aqui é a só a voz, o
timbre. Isso é muito delicado porque o candidato pode estar nervoso ou ter
escolhido a música errada. Às vezes ele canta pra caramba e, por isso, acaba
fazendo algo a mais do que deveria e isso incomoda também. Acho que a regra é
cantar a verdade e não tudo que ele saiba. Passou um monte de coisa quando eu
virei a cadeira pela primeira vez, mas o que prevaleceu foi coração. Pode ter
certeza que eu vou me emocionar pra caramba
!”

Como foi dizer o primeiro não?

É doloroso. Como você analisa
isso? Temos de ter na cabeça que não sou eu que estou mudando a vida de
ninguém. É a pessoa que pisa no palco que está fazendo por ela mesma. Sou
apenas parte da caminhada de cada um que tem seu caminho. Não sabemos o que
acontece depois daqui. Tem de centralizar nisso! A gente tem de ter todo o
carinho e cuidado do mundo para falar porque quem está ali é um artista
.” 
   

O Lulu Santos falou que tem
rolado uma sorte de principiante aí. O que você acha disso?

Eu não posso falar muita coisa, mas digo que meu time está bem pesadão! As vozes que têm me escolhido estão me deixando muito lisonjeada. A gente sempre fala nesta história de time, mas sabemos como é especial este momento para o cantor. Quem vai levar o prêmio é o Brasil, mas se eu ganhar vai ser ótimo [risos].

Iza no palco do The Voice Brasil (Foto: Globo/ Victor Pollak)

Vencendo o Teló

Qual é a estratégia para
conseguir tirar o Teló do trono?

Na verdade, o vencedor é
sempre aquela voz que o público ama. Então a estratégia é escolher com o
coração. O legal do The Voice é que não tem fórmula e já a gente só descobre na
hora. Não vou brincar em serviço e já posso adiantar que o meu time está bonito
.”

Você se acha competitiva?

Não! Por isso que eu nunca me inscrevi no The Voice. Já tinham me chamado para participar quando eu tinha o canal no Youtube, mas eu não tive coragem não!”

Representatividade

Como é representar tantos
brasileiros que lutam por um espaço?

“Eu fico muito feliz com o que
está acontecendo. De forma nenhuma eu vou dizer que as coisas têm acontecido
rápido. Quando a gente trabalha com arte, fatalmente você já faz isso desde
muito novo, e eu canto no chuveiro desde os 03 anos de idade. Me preparei a
vida inteira para cantar, mas não posso deixar de dizer que Deus tem me
abençoado e como as coisas têm acontecido de forma surpreendente. Claro que
acredito na minha capacidade, confio em mim e me estimulo sempre. Sonho muito
alto!”

Projetos

O Rei Leão estreou esta semana
e você dublou a Nala e tem emocionado as pessoas. Como foi interpretar esta
leoa que está na cabeça de tantas pessoas?

Sou sub da Beyoncé, meu Deus! Eu não estou acreditando [risos]! Foi um pânico e uma felicidade fazer este trabalho porque eu nunca tinha dublado nada. É muito intenso. Você precisa estar muito concentrada porque é você dentro de uma caixa interpretando com a tela. Eu ouvia a voz da Beyoncé. No processo de dublagem, você precisa ouvir a voz original para se aproximar da mesma entonação, intensidade e tempo. E a fala ainda precisa caber na boca do leão. É uma verdadeira matemática ali. Você tem de se divertir. É o filme que marcou a minha infância, foi o primeiro que eu vi no cinema e não assisti até o final porque o filme acabou para mim quando o Mufasa morreu, fui embora chorando, mas é um filme muito especial. Acredito que seja uma das trilhas sonoras mais especiais da Disney. Não estou falando só das músicas, mas também dos instrumentos, da pesquisa de vozes africanas. Foi a primeira vez que eu vi um filme da Disney e identifiquei um pouco de mim ali. Acho que é um filme que vai emocionar muita gente.”

Iza e Ícaro Silva dublaram Nala e Simba na versão brasileira de “O Rei Leão” (Foto: Divulgação)

Você já tem pensado em um novo
disco?

Ah, sim! Eu sempre estou pensando em música. O meu marido é produtor, então sempre estamos fazendo algo. Já temos várias músicas gravadas. Já temos umas 40 músicas! No próximo semestre, com certeza vocês podem esperar um trabalho novo.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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