“Isso tem a ver com o personagem”, comenta Alexandre Nero sobre sua sensualidade, após vencer o Melhores do Ano

Publicado há 2 anos
Por João Paulo Reis
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Alexandre Nero foi um dos vencedores do Troféu Domingão – Melhores do Ano. O ator que concorreu diretamente com Lázaro Ramos e Rodrigo Lombardi levou o prêmio de melhor ator de série de 2018 por Onde Nascem Os Fortes.

Durante os bastidores da premiação, ele bateu um papo com o Observatório da Televisão, e falou sobre sua rotina de pai, seus projetos para 2019, além de comentar o visual careca que está usando para um trabalho no cinema. Confira:

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 Como está sendo para você receber esse prêmio de Ator de série de 2018?

“O grande barato aqui é estar com os amigos, os colegas, poder beber um champanhe, comer umas castanhas, isso que é legal. Mas ganhar… Ah, jamais serei melhor que o Lázaro, Rodrigo ou qualquer um deles, é tudo uma brincadeira”.

Vamos falar desse visual. Ninguém te reconheceu de primeira.

“Esse é o nosso trabalho. Virar um camaleão de vez em quando. A gente gosta de ser reconhecido, mas às vezes é bom não ser reconhecido para que no meio do filme ou novela as pessoas digam ‘meu Deus, é o cara’”.

Esse visual é para um trabalho que você está fazendo?

“É. Estou fazendo um filme com o Chay Suede. Ele é o protagonista do filme, e estamos filmando em São Paulo”.

Como foi para você fazer Onde Nascem Os Fortes?

“Foi uma das séries importantes historicamente para a globo, para o Brasil e tenho o maior orgulho. Foi uma das coisas mais lindas que a gente já fez”.

Experiência como pai

Como está você como paizão?

“Estou ficando careca de tanta preocupação, é isso. Segundo filho, a gente começa a ficar louco. Os boletos vão aumentando, é só isso. A gente emagrece porque corre atrás dos filhos, o cabelo cai porque é uma preocupação só (risos)”.

O natal está chegando, como você prepara seus filhos?

“Vai ter árvore, dinossauros, porque ele está viciado em dinossauros. Ficamos entretendo ele com isso. É uma delícia. Sou apaixonado, difícil eu conseguir falar do meu filho sem me emocionar, sem ter um nó na garganta. E agora o segundo, é um amor que está crescendo ainda. O pai é mais difícil essa coisa da relação afetiva. A mãe já está lá dentro dela, ela já é completamente apaixonada pelo filho. Para o pai é uma descoberta, e estou descobrindo meu segundo filho”.

Você acha que mudou depois da paternidade?

“Completamente. Eu não tinha medo de nada, hoje eu tenho medo de tudo. Tenho medo de acontecer alguma coisa com meus filhos, medo que aconteça alguma coisa comigo que influencie eles. Antes eu não tinha medo porque era só eu, podia me virar de qualquer jeito, agora tenho outras vidas em jogo”.

Cuidar dele é tranquilo?

“Ele está com três meses atualmente. Os pais sabem que até o terceiro mês é complicado porque eles têm cólicas, posso falar dos meninos porque só tenho meninos. Sei que eu queria uma menina para dar uma acalmada, porque menino é barra pesada. Como diz o Cazarré, a menina está brincando de boneca, enquanto o menino está procurando fogo, uma coisa pontiaguda, qualquer coisa de exploda… ele quer arrumar confusão. A gente fica desesperado com isso”.

Nível de produção de Onde Nascem os Fortes

Você ganhou numa série que era feita para um público específico, devido ao horário e ao nível de produção. Como é para você estar inserido num produto como esse?

“É um orgulho imenso estar nisso, mas acho que a Globo tem requinte de fazer as coisas a nível internacional. E não à toa ela está quase todo ano, ou senão todo ano concorrendo ao Emmy Internacional. Os artistas aqui são respeitados no mundo inteiro, e estar nesse métier, as pessoas cada vez mais precisam conhecer coisas de qualidade. É assim que eu acredito que uma TV aberta está cooperando com um país melhor”.

Como é o seu personagem no filme que está fazendo?

“Não vou poder falar muito. Ele é um homem que está em um tratamento de câncer e a história é basicamente sobre um ladrão que rouba o carro dele, que é o Chay, e ele tranca o ladrão no carro, e passa a torturar o ladrão por alguns dias dentro do carro”.

Como foram as filmagens?

“As gravações não foram, mas a situação para quem está assistindo é bem claustrofóbica. Um filme dificílimo fazer. O roteiro é maravilhoso, um roteiro argentino. Acho que vai ser um filme brilhante”.

Você acha esquisito ficar careca?

“É muito esquisito. Primeiro porque tenho a sensação de ter uma coisa no corpo que você nunca tinha tocado, parece que não faz parte do seu corpo. E também parece que a cabeça está crescendo. O Vladimir Brichta falou pra mim ‘está crescendo’, e eu perguntei o que, e ele respondeu ‘seu cabelo’. Achei que era a cabeça porque a sensação é que a cabeça está crescendo o tempo inteiro”.

Tempo no Sertão

Todo o elenco de Onde Nascem Os Fortes disse que passou por grande transformação pessoal no tempo que ficou lá no sertão. Você teve isso também?

“Tive de compaixão. Aquelas pessoas vivem num lugar muito inóspito, muito difícil, abandonado. A gente vive em um país, e o país tem lugares que chovem, que têm alimento, que têm trabalho e existe um lugar que não tem. Que não chove, não tem trabalho, não tem comida, e as pessoas abandonam aquilo. As pessoas que moram ali dizem que as coisas mudaram muito nesses últimos 15 anos, que eles têm irrigação, alimentação, atenção do governo. Então, isso é fundamental que a gente preste atenção nessas diferenças e veja que o Brasil não é uma coisa só, é muita coisa”.

Como é para você ser tão querido pelo público e visto como sensual?

“Engraçado que essas coisas de sensualidade, isso tem tudo a ver com o personagem. Eu duvido que alguém que achasse sensual fazendo Filhos da Pátria, por exemplo. Mas ser querido é muito bom. Ainda mais para mim que não sou um cara que estou presente em rede social, festas… Não que eu não quisesse, mas com filhos não dá. Eu me sinto muito feliz, e só tenho agradecer ao público por ter votado em mim. Eu votaria no Lázaro, e no Rodrigo”.

Você já tem algum novo projeto?

“Até agora na TV, oficialmente não tenho nada. Meu personagem atual é ser pai e não está fácil. A gente dorme pouco, dá dor no braço, e nas costas de ficar carregando, mas é isso. Oficialmente aqui na Globo não tem nada, até onde sei, segunda temporada de Filhos da Pátria parece que vai começar a ser gravada em abril”.

*Entrevista  feita pelo jornalista André Romano

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