Isabelle Drummond se aventura na comédia com Manuzita, sua personagem em Verão 90: “Um campo novo pra mim”

Publicado há 2 anos
Por Cadu Safner
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Isabelle Drummond está prestes a retornar às novelas após Novo Mundo. Ela será Manuzita, em Verão 90, trama de Isabel de Oliveira e Paula Amaral que substituirá O Tempo Não Para no horário das 19 horas. Manuzita é uma ex-atriz mirim que fez muito sucesso no passado.

O folhetim conta a história dos ex-integrantes da atração infantil, Patotinha Mágica, Manuzita (Isabelle Drummond) e os irmãos Jerônimo (Jesuíta Barbosa) e João Guerreiro (Rafael Vitti). O fim do grupo no início dos anos 80, é apenas o começo da emocionante história desses três ex-astros mirins que a vida insiste em colocar um no caminho do outro.

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Verão 90 se passa na década de 1990 e conta com um grande elenco. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Isabelle conta detalhes da história, personagem e da experiência de se aventurar no ramo da comédia. Confira:

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Você está se permitindo mais, depois de interpretar Manuzita?

“Olha, a gente vai pegando mais informações. Eu quis vir com essa roupa que estou hoje porque se conecta com a época e com a personagem. Eu tenho uma personalidade muito diferente da Manuzita. Mas eu estou me preenchendo ao máximo [com informações] para trazer isso pra ela. Quando a gente está aqui, a gente gosta de criar, de imaginar como ela se expressa e isso vai desde figurino, cabelo e tudo mais.”

“Muita coisa não dá certo pra Manuzita mas ela continua acreditando e seguindo em frente”, afirma a atriz

O que você usa agora que você não usava antes?

“A Manuzita está me trazendo uma coisa muito divertida. Ela é muito divertida, o clipe, como o Jorge Fernando (diretor) falou, é incrível, mas vocês vão ver aos poucos que os personagens têm muitas nuances. A Manuzita é ‘fora da caixa’, ela não é nada quadrada, ela surpreende, você não sabe o que esperar dela. Então, cada dia vem uma coisa diferente, elas [Manuzita e Lidiane] vão passar por situações muito diferentes.

Elas são muito loucas, de uma maneiro boa elas são doidas, elas não têm medo de ser quem elas são, elas tropeçam e levantam. Se não acham que levaram um ‘sim’ da vida, continuam. Ela é otimista, solar, corajosa, desconcertada, nada certinha, e muito bem humorada. Eu gosto da maneira com que ela passa pelas circunstâncias da vida. Muita coisa não dá certo para ela e ela continua acreditando e indo para frente. E ela é muito corajosa, ela vai se meter em muitas coisas diferentes até dar certo, em muitas confusões.”

Como é sua relação com a Cláudia Raia?

“É ótima! Temos uma conexão ótima, já a amo, já temos na vida um relacionamento muito legal. A gente encontrou um tom muito interessante pra esse nosso núcleo. Estamos literalmente levando nesse tom que a gente encontrou. Tem o Luiz Henrique Nogueira, o Cachorrão, que faz um trio com a gente. Ele é o personagem cachorrão do programa que depois vira amigo. Eles formam uma família, vocês vão ver que a novela tem enredos incríveis, e cada núcleo tem um tom de maneira expressiva, assim como era na época”.

“A arte é uma coisa que aconteceu muito naturalmente em mim”, diz Isabelle sobre seu ingresso na universo artístico, ainda na infância

A Manuzita é influenciada pela mãe na carreira artística. E você começou bem criança também. Quem te influenciou na carreia?

“A arte é uma coisa que aconteceu muito naturalmente em mim. As pessoas começaram a reparar, e eu comecei a fazer testes. Já a Manuzita, a mãe decidiu que ela é uma artista e realmente ela faz muito sucesso na infância e na fase adulta elas decidiram que é isso que elas querem para a vida delas. As duas são artistas. Mas a Manuzita é muito autêntica, mesmo que ela tenha este sonho, ela vai batalhar isso da maneira dela. Por isso que ela é desconcertada. É muito diferente de mim, que sempre fui um pouco mais centrada, a Manuzita é explosiva, ela cambalhota pela vida”.

Qual tem sido o seu maior desafio neste trabalho?

“A coisa da comédia. A Cláudia Raia tem um histórico na comédia. Já eu, tenho uma trajetória dramática, então essa personagem me tirou da minha área, vai muito contra a minha natureza como pessoa. E o Jorge Fernando, com quem já trabalhei por muitos anos, foi quem me introduziu na comédia. Eu mergulhei de cabeça, e quero mesmo ser desafiada. Eu quis fazer essa novela porque é um campo novo pra mim, quero explorar este lugar”.

“Não é uma personagem óbvia”

Este é seu terceiro trabalho com a Izabel de Oliveira. Virou uma parceria né?

“A gente fez um grande sucesso, que foi Cheias de Charme. Eu acho que ela é uma autora incrível, estou conhecendo a Paula Amaral, que também é incrível. E tenho o Jorge Fernando (diretor), que foi meu diretor em Caras & Bocas. Ele é incrível, e sou admiradora e amiga. A gente tem um time muito legal, acredito que vem uma coisa bem bonita por aí”.

Num encontro que aconteceu, as pessoas disseram que você é uma nova Isabelle. É uma Isabelle quase Cláudia Raia…

“Para mim isso é um pouco novo. Eu quis explorar esse lugar de comédia, que me acrescenta como atriz. O que eu estou fazendo com a Manuzita não se encaixa em lugar nenhum. Ela é bem ‘fora da caixinha’ e eu quero mesmo que seja, eu quero que ela seja uma surpresa, e até a mim mesmo ela surpreende, não é uma personagem óbvia e ela não é quadrada, está sendo uma construção criativa e eu estou me inspirando a cada dia de uma maneira diferente”.

Você tem um lado empresária e conduz uma ONG, né?

“Eu sou uma pessoa que sou defensora da causa animal, busco fornecedores que sejam bacanas. Eu acompanho o trabalho com animais, sou embaixadora de uma ONG, na área dos animais, principalmente de aves. A ONG é como se fosse um polvo, com braços para vários trabalhos diferentes. A gente tem projetos em comunidades carentes, artísticos, projetos sociais, e o social é a sociedade como um todo. Não só em lugares classe baixa, mas em todas, a gente gosta de unir todas elas”.

Casa 197 é uma ONG encabeçada por Isabelle Drummond e outros nomes, que visa ajudar em várias questões sociais e em diversas áreas

O que te motivou ter esse olhar para estes projetos?

“Eu sempre tive um coração muito social. Eu sempre gostei de sentar com pessoas de rua. Sempre fiz ações, gosto muito de animais. Eu sempre tive um olhar para o social, e no meu trabalho como atriz a gente viaja muito, já fui para muitos lugares diferentes. E sempre me e as pessoas sempre me chamaram atenção. Então eu gosto de sentar e ouvir histórias e entender. Então eu pensei: ‘Gente, são muitas histórias, são muitas pessoas diferentes, eu queria participar mais delas, aprender’.

E então eu me uni a pessoas que também tem esse coração, nossa ONG tem umas dez pessoas, fora os voluntários, e cada um tem um coração pra uma área. Eu tenho um pouquinho pra cada. Mas eu gosto muito de pessoas de rua, idosos, crianças, e a gente tem um projeto pra pessoas idosas e crianças que vai sair este ano, se Deus quiser. São várias histórias diferentes, crianças que não tem documentos é um dos exemplos.

A gente foi estruturando, chamamos advogado, uma pessoa administrativa, ela se chama Casa 197. A gente tem essa ONG já tem 2 anos. E a gente nunca tinha feito divulgação, para proteger os processos e as pessoas dentro do processo. Mas começou surgir a necessidade, tem muitas pessoas querendo conhecer e ajudar. Queremos engajar as pessoas, é uma corrente do bem.

A atriz revela que tem duas vitrolas e que se encanta com coisas da época

No cenário de gravações tem alguma coisa ou objeto que te despertou curiosidade?

“Eu nasci em 1994, vivi um pouco dos anos 90, e os anos 2000 ainda teve um pouco da herança. Uma ressaca boa. E com a tecnologia chegando tudo vai se transformando, o orelhão pro telefone, eu peguei a fase do primeiro celular. Tem o meu pai que ouvia a vitrola, e a gente tem esses momentos na novela. A Manuzita tem uma vitrola, e na segunda fase da novela ninguém mais ouve.

Tem várias coisas gostosas pra se recordar. É muito interessante relembrar e ver como as coisas mudaram tão rapidamente de uma forma positiva. Eu tenho duas vitrolas, uma do meu pai e uma nova. Há algumas novelas atrás, eu comecei a escutar, pedi uns discos para minha mãe, então eu tenho vários discos, da Angélica, da Xuxa, são referencias legais pra essa personagem que vai sofrer umas transformações interessantes.

Em Verão 90, o público vai ver muitos programas e novelas da Globo. A Manuzita vai fazendo testes e passando pelas novelas. Ela entra nas novelas daquela época, é muito hilário. Fizemos Tieta, Rainha da Sucata, Top Model, tem algumas outras também. Sempre dando ruim, são situações cômicas, as cenas dela são muito boas de se explorar.

***Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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