Humberto Martins comenta a visão de mundo de seu personagem em A Força do Querer

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Longe das telinhas desde o fim de Totalmente Demais, Humberto Martins está de volta como Eurico em A Força do Querer, próxima novela das nove escrita por Gloria Perez. O ator bateu um papo com  Observatório da Televisão durante a coletiva de lançamento da novela, leia:

Humberto como está sendo interpretar esse cara cheio de nuances, e tudo mais, e ele é enganado pela esposa né.

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O Eurico é um cara muito conservador, com uma mentalidade de 1940, é aquele cara controlador, radical de extrema direita. Discrimina todas as classes, tem muitas restrições com determinadas atitudes emergentes, como é o caso do irmão. E tudo vai começando a afetá-lo um pouco principalmente a situação da mulher que é viciada em jogo.

Ele sabe que ela é viciada?

Ele sabe, ele cobra, procura que as coisas se acertem, e questiona. Ele até pega pesado nesse ponto, porque já viu fortunas serem perdidas dessa forma. Ele fica preocupado, e inseguro porque ela mente, então ele passa a questionar todas as instancias da própria vida, e aí se torna um lance interessante. Tem uma certa comicidade no jeito dele mas a cenas sérias são realmente sérias.

Ele também vai estar ligado ao enredo da Ivana, personagem transsexual?

A transex é a sobrinha dele, então ele vai estar ligado de certa forma mas ainda não tenho informações sobre. A única coisa que sei é que a filha dele, a Simone (Juliana Paiva) tem uma relação próxima com ela, uma é interessada em namorar, e a outra não.

Você se acha uma pessoa mais cabeça aberta?

Sou mais ou menos, meio a meio. Nem tanto ao tudo, nem tanto ao nada, acho que tenho equilíbrio. O que a pessoa faz da sua vida é muito particular, a leitura que as pessoas de fora fazem disso não interessa.

Você é diferente do seu personagem? Se assustou ao ler na sinopse como ele era?

Sou bastante diferente dele até porque ele é uma incógnita as vezes. Quando você sabe quem é a pessoa com a qual você vai lidar é mais fácil, mas quando você lida com alguém que é uma incógnita é perigoso. Eu certamente não seria amigo do meu personagem, mas faria negócios com ele por ele ser um homem sério, tem mãos de ferro quando se trata da empresa. Amigo não, só se fosse pra dar risada dele e falar “Pô esse cara tava num sarcófago e não viu o mundo evoluir” (risos).

Como está sendo a parceria com a Lilia? Já tinha feito algo com ela?

Fiz um episódio de A Diarista com ela e Pedra Sobre Pedra, mas nossos personagens não contracenavam. A Lilia é um barato, excelente, uma profissional imbatível, com uma segurança incrível, ela tem exata noção do que sabe e do que quer fazer, e ela me deixa muito tranquilo em cena, porque ela consegue chegar no tom exato.

Acha que seu personagem vai ser odiado nas ruas?

Eu acho que não. As pessoas vão curtir o Eurico porque vão entender as razões dele, só por isso. Mas ele pega pesado sim nos absurdos que ele fala pros outros.

E você se inspirou em alguém para compor o Eurico?

Me inspiro nos homens do passado, tios meus das antigas, pessoas sisudas assim como enxergo o personagem.

A Lilia falou que conversou com pessoas viciadas em jogos para compor a personagem. Você que fará o marido dela, também conversou com familiares de pessoas viciadas?

Não, porque já tive vivencia e conhecimento sobre casos como esse, sei de algumas histórias do que ocorre na vida de uma pessoa dessa. A única coisa que fiz e que faço com todo personagem é levar com seriedade. É ler no texto uma frase absurda do personagem e procurar um sentido para aquilo. Eu quero buscar dentro do organismo dele o porque disso. Me baseio mais nisso, na minha própria bagagem do que no que vem de fora.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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