Henri Castelli fala sobre sua mudança de visual para a novela Tempo de Amar

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Em Tempo de Amar, novela que estreia nesta terça-feira (26) na Globo, Henri Castelli viverá o ambicioso deputado Teodoro. Saído da novela Sol Nascente, como o personagem Ralf, o ator contou em entrevista como foi a mudança de visual, e como está sendo fazer novamente uma novela de época.

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Seu visual está muito diferente. Você parece mais limpo, como foi?

Fazendo uma comparação é como se eu tivesse saído do grafite e ido para um quadro dos anos 20. Era um tatuador, tive que engordar 10 quilos, tinha aquela barba daquele tamanho e não esperava muito na sequência uma novela de época. É uma limpeza louca em todos os sentidos.

Qual foi a sensação na hora de tirar aquela barba toda?

Eu fui tirando aos poucos até me acostumar. Quando fui viajar já sabia que iria fazer a novela, e fui tirando um pouquinho cada dia, fazia uns desenhos.

Você emagreceu para o novo personagem não é?

Eu emagreci o que eu tinha engordado. Vamos considerar que voltei ao meu peso normal, e estou com cerca de 88 quilos.

O que você fez para conseguir isso?

Nada. Só voltei a comer normal. Para engordar eu demorei 4 meses para conseguir. Eu não sabia que ia ser complicado, achava que se eu comesse bastante, em 1 semana iria engordar. Sempre fiz esportes, mas nunca fui aquele maluco de dieta, pensei “Vai ser mole”. Não comi porcaria tipo fast food, mas comia macarrão com molho vermelho à noite, pizza, sorvete, vinho, pão francês. Mantive 98 quilos durante a novela, mas era fazer bicicleta na academia 3 vezes por semana que eu sentia que começava a emagrecer. No último mês da novela voltei a comer normalmente.

Não foi difícil depois de comer tanto, ter que deixar de comer?

Não, porque já comi tanto que até enjoei.

Você mudou o cabelo. Gostou do visual?

Olha, depois que fiz o Ralf, que eu adorava o jeito que eu estava, fiquei pensando, já tenho 19 anos de TV Globo, e creio que eu já tenha passado dessa fase da vaidade pessoal. Nem sei nem em qual espaço está o Henri, porque estou sempre mudando para personagens.

Como está sendo para você fazer esta novela?

Tinha tempo que eu não fazia novela de época, e é um grande barato viver essa viagem no tempo, buscar referências na cenografia, figurino, como eles falam e andam. Acho que o público vai gostar bastante de ver. Eu adoro essas coisas mais antigas.

Gostaria de ter vivido naquela época?

Eu acho que eu já vivi porque eu tenho uma coisa que me puxa para isso. Do moderno eu gosto, mas quando chego numa cidade histórica, fico querendo morar ali.

Você tem muita antiguidade em casa?

Não. Na minha casa tem uma mistura de muitas coisas. Eu comprei agora um aparador que vai na parede que é do século 18, então vou misturando coisas.

Como é o seu personagem em Tempo de Amar?

O personagem não sabemos se é um vilão, mas é um deputado, muito rico, dono de fazendas de café, mimado com o ego lá em cima, adora cabaré e a vida noturna. Não vai medir esforços para ter o que ele quer inclusive a mocinha. Ele vai atrás dela, chega a agredi-la.

Você é um ator experiente. O que um personagem precisa ter para fazer você aceitar interpretá-lo?

Engraçado que eu estava falando sobre isso. Geralmente as pessoas usam clichês, e dizem que querem fazer um homossexual, um drogado. Sempre acho que minha carreira foi pautada por personagens que aconteceram na hora certa. O Ralf por exemplo, foi incrível e divertido de fazer. A partir dos 40 anos, tem muito papel bom.

Você passou por alguma crise dos 40?

Ainda não fiz. Estou com 39, batendo na porta (risos). Eu não tenho essas coisas, juro que não. Isso é o maior barato, estou com uma cabeça de 40, mas sinto que tenho uma disposição de 20, o que é ótimo.

Você é um cara mais avesso a festas e baladas não é?

Quando eu era mais moloque eu era mais festeiro, mas não sou mais não. Moro em São Paulo, frequento os mesmos lugares pequenininhos onde estou acostumado, gosto muito de ficar em casa também.

Como é dividido seu tempo?

Eu acho que a gente tem que dosar. Novela é muito louco. A gente quer fazer, e para fazer tem que renunciar algumas coisas porque não dá para abraçar o mundo. Eu prezo muito a minha vida social, principalmente com meus filhos, e quando se faz novela, isso fica muito restrito. É uma tarde de sábado, um domingo e acabou. Às vezes passo dois meses sem ver meus filhos. Como não moro no Rio, para gravar a novela, fico num flat alugado, sozinho, então não é fácil, mas tem que ter a cabeça no lugar, entender que aquilo é o seu trabalho e ter pé no chão. A gente ama o que faz, se diverte.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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