Guilhermina Guinle volta ao ar como vilã fatal: “Capaz de qualquer coisa”

Publicado há um ano
Por Guilherme Rodrigues
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Longe das novelas desde Eta Mundo Bom! (2016), Guilhermina Guinle retornará ao ar como a Dominique de Salve-se Quem Puder, trama das 19h de Daniel Ortiz que substituirá Bom Sucesso a partir do dia 27.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, a famosa falou sobre a volta aos folhetins, detalhes da vilã que interpreta na produção e também sobre a vida pessoal, como cuidados com o corpo e família.

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Como surgiu o convite para a novela?

Foi o próprio Daniel [autor] que me convidou. Fiquei superfeliz. Ele tinha escrito com Silvio de Abreu o remake de Guerra dos Sexos, que eu fiz. Aí pensou em mim para essa vilã e eu falei ‘vamos embora’.

Como é a personagem?

Ela tem amantes, é tipo poderosa, não quis casar, não quis ter filhos. Bem resolvida, tem a profissão dela. É uma mulher moderna de hoje em dia. Muitas mulheres de hoje em dia optam por valorizar a profissão. Ela é advogada, foi isso que sempre quis para fazer dinheiro. Justiça não é algo que ela faça, ela faz outro tipo. Ela é capaz de qualquer coisa, até que se tiver que matar, aí ela vai.

Mora com o sobrinho, que é o Enzo (Rafael Cardoso), e que ela criou desde a infância. Aí tem todo o dilema da novela que ela quer ele para trabalhar com ela, e ele fica na dúvida, mas segue. Não pelo coração, porque ele é bom.

Você é a vilã da novela. Mais uma na sua carreira

Vilã é muito bom de fazer, superdivertido. Você acaba falando coisas que não falaria na vida, fazendo coisas que não faria. É um momento que quando chega o texto e você vê aquelas coisas horrorosas, eu maltrato a empregada, dou ordens o tempo todo. É um personagem, obviamente, bem distante de mim, de tudo, aí que fica mais legal, um grande exercício de atriz. O Daniel falou, ‘olha, ela faz qualquer negócio. O que tiver que fazer ela faz, até matar’. Quando chegou no capítulo três, quatro, eu falei ‘gente, o que está acontecendo’. Eu mato mesmo. Eu vi que ela faz qualquer negócio. Ela pega em arma e atira.

Você já tinha feito cenas assim?

Já tinha feito cena com arma. No cinema eu já fiz, em novela não sei. Acho que já porque tive aula. Lembro de já estar habituada.

Ela é bem perversa, né?

Sim. Esse texto do Daniel… Olha, há muito tempo que eu não pego uma novela, pelo menos as minhas cenas, muito bem escritas. É normal você querer colocar alguma coisa na sua embocadura, mudar alguma palavrinha, eu não quero mudar nada. Falar exatamente do jeito que ele colocou. E ela fala coisas horrorosas. Mas aí que é o gostoso, quanto mais horrorosas, mais a gente gosta de fazer.

Você estava sentindo falta de fazer TV?

Eu adoro a minha profissão, adoro trabalhar. Comecei com 18 anos, nunca parei. Entre um convite e outro, correr atrás de coisas que dessem satisfação artisticamente. Aí tive a minha filha, que tá fazendo seis anos agora. No primeiro um ano e meio fiquei com ela. Tive com quase 40 anos.

Está preparada para ser odiada? O Rafael Cardoso estava defendendo o personagem dele.

Pior que o personagem dele eu que quero levar para o mau caminho. Ele é um menino bom. A índole dele é muito boa. O pai dele sumiu no mundo, que é o meu irmão, eu sou tia dele, aí eu criei ele desde pequeno. Virei advogada e entrei para o lado ruim, defendo os corruptos, eu poderia defender os corruptos sem ser uma corrupta, porque todo mundo tem direito a defesa, mas infelizmente eu entro por esse caminho, e quero aliados. Aí tenho aliados, os meus capangas, e quero que o meu sobrinho, que é alguém de confiança, esteja ali. Ele vai ter as razões dele para entrar [nesse caminho].

Se inspirou em alguém real?

Eu acho que seres humanos são seres humanos em qualquer profissão. Não existe falar que não existe médico que não faria isso, não existe advogado que não faria isso, acho que existe e todo mundo faria qualquer coisa em qualquer lugar. Hoje em dia eu não duvido de mais ninguém. A gente lê muita coisa, vê muitos filmes, muitas séries de coisas que realmente acontecem. Tem coisas que acontecem na nossa vida que a gente fala, ‘se colocassem na novela, iriam falar que é mentira’. Uma coisa é interessante: quando você vê que vai fazer advogada ou uma médica, você sabe que está ferrada com o texto. É um português para decorar que eu vou te contar. Ainda bem que eu tenho um advogado em casa. Eu tenho lido algumas cenas para o meu marido, quando ele lê, é de uma maneira tão fácil, mas a gente fica tão tensa para passar o texto certo. Está sendo um bom exercício de atriz.

Como foi gravar em Cancun?

Uma delícia. Eu fiquei do começo ao fim, mas só gravei dois dias. Fiquei por minha conta, curtindo, até levei a minha filha. Eu não conhecia.

Como cuida da beleza?

Eu estou sempre me cuidado. Fiz recentemente limpeza de pele, tratamento com laser. Acho que a gente tem que usar a tecnologia ao nosso favor. Acho legal envelhecer com a idade que a gente tem. Ser uma mulher bonita com a nossa idade. Ter a nossa beleza verdadeira, da nossa idade e bem tratada. Passo uns 500 hidratantes, vitaminas, adoro fazer misturas. Dermatologistas eu tenho no Rio de Janeiro, São Paulo. Mudei muito a minha alimentação. Tive uma consciência que eu nunca tinha tido na vida. Gosto de comer, mas comia qualquer coisa. Meu apelido era boquinha nervosa entre os meus amigos. Hoje em dia vejo que alimentação é muito importante.

Foi difícil fazer essa mudança?

Da consciência não, foi natural. Não acordei e decidi que ia ser natural. A gente vai lendo, aprendendo. Leio muito, sigo gente no Instagram de arquitetura, arte e alimentação. Você vai criando o que acha bem para você.

Está tentando passar para a sua filha?

Para ela é muito fácil. Acho que são os hábitos que a gente tem. É o que a gente dá para ela. Ela é toda saudável. Ela pergunta se é saudável, e quando não é, não come. Mas não é chata, vai em festa, come bolo, brigadeiro, mas sabe que não é bom, que é açúcar e que não faz bem. Aí ela come menos.

Sabe algo sobre a continuação de Verdades Secretas?

O Walcyr [Carrasco] me convidou, falou que vai ter. Como saiu na imprensa, não deu problema eu falar. Achei muito interessante, que eu saiba nunca teve algo assim, uma continuação de uma novela. Foi um dos trabalhos que eu mais gostei de fazer. A gente realmente fazia cinema na televisão. Diretor de fotografia, cenário diferente. Foi uma experiência muito legal. A gente fez um trabalho de dois meses de ensaio. Foi maravilhoso, eu amei. Tomara que dê certo.

*entrevista feita pelo jornalista André Romano

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