Grazi Massafera fala sobre suas semelhanças com Lívia, sua personagem em O Outro Lado do Paraíso

Publicado há 3 anos
Por Nucia Ferreira
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Grazi Massafera será Lívia na próxima novela das 21h, O Outro Lado do Paraíso. Filha de Sophia (Marieta Severo), a moça não mede esforços para ficar ao lado de Renato (Rafael Cardoso), homem que ama embora não sinta reciprocidade. Em entrevista, a atriz falou sobre a personagens, suas diferenças e semelhanças com a mesma. Confira:

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Conta o que o público pode esperar da Lívia?

Ela tem problemas psicológicos de criação, um pai que morreu, um irmão agressivo. Estou tentando colocar uma certa leveza nela. Não quero que ela fique taxada de deprê do início ao fim da novela.

E ela será mesmo uma vilã?

Depende do ponto de vista de cada um que assiste a trama. Não estou defendendo a personagem. Você já se deparou com alguém que tem uma atitude que você considera vilania e a própria pessoa não? Eu acho que já, né? A gente se depara com isso em alguns lugares. No nosso cotidiano sempre tem algumas atitudes assim. Eu acho que a grande vilã da trama é a Sophia (Marieta Severo), que vem a ser a mãe da minha personagem. Já que eu sou filha dela, esbarra nesse ponto.  Tem a influência, a criação. Meu pai sempre diz isso.

Como foi ter que pintar o cabelo para viver a Lívia?

Quando me ligaram foi como se caísse uma bomba. Primeiro eu disse ‘nunca’, mas depois aceitei. Mas confesso que perdi um pouco minha identidade. Demorei a me acostumar, eu olhava no espelho do carro e levava um susto. A cor é um louro escuro (6.0).

Ela é  uma mulher sedutora?

Eu não sei. A vestimenta dela é bem sensual sim. São diferentes sim. Mas eu classifico o look dela mais para estranho, do que para sensual e sexy. Eu acho ela estranha. Estou indo por esse caminho.

Gostou do figurino dela?

O figurino está muito lindo. É uma mistura de cowgirl com hippie chic. A galera do figurino da novela está arrasando. Eu estou bem satisfeita. Tem um vestido dela que veio de um brechó, que eu já pedi para mim. No final da novela é meu.

Deu para achar algo da Grazi nela?

Ela é  destemida. Eu acho que é só isso. Eu sou mais destemida, tenho muita coragem e quem tem coragem, tem medo, né?

Parece que o amor dela pelo Renato (Rafael Cardoso) não é correspondido, como será essa relação?

Eu não colocaria as coisas assim. Desta vez estou defendendo sim. Eu acho que ela é muito ciumenta, o irmão, o Gael (Sérgio Guizé), é muito ciumento, possessivo, e isso não tem como não ser da família. Quando eu vejo o Sergio fazendo uma cena, eu puxo um pouco dele pra mim, ai eu vejo a Marieta, tento puxar um pouco de cada um.  É uma família meio estranha sim. Eles se amam do jeito deles. O Renato se encanta um pouco com ela, por ela ser um pouco livre, meio sem lei. Ela tem um lado selvagem que encanta os homens. Só que ter relação com pessoas assim, fica mais complicado.

Ela vai acabar criando o filho do Gael com a Clara (Bianca Bin) como se fosse dela, isso não seria um pouco de maldade?

A Lívia não pode ter filhos e acaba vendo ali a oportunidade. Então ela faz de tudo para se tornar mãe. Quando a Clara fica grávida, a Lívia tem todas as sensações de que ela estaria gerando esse filho. Eu classifico como uma pequena psicose. Eu acho que ela faz parte desse pequeno grupo de psicopatas.

Você vem emendando um trabalho no outro, tem sido cansativo?

Isso é cansativo, mas a equipe dessa novela é incrível. Eu me sinto muito bem aqui, as conversas, os diálogos sobre o personagem. A expectativa é que seja a melhor possível. Uma novela com muitas tramas. O Walcyr (Carrasco, autor) amarra muito bem os capítulos e deixa a gente com aquele gostinho de quero mais. Essa novela não vai ser diferente.

Valeu a pena todo esforço para chegar onde você está agora?

Eu sinto que todo o esforço e dedicação não são em vão quando é genuíno, quando é de verdade. Eu provo muita coisa para mim mesma. Eu não perco tempo de ficar provando nada para ninguém. Eu me cobro muito de mim desde pequena. Tem a historia do vôlei, que eu sempre conto. Eu entrei para treinar vôlei, eu era muita magra, e, escutei a mulher do treinador dizendo que eu não aguentaria nem segurar a bola. Eu fiquei magoada. Que era para ele me tirar.  Eu tinha 12 anos de idade, não se fala isso para uma criança, mas eu ouvi. Aquilo me motivou. Podia ter levado para o lado negativo, levei para o lado de superação, eu virei capitã do time depois de  seis anos. E a gente foi campeã paranaense duas vezes! Essa é uma historia que me motiva muito. Desde pequena que eu tento me superar.  Eu sempre tento dar o meu melhor.

Em algum momento você chegou a pensar em desistir de ser atriz?

Já, lógico. É pesada a responsabilidade, é pesado o ritmo de trabalho, é pesada a rotina. É tudo muito pesado. Vocês (da imprensa) cobram muito da gente. A gente se coloca em uma posição de destaque. E quem se coloca na linha de frente, é para tomar tiro as vezes. Tem um preço, tudo tem um preço. Mas também tem os benefícios.

Você se cobra na profissão, mas e como mãe?

Tem sido a  minha prioridade! Outra historinha que eu conto, na fase que minhas amigas tinham nove anos de idade, elas colocavam limões no sutiã da mãe, sabe? Vocês já brincaram com o sutiã da mãe de vocês? Elas colocavam limões para ter peitinhos. Eu colocava barriga de gravida. Meu pai falava: ‘que estranha essa menina’. Ele se preocupava. Mas eu sempre tive o foco que eu tinha que ter a minha independência financeira para eu ter o meu primeiro filho. E assim poder ter mais tempo com ela, no caso. Minha carreira aconteceu até mais depois que eu me tornei mãe. Olha que ironia do destino. Eu ganhei muita maturidade. A gente ganha outro sentido na vida depois da maternidade. Eu sempre tive esse extinto muito maternal.

Qual o seu maior desafio em relação a criação da Sofia?

Acho que é o equilíbrio da vida profissional e a pessoal. Quando eu falo de dar um tempinho, é para dar uma descansadinha, não emendar tanto o trabalho para eu dar atenção a minha filha. Eu adoro a vida que eu tenho. Gostoso fazer personagens. Mas eu adoro acordar em casa, colocar o pé no chão, acordar com ela, passear, levar na escola. Eu a levo muito a praia, vou a região serrana. Eu gosto de ficar em família.

Você tem cenas sensuais na novela, o que está fazendo para o corpo assim?

Em A Lei do Amor, que eu fazia a Luciane, eu malhei mais e comia mais. Para ficar mais cheinha, com as pernas mais grossas. O ritmo de gravação agora me fez emagrecer, que era o que eu queria, ficar mais fininha. Eu diminuí a malhação. Quando eu paro de malhar, eu emagreço. Essa personagem eu queria ficar mais magrinha. Eu perdi uns dois quilos.

Você pensa ter mais filhos?

Penso em ter mais filho sim. Mas o mundo está tão perigoso… O segundo eu ainda quero. Eu queria quatro, mas não dá.

Você pensa em dar uma pausa na carreira para ter esse seu segundo filho?

Não tem nada planejado. Que eu tenho vontade de ter um filho, isso é real. Eu sou totalmente maternal. Mas eu não tenho data. Estou em uma fase boa na carreira, tudo acontecendo. Vocês sabem o quanto batalhei por isso. E está acontecendo hoje. Me sinto motivada.

*Entrevista feita pela jornalista Núcia Ferreira. 

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