“Fui muito bem tratado e a Globo me colocou numa situação muito confortável”, afirma Gilberto Barros sobre atuar em Pega Pega

Publicado há 3 anos
Por Renan Vieira
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O apresentador Gilberto Barros concedeu entrevista ao Observatório da Televisão e falou sobre sua participação em Pega Pega, da Globo. Para ele, a experiência em atuar em uma produção da emissora carioca foi um momento de reconhecimento pela carreira que construiu. Barros se diz honrado e revelou ter sido muito bem tratado. Antes de fazer uma participação na novela das sete, ele já havia aparecido em tramas da Record TV.

Com uma carreira consolidada na televisão, passagens por Band, Rede TV e a própria Record TV, o apresentador contou um pouco de sua história. Ressaltou a importância do rádio na sua formação como comunicador, falou da transição para a TV e relembrou alguns dos momentos gloriosos que teve na emissora da Barra Funda, quando atingiu a liderança.

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Aliás, ele apresentou uma das maiores marcas do jornalismo do canal, o Cidade Alerta. Barros lembrou com orgulho dos altos números de audiência que alcançou com o jornalístico, que está no ar até hoje.

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Outro ponto interessante da entrevista é quando falou da importância do público, do povo para sua carreira. Confira, na sequência, a íntegra do bate-papo.

Você fez uma carreira no rádio. Como você enxerga a importância desse veículo na sua formação como comunicador?

O rádio foi minha escola. Quando me perguntam o que eu sou, eu respondo que sou radialista. Foi no rádio que aprendi a improvisar, no rádio você tem que fazer quem está te ouvindo viajar, o rádio é pura mágica. O imediatismo do rádio é o grande barato porque até que a TV monte seu equipamento a gente no rádio, com um telefone, dá a notícia. No rádio, eu subi em poste para ligar fio para conseguir fazer transmissão em campo de futebol do interior. O rádio foi a porta de entrada para minha carreira. Até hoje, é um veículo de comunicação importante. Muitas vezes, já disseram que ele morreria, mas isso é impossível acontecer.  O que aconteceu é que o rádio em algumas situações envelheceu e tem que se renovar sempre.  Hoje com a internet a gente faz rádio com imagem. Sensacional.

A transição do rádio para a televisão ocorreu de que maneira? Você tinha vontade de trabalhar na televisão?

Eu fazia rádio e fui convidado pela TV Globo para ajudar a implantar o jornalismo no interior. De Bauru, na TV, fui convocado para vir trabalhar na Rádio Globo, onde fiquei por 10 anos e me chamaram para a TV Record onde fiz o Disque Record e Leão Livre, simultaneamente. Portanto fiz: Rádio Globo, Disque Record, Cidade Alerta e Leão Livre, ao mesmo tempo. Haja saúde. Pedi para sair da Globo e optei pela TV.

Na Record TV, você apresentou alguns programas importantes. Como era a emissora naquela época? Como eram os bastidores?

Eu apresentei: Disque Record, Cidade Alerta, Leão Livre, Quarta Total e Domingo Show. Eu adorava. Tudo estava no início e ficar na frente do SPTV da Globo com o Disque Record no ar depois da Ana Maria Braga era muito prazeroso.

Eu fiz grandes audiências na Record. Disque Record sempre se colocava em primeiro lugar à frente do SPTV, no Cidade Alerta demos 36 pontos de audiência, a maior audiência do Cidade Alerta, com muito orgulho. Leão Livre era uma briga sadia no horário, Quarta Total foi um marco na TV Record ganhando as quartas-feiras da Globo com seu futebol.

Tudo foi grandioso na Record. Muito bom você saber que fez parte dessa história de escalada de audiência. E bastidor de TV é tudo parecido. Nos meus programas, o ambiente sempre é sadio. Tem que ser. Mas a pilhagem existe porque sempre foram ao vivo. Desesperadamente delicioso.

Por falar nas atrações que apresentou no canal da Barra Funda, como era o contato com o público?

Muito bom, eu sempre gostei de auditório, deste contato com as pessoas. Se me param para uma foto, eu tiro na boa, se me pedem autógrafo eu dou com prazer. Quem está à frente da mídia tem que entender que às pessoas te querem bem e por isso querem uma foto e tem que estar preparado para quem não gosta também, afinal você não agrada a todos.

Mas a gente que apresenta fica pouco com eles porque tem que preparar o programa, se arrumar, camarim, maquiagem, texto, roteiro, comercial, merchan, etc. etc. e apenas na hora do programa é que fica junto. Uma pena. Mas eu curto bastante meus amigos do auditório.

Aliás, qual é a importância do povo para você, para a sua carreira?

Toda! Você depende das pessoas para audiência e graças a Deus eu sempre soube dar valor ao público que me acompanha. Eu tive muita sorte porque meu leque de púbico sempre foi muito aberto, segundo as pesquisas.

E hoje o meu público do Quarta Total, por exemplo, que era mais jovem, é meu público até hoje. O neto da vovó que me ouvia no rádio sabe quem eu sou porque tomava café me ouvindo no rádio. Aprendi que sucesso não é do artista. É do povo que empresta ao artista e pode tirar a qualquer momento. Por isso sou, sempre, muito grato a todos esses queridos e queridas que me acompanham. Dependo deles.

Você fez uma participação especial na novela Pega Pega, da Globo. Como surgiu o convite?

Já fiz 2 novelas na Record. Uma como radialista em Estrela de Fogo e outra como motoqueiro contracenando com Nathalia Timberg na minha garupa. Sensacional!

Desta vez na Globo foi diferente porque fui chamado para ser eu mesmo: Gilberto Barros – O Leão. É muito importante para um profissional ser reconhecido por sua carreira. Foi uma honra. Fui muito bem tratado e a Globo me colocou numa situação muito confortável. Foi muito divertido de fazer.

Você já havia se imaginado fazendo uma novela na Globo?

Não. Acho que não. Apesar de sempre brincar com a história de: “Gilberto, irmão de Alberto Roberto”.

Como estava o clima atrás das câmeras no dia da gravação? Se lembra de algum detalhe curioso?

Muito legal. Eu estava ansioso, claro. Mas a diretora Ana Paula, uma querida e profissional acima de tudo, me deixou muito à vontade e os atores também. São maravilhosos. A equipe inteira foi fantástica, desde o bom dia no carrinho que foi me pegar na porta do Projac. Fui tratado com respeito e com carinho. E tenho fãs lá na Globo, também. Desde os amigos da portaria até os amigos da diretoria passando pelos atores, etc…

Você tem vontade de fazer novos trabalhos na área de teledramaturgia?

Ah não pensei nisso, mas, pensando agora, acho que sim. Gosto muito.

Ainda sobre sentimentos, você quer retornar à televisão? Por quê?

Quero não, vou voltar à TV Aberta, se Deus quiser. Mas isso quando for bom para mim e para quem estiver me contratando. Breve.

Você está negociando com alguma emissora? Tem proposta?

Não, não estou. Tive algumas propostas desde o fim do contrato anterior, mas não eram o que eu quero para mim.

Você acha que falta algo na televisão brasileira? Ou ela é completa?

Tem muita coisa para fazer na TV Brasileira. Acho que ela tem os profissionais mais criativos e competentes do planeta e por isso pode se renovar sempre. Falta, como sempre, mais espaço para o artista brasileiro que perde para os importados, enlatados e fórmulas de fora. Uma pena.

Você está na internet, com seu canal. Em geral, qual é a diferença entre se comunicar para o público de internet e o de televisão?

Eu não faço e não existe diferença na comunicação entre as mídias. Assim como todas, a internet tem seu lado esculachado, sim, mas, tem seu lado sério. É que ainda não existe a separação, a peneira, mas a comunicação é do mesmo jeito. Erra quem fala o contrário. Comunicação é fazer chegar o recado do outro lado e esse aqui tem ida e volta. Maravilhoso. O Leão da TV é o mesmo da TVLeão da web. E fora delas também.

Vale perguntar, a internet é o futuro da comunicação mesmo? Aonde vai se posicionar a mídia tradicional?

Sim, a internet é o futuro e não tem mais volta. Aliás, o futuro que já chegou.  A internet cresce, segundo especialistas na área, de 10 a 12% diariamente. O que cresce assim? Nada! Não tenho dúvida que é o futuro e por isso cheguei antes nela, criando, não um canal na internet, mas uma emissora de TV com grade de programação com outros apresentadores nela e que pode ser acessada 24 horas por dia. Ela existe e é real. E a mídia tradicional não é mais tradicional pois usa muito e, às vezes, apenas a internet. Até para links, transmissões e audiências. Usamos na TV e rádio a interatividade nova da internet. O auditório virtual da internet, enfim, imagina onde isso vai parar. Lindo demais. Eu interagindo com dois auditórios. O do teatro e o da internet, juntos e ao vivo.

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