Felipe Cunha defende seu personagem em Apocalipse: “Ele quer aproveitar a vida sem medir as consequências”

Publicado há 3 anos
Por Leandro Lel Lima
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Em seu primeiro papel de destaque na TV, o ator Felipe Cunha, que integra a primeira fase da novela Apocalipse, Record TV, comemora a repercussão do personagem e toda a trama de suspense, sexo e poder na qual está inserido.

Felipe coleciona passagens pela Globo, em Malhação, A Regra do Jogo e Totalmente Demais, mas já esteve em outras produções bíblicas da Record como Os Milagres de Jesus, Os Dez Mandamentos e A Terra Prometida.

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No teatro o ator esteve recentemente em cartaz com dois espetáculos, As Sereias da Zona Sul, clássico de Miguel Falabella dos anos 80, em que, ao lado do ator Sidney Sampaio, interpreta duas mulheres, e também A última Vida de um Gato com Dedé Santana, além de outras montagens.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Cunha fala da repercussão de Adriano, trabalhos no teatro e o convívio com o eterno trapalhão Dedé.  Questionado se, assim como a família de Adriano e de Débora, segue uma religião, Cunha afirma que acredita no amor: “A palavra religião pra mim é complicada porque só traz guerra”, já sobre o comportamento de Adriano ele é enfático: “É um jovem que quer aproveitar a vida sem medir as consequências. Eu não vejo ele como um cara escroto, a história vai mostrar que ele não é. Ele é um cara completamente controlado pela mãe”, defende.

Como analisa as atitudes do Adriano? 

É um jovem que quer aproveitar a vida sem medir as consequências.  Muitos me perguntam se ele é do mal, por ser o pai do anticristo, mas ele não sabe disso.  O interesse que ele teve pela Débora é o mesmo que ele tem por outras garotas.  Eu não vejo ele como um cara escroto, a história vai mostrar que ele não é. Ele é um cara completamente controlado pela mãe.

Então, o Adriano não é tão mal assim. Vejo que a Débora é uma vítima dele, não? Teremos então, como diz uma chamada no site da novela, uma Débora tomada pela vingança?

Acontece uma reviravolta enorme na vida deles. Particularmente, eu não acho que a Débora será tomada pela vingança, mas sim pelo que ela realmente é. O Anticristo pega tudo o que é de pior da mãe, e o lado impulsivo do pai.

Mas o Adriano não é o vilão da vida da Débora, aquele que leva a mocinha para a “perdição”?

Eles foram predestinados a criar o Anticristo, mas a Débora não é quem a gente vê. Ao longo dos capítulos teremos viradas na vida dos dois. A Débora é infinitamente mais escrota que o Adriano. Tem muita coisa por traz ainda…

Como foi o processo de estudo do personagem?

Foi tudo muito intenso e rápido. Eu e o Eduardo Lago, Adriano na segunda fase, trabalhamos juntos assim como a Manuela do Monte e a Bia Seild, Débora na primeira fase, para que a gente tivesse um conhecimento um do outro nas cenas. Costumo dizer que eu e a Manu estamos pavimentando o que vem pela frente…

E como foram as gravações na Europa?

Fomos para Roma, por sete dias intensos com mudanças de clima, que dificultaram um pouco os trabalhos, gravamos em todos os pontos turísticos de Roma, às 4h da manhã, uma cena linda, que vai ao ar em breve tendo como locação pontos já explorados pelo cinema. O Sergio Marone gravou muito em Roma, também.

Chegou a encontrar algum brasileiro por lá?

Chegamos. Engraçado porque estávamos no metrô, eu e a Manu queríamos conhecer a cidade, então encontramos uma família do Sul, Manu nasceu no Sul, e eu encontrei uma família de Minas, que já tinha me visto no teatro, eu sou de Minas. Realmente o mundo é muito pequeno (risos).

Como está a repercussão do Adriano e da novela nas suas redes sócias e pelas ruas?

Eu não imaginava que o público fosse imaginar o Adriano como um monstro, uma força do mal. Ele é sedutor, que atrai não como um vilão. Eu recebo muitas mensagens de gente que odeia o Adriano, mas que diz que ele é apaixonante também. As pessoas odeiam o Adriano, por conta da situação em que a Débora está, mas gostam dele pela sedução… Tem uma frase do escritor Tennessee Williams, Um Bonde Chamado Desejo, que diz exatamente quem é o Adriano: “Eu te digo o que eu quero. Magia. Sim, sim, magia. Eu tento dar isso pras pessoas. Eu transfiguro isso para elas. Eu não digo a verdade. Eu digo o que deveria ser a verdade. E se isso é pecado, então, que me condenem à danação!”.

Você tem uma religião?

Eu acredito no amor. Eu não tenho, não. A palavra religião pra mim é complicada porque só traz guerra. A religião pra mim é o amor, é o que nos une. Dividir é perigoso. Vivemos num mundo extremista. Me sinto bem no núcleo judeu, católico, evangélico…Eu trabalho com material humano. Eu sou aberto.

Adriano se comporta de forma machista, levado pelos seus desejos. No Dia Internacional da Mulher você fez uma homenagem nas suas redes sociais… É possível fazer um paralelo entre aquele momento, real, e o de agora, ficção?

Perdi meu pai há algum tempo, convivo com muitas mulheres, minha mãe, minhas irmãs e durante um tempo com a minha avó. Eu sou muito emotivo, eu choro, me exponho. A gente é como é.

Você também está envolvido em um trabalho com uma dos artistas mais admirados do Brasil, o Dedé de Os Trapalhões. Como é trabalhar com ele?

Eu sou fã, apaixonado pelo Dedé. No Brasil você acaba sendo rotulado a vida inteira. Não é porque você faz comédia a vida inteira que não pode fazer outra coisa. Essa peça é um drama. O público tem o Dedé com um trapalhão. O público, ao ver o Dedé entrar no palco, já cai na risada…mas a peça tem uma carga dramática muito forte. A peça volta em 2018.

A sua carreira no teatro é bem intensa, não?

Eu tenha essa necessidade de fazer teatro. Eu vivo do teatro. Estou com saudades. Estamos estudando essas possibilidades para o primeiro semestre de 2018 com um texto inédito do Walcyr Carrasco.

 

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