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Fabiula Nascimento fala da emoção em contracenar com Emilio Dantas em Segundo Sol: “Ele é um parceiraço”

Publicado em 29/04/2018
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Fabiula Nascimento estará em Segundo Sol, próxima novela das 21h, que estreia no dia 14 de maio. Na trama, que terá direção de Dennis Carvalho, ela será Cacau, irmã da protagonista Luzia, de Giovanna Antonelli, uma moça que se apaixona pelo patrão e consegue subir na vida.

Em conversa com o Observatório da Televisão, a atriz  falou sobre a experiência de gravar na Bahia, e revelou que Emilio Dantas, seu namorado e também um dos atores principais do folhetim, é um grande artista, com quem ela tem a honra de trabalhar. Confira a entrevista completa:

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Leia também:  Letícia Colin fala sobre Rosa, prostituta que interpretará em Segundo Sol: “Tem uma autoconfiança, uma coragem que acho que eu não tenho”

Fale um pouco da personagem, no caso, a Cacau?

“É muita coisa mesmo, é um pouco de tudo. Mas acho que é uma narrativa de vida muito comum, de muita gente que já passou por isso, de ter um sonho, de querer realizar, de ser surpreendida pela vida. É muito interessante, todo mundo já viveu esses momentos na vida, não iguais, mas nesse mesmo sentido, assim, de peso. É um trabalho delicioso de fazer, de criar, é uma personagem cheia de camadas, é confusa, tem toda essa primeira fase dela que você pode atribuir aos vinte e poucos anos, porque a gente aos vinte e poucos anos é confuso, é louco e não consegue decidir nada da vida. Mas tem tudo isso e um pouco, acredito que ninguém também é cem por cento nada, nem bom, nem ruim, acho que todos nós somos tudo um pouco.”

Esse sentimento dela pelos sobrinhos, quando isso cai no colo…

“É um desespero, porque é quase que é a minha responsabilidade em cima disso, tenho a obrigação, mas não tenho. Como é que vou lidar com isso? Ganho uma miséria, como é criar criança? Nada nela é tão forte de sentido maternal, ela é extremamente dedicada a vida dela, ela é autocentrada, ambiciosa.”

Mas ela também não larga ali…

“Não, de jeito nenhum. Mas ela procura uma melhor maneira, que na cabeça dela é a melhor maneira com os sobrinhos de decidir que eles vivam uma vida melhor do que ela não pode dar, porque a irmã está presa e agora?”

E aí mesmo de longe ela consegue monitorar isso?

“Isso já é parte da história que eu não posso contar, mas tem muita coisa para rolar.”

Como é que vai ser essa virada dela? Como é que você chegou nela, onde você foi buscar ela?

“A isso é novela, não dá. Em tudo, no dia a dia, em todas a mulheres guerreiras, empreendedoras, imponderadas, mulheres destemidas, corajosas, ambiciosas. Isso tem o tempo inteiro, eu tenho a sorte de ter muitas referências ao meu redor, eu conheço mulheres sensacionais, elas estão todas na minha vida, muito presente desde criança e até hoje, então eu sempre sou uma colcha de retalhos, sempre tenho um pouco de todo mundo e meu também. E o entendimento que você tem da história, os parceiros que você joga.”

Com o sucesso que você tem hoje como atriz, o material de trabalho de vocês somos nós todos, a rua. Mas vocês como tem uma projeção muito grande quando pessoa pública, vocês perdem um pouco essa rua. Você sente isso?

“Eu não perco não. A minha vida é a mesma desde que eu sou atriz, eu tenho 21 anos de carreira e minha vida pessoal nunca mudou, nunca deixei de ir fazer alguma coisa por conta de trabalho, de televisão e as pessoas pouco me reconhecem nas ruas. Eu sou muito diferente das minhas personagens, o que eu acho uma qualidade, então as pessoas falam: ‘Você por acaso é’. Eu falo: ‘Sou’, e aí sim, ou a pessoa quando é muito fã me reconhece. Mas eu faço tudo sempre, não me arrependo de nada. É claro que as vezes de observador, você passa ser o observado. Eu continuo fazendo o que eu sempre fiz, que é observar, trabalhar com isso.”

E como você falou, você estuda e tudo, mas o que você fez para ela especificamente, você teve que aprender alguma coisa?

“Não, eu acho que me joguei mais na questão do sotaque, que eu gosto muito de fazer e estou me dedicando bastante, claro que não vai ser cem por cento, mas eu amo fazer, acho que é um estudo bem primoroso, porque a escrita às vezes vem muito com a boca do carioca ou do paulista e você tem que transpor algumas linhas, porque o baiano não fala exatamente naquela métrica, dar uma diversificada nas palavras que eles usam muito, buscar vocabulário.”

Você já passeou muito por lá em ‘O Canto da Sereia’..

“Já, eu tenho um laço de afeto com a Bahia muito grande e agora não foi diferente, trazem todos esses materiais e eu estou trabalhando com meu marido e é maravilhoso estar com ele em cena, em casa também, a gente joga muita, pesquisa muito juntos e isso é muito legal.”

Isso para você é sempre muito bom ou tem um lado mais complicado?

“Não, eu adoro. Eu nunca imaginei trabalhar com ele tão rápido, a gente está trabalhando juntos agora, está sendo uma experiência incrível de a gente estar juntos, vai ter férias juntos, está sendo uma benção esse trabalho. É muito colega, muito amigo, tem muito amor nessa novela reunido, sabe? Então, está sendo um prazer dobrado.”

E esse cabelo especialmente? Você nunca fez nenhum processo, alisar?

“Esse é meu cabelo, voltei ao normal. Só em ‘Força Tarefa’, que eu usei meu cabelo normal, depois eles começaram, estica, alisa, pinta, coloca um mega e aí quando eu fiquei de férias, eu fui cuidar de mim. Foi um ano e meio de férias, eu pude cortar meu cabelo Joãozinho, deixar ele crescer natural e calhou de cair numa novela que o cabelo super vem de encontro com a personagem.”

Você sempre foi de bem com ele?

“A vida inteira. Acho que antigamente as pessoas não sabiam cortar cabelo cacheado e não tinha produto, por isso que as pessoas não curtiam seus cabelos.”

É tão bom se aceitar, né? Você usava aqueles cremes para diminuir o volume?

“Era, a gente ficava com aquele cacho morto, sem volume, era feio ter volume, não tinha essa representatividade e é um cabelo tão brasileiro, né? E acho que é um momento tão bonito das mulheres também, com o feminismo, de você se aceitar como você é, ser bonita como você é e não ter mais vergonha disso, não ficar se preocupando com o que os outros dizem, o machismo que imperava, você ter que ser magra, bonita e perfeita. Não! Você tem que ser o que você quiser. Isso é um alivio e que fique mais forte.”

E Cacau vai martelar um pouco nessa tecla aí também, porque ela vai se envolver com o patrão.

“É vida dela, ela faz o que ela quer. Ela é dona do próprio nariz, ela vai ver no que vai dar, mas se é um desejo dela, uma vontade dela, ela não está preocupada com o julgamento das coisas. Ela vai em frente e é o que a gente tem que fazer na vida.”

A gente entrevistou o Emílio e ele falou que levou o cachorro e tudo. É bom mesmo? É a primeira vez que vocês trabalham juntos?

“É maravilhoso. É a primeira vez que a gente trabalha junto sim.”

E vocês vão chegar a contracenar?

“Sim.”

E como é que foi?

“Foi ótimo, ele é um parceiraço. Tenho a maior admiração por ele, é um puta artista e é um parceiro de vida e de arte que eu não sei nem o que dizer.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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