“Eu fiquei super honrado”, afirma Wellington Muniz sobre convite para o Show dos Famosos

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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O humorista Wellington Muniz ou mais conhecido como Ceará, está entre os participantes da nova temporada do Show dos Famosos. Um dos quadros de maiores sucessos do programa Domingão do Faustão. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Wellington falou sobre o convite para participar da atração apresentada por Fausto Silva. Além de comentar sobre o futuro de sua carreira e o sonho de ter um programa. Confira:

Como surgiu o convite para participar do Show dos Famosos?

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“Em um belo dia o Ricky Hiraoka que trabalha comigo, falou que a Roberta, que é a produtora de elenco, fez o convite e eu fiquei super honrado. Isso foi no final do ano passado. E é o que eu gosto de fazer, é um quadro que eu assisto, que me surpreendo. Porque se eu que trabalho com isso me surpreendo, imagino quem está em casa. É um esforço do artista, da equipe. Porque é um trabalho em equipe, você vai tentar melhorar onde você tem dificuldade.

É treino, como tudo na vida a gente sabe o que faz de melhor e sabe aquilo que tem uma certa deficiência. Mas a gente não está sozinho, tem uma equipe incrível, uma produção maravilhosa. A TV Globo que está ai firme com o Domingão do Faustão e eu só quero agradecer toda a equipe. Estou muito curioso para ver como vai ser essa nova fase.”

Multifacetado

Você é um artista multifacetado, quais são seus cuidados para não cair no caricato?

“Eu nunca me achei um cara de rosto engraçado, eu me acho um ser humano normal na aparência. Alguém pode me achar anormal por fazer humor, mas a gente às vezes tem que sair do normal e mesmo de cara limpa colocar um tipo, para disfarçar uma timidez. No meu caso eu fui para o humor para disfarçar a minha timidez. Ás vezes quando eu não estou me sentindo a vontade, eu mando alguma coisa para quebrar um gelo. Diferente desse quadro é que talvez as pessoas vão querer me ver só imitando, mas eu não vou estar lá só imitando. Não é imitar um artista que faz parte da música mundial, é personificar o artista e não deixar cair no caricato, eu não estou ali para fazer mais uma imitação.

Show

Se é um show de humor, aquela imitação talvez como eu vou estar sem uma caracterização, tem que fazer um pouco mais da expressão corporal e facial. E aí já fica uma caricatura, ali é uma homenagem mesmo. Para isso eu tenho essa equipe que vai me dar um suporte, para isso eu tenho que saber a linha tênue que eu vou percorrer para não cair no caricato, no humor e sim no emocional.

Eu tenho que emocionar as pessoas, eu tenho que trazer arrepio para mim e passar isso para as pessoas. Se eu fizer um número que é para emocionar e a pessoa se emocionar, eu vou ficar muito feliz, mas se eu fizer um número que eu estou me esforçando para emocionar e estão achando que eu vou fazer graça, esse não é o intuito. É um quadro que mexe com a emoção e não o humor.”

Carreira

Eu queria saber qual o balanço que você faz da sua carreira, passa um filme pela sua cabeça, não é?

“Passa e a responsabilidade é maior. Como eu te falei ‘mas o Ceará imita voz, então para ele é mais fácil imitar cantando’, mas não é. Eu acho que todo mundo tem a mesma dificuldade. O Domingão faz parte da minha vida, eu comecei a minha carreira aos 16 anos, estou com 46. São 30 anos e coincidentemente o Domingão também está fazendo 30 anos. Eu assistia lá em Fortaleza e continuo assistindo o Domingão. Tem aí uma coisa que já faz parte da minha vida, do meu domingo. Eu apareci a primeira vez para o Brasil, antes de morar em São Paulo, antes de fazer parte do Pânico, apareci no link direto do Pirata Bar, com outros humoristas no Domingão do Faustão. Eu fui resgatar isso de uma certa forma, tudo começou para o Brasil no Domingão e agora voltando em uma outra fase.”

Filha

De um tempo para cá você deixou de ser o Ceará e se tornou o pai da Valentina. Como é isso nas ruas?

“É, eu fico muito feliz. ‘Quem meu filho beija, minha boca adoça’, já diziam os mais velhos. Eu fico muito feliz de ver que ela tem uma coisa que não se compra e nem se vende, que é o carisma. Talento não dá para saber. Hoje ela é diferente de mim, porque eu estou vencendo a minha timidez, ela tem uma coisa que é a timidez que eu tive isso. Como pai eu vou brincando com ela, falando para ela olhar para a câmera, ensinando palavras para melhorar a dicção dela. Agora ela está usando aparelho. Eu tenho essa preocupação de criar a minha filha, ensinar a ter educação, de falar por favor, obrigado e tratar todo mundo bem. Mas que não seja uma criança tímida, que ela se jogue para a vida, independente da profissão que ela seja feliz.”

Cuidados

Qual os cuidados que você tem com ela, principalmente na internet?

“Eu tenho muito cuidado, justamente com a escola. Eu não fico postando nada que apareça a escola dela. Tenho cuidado com o que eu falo para ela, com o que ela está assistindo nas redes sociais, com o que os adultos vão falar perto dela. Porque criança é uma esponja, absorve muito rápido, tenho muito cuidado. O que eu ensino muito a minha filha são valores de família que eu tive e acho que a gente precisa mesmo. Respeito ao próximo, independente de quem é o próximo ou o que ele tem, falar por favor, obrigado.

É bonitinho quando ela está com alguém e aí fala: ‘Papai, a menina na escola não falou a palavra mágica que você me ensinou, por favor, obrigada’. Eu falei: ‘Então quando ela não falar, fala que tem que ser assim’. Tem que ser generosa porém, não tem que servir para ninguém te usar para fazer bullying. Eu sofri isso, mas ela já está sabendo se posicionar. Ela é diferente de mim nesse aspecto, é uma boa leonina. Gosta de se exibir, tem um lado tímido, mas tem muita personalidade. Sabe o que quer. Você não pode deixar o seu filho ali com aquela opressão, que não pode fazer, tem que falar o que quer fazer. Porém, estamos ali para dar o caminho. Mas se não quiser aprender com os país, o mundo é uma grande faculdade.”

Programa

Você pensa ter um programa só seu? Seu nome até surgiu como possível substituto do Fábio Porchat na Record TV.

“Eu penso, desejo e me vejo fazendo. Já fiz no Multishow e lá foi uma fase. Mas agora estou aqui fazendo um quadro que é um programa em outros países. A princípio, aqui é um quadro gigantesco que tem um peso. Eu fiquei pesquisando esse formato e é impressionante o investimento que a TV Globo e o Faustão estão fazendo nesse quadro. Eu penso em ter um programa do jeito que eu sou, como vocês me conhecem. Com essa cara lavada, com os personagens, perto das pessoas que me trouxeram para cá.

Mas falando com as pessoas, a linguagem das pessoas, olhando para a câmera como se fosse os olhos das pessoas. Estando perto, mas sendo o que eu sou. A vida vai me dirigir, mas eu sonho, vejo isso. Quero e acredito que tudo tem seu tempo. O que interessa é que eu já venho há muito tempo percorrendo esse caminho, minado e complicado. Quem sabe um dia não vou ter a oportunidade de ter um programa do jeito que eu imagino?”

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