“Eu estou muito feliz”, afirma Osmar Prado sobre estar em Órfãos da Terra

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Substituta de Espelho da Vida, a novela Órfãos da Terra estreia no próximo dia 2 de abril. O ator Osmar Prado está de volta às novelas em mais uma trama de Thelma Guedes e Duca Rachid, ele será Jacó. Ele será um imigrante judeu, que não suporta seu vizinho muçulmano Mamede (Flávio Migliaccio), tudo por conta de suas religiões divergentes.

Osmar Prado em conversa com o Observatório da Televisão, falou sobre seu personagem e sobre sua carreira na TV. Confira:

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Como está sendo fazer esse judeu?

“Eu estou muito feliz de retornar para a teledramaturgia, com a Duca e a Thelma mais uma vez. Elas me deram o Batoré em Cordel Encantado. Fora a oportunidade de abordar um tema delicado, que é uma relação conflituosa entre um palestino e um judeu, mas que depois resulta em uma experiência humana interessante.”

Tradicional

Ele é um judeu mais tradicional?

“Ele é conservador, eu tenho a impressão que ele é a favor do sionismo. Ele manda o neto para Israel, para fazer o serviço militar e defender Israel. E eu acho que ele é a favor da extensão da palestina, mas na verdade não dá, eu acho que o mundo tem que ser cooperativo. Ou nós optamos pelo ódio, ou pela paz. A paz resulta em ceder, reconhecer o direito do outro e não tomar no tapa, que nem esse imbecil do Guaidó (Juan). Agora nós temos um Presidente da República, agora nós temos, que é o Zé de Abreu. Ele se autoproclamou Presidente da República e vai tomar posse dia 8. Eu estarei lá para receber o Presidente com toda certeza.”

Você é um dos melhores atores da sua geração, mas você diz que nunca gostou de ser colocado em pedestais. Por que?

“Porque o pedestal quebra e você cai. Pedestal é a coisa mais frágil que existe. Primeiro que ele te impede de se movimentar e dependendo da massa que ele é feito, ele racha. Eu prefiro colocar os pés no chão, eu prefiro ficar no chão, é onde eu piso. Eu pego metrô e vou para a rua, quando me perguntam sobre isso eu digo que é o melhor meio de transporte.”

Solidariedade

Teve uma foto sua ajudando os moradores de perto da sua casa por causa da chuva, como foi isso?

“É paradoxal, porque onde eu moro ninguém teria um carro como o que eu tenho, uma Toyota Bandeirante. É um carro de guerra, um trator. E acontece que esses carros mais baixos quando veem uma coisa como essa, quando a água sobe, a lama vem, o único carro que passa é o meu. Então no dia a minha casa não foi muito atingida, porque fica no alto. Mas a minha vizinha do lado teve um deslizamento, tanto que além de usar o meu carro eu emprestei e fui manusear o meu macaco hidráulico. Porque eu tenho uma minioficina mecânica em casa, levantamos o telhado dela e colocamos uma coluna de madeira para sustentar o telhado. Eu sabia que o meu carro teria que ajudar as pessoas.”

Celebridade

Você não se colocou com uma celebridade, que poderia ter ficado dentro de casa, né?

“Essa coisa de celebridade é uma bobagem. Celebridade é uma pessoa que não pode fazer xixi em banheiro público? Que não pode falar palavrão? Que não pode lavar uma louça ou ir em um hotel? Pensar no outro, é uma coisa que no momento atual não está em moda, porque prevalece a arrogância, prepotência e a discriminação por luta de classe.”

O que você aprendeu nessa carreira de egos e tudo mais?

“Eu tive bons mestres, pessoas que me deram bons conselhos em outro sentido, conversando e alertando. Mas, eles falavam que se eu fosse por um lado teria um preço, se fosse por outro teria outro preço. Quando a pessoa diz que é apolítico, já é uma posição, todos nós temos posição e você tem o mesmo direito democrático de todo mundo.”

Você fez algum trabalho de prosódia com o Kaysar?

“Tem uma moça que nos deu e nos dá assessoria no estúdio. Eu também tenho um bom ouvido e facilidade para sotaques. A sustentação dramática do texto, é enfeitada pelo sotaque, mas não impede a fluência e aí dá o sotaque correto.”

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