“Estou muito feliz com o X Factor”, afirma Mauricio Meirelles

Publicado há 4 anos
Por Leandro Lel Lima
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Desde o fim do programa “CQC”, a carreira do humorista e apresentador Mauricio Meirelles alcançou um novo status. Suas reportagens e brincadeiras na extinta atração lhe deram mais visibilidade na internet, TV aberta e também na TV por assinatura.

Atualmente, o humorista comanda o “Pré-Factor”, um programa especial sobre os bastidores do “X Factor” comandado por Fernanda Paes Leme. Maurício traz o melhores memes da internet, interações que já fez com os candidatos do reality – apresentado às segundas e quartas na faixa das 22h – , brincadeiras com os jurados entre outros. Ainda na Band passou a fazer parte do “Pânico” onde comanda o “Webbulying”, quadro gravado durante os seus shows que conta com convidados especiais, entre eles, Chiquinho Scarpa, Yudi Tamashiro, Mulher Melão, que já revelaram com humor suas intimidades e conversas com amigos pelas redes sociais. Já no canal Multishow ele divide a cena com Tatá Werneck, Murilo Couto e mais um time de comediantes em mais uma atração de humor, “O Show de Renatinho”.

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Depois de lançar um livro, ter gravado um filme com a atriz Bruna Lombardi, o artista segue turnê pelo Brasil e exterior com o espetáculo “Perdendo Amigos”. Em entrevista exclusiva ao Observatório da Televisão, ele revela que sente falta do “CQC”: “Sinto falta do programa, me dá uma tristeza imensa de acabar.” Mas o apresentador ressalta que está contente em comandar uma atração solo na TV aberta: “Estou muito feliz com o ‘X Factor’, é um produto em que a Band está investindo pesado.”, ressalta o comediante.

Mauricio comemora a marca de 1,5 milhão de inscritos em seu canal na internet

Confira o bate-papo:

O “CQC” deixou um importante legado em sua trajetória. Como e porque o programa foi um diferencial em sua carreira?

O “CQC” de fato foi muito importante para a minha carreira. Sinto falta do programa, me dá uma tristeza imensa de acabar, mas uma felicidade imensa, foi o fim de um ciclo. A maior nostalgia da minha vida vai ser sempre lembrar do “CQC”, do que vivenciei lá. Aprendi a ter timing de TV, a conhecer mais coisas, entender mais as pessoas.

Quais foram as suas principais participações no programa?

Em um determinado momento eu virei o cara das entrevistas internacionais do “CQC”. Nesse período tive as melhores oportunidades da carreira e consegui entrevistar astros como Will Smith, Adam Sandler, Jack Black, Gerard Butler. Cobri as eleições americanas e vi o Obama ganhar.

No “X Factor” você tem juntado toda a sua experiência como humorista e apresentador para fazer o esquenta da atração que é sucesso no mundo todo. Mas como você se prepara para comandar a atração? Já tem um candidato favorito?

Estou muito feliz com o “X Factor”, é um produto em que a Band está investindo pesado. Pra mim é uma honra estar nesse projeto, ainda mais trabalhando com ídolos meus, como é o Paulo Miklos. A minha função no programa é dar um ar mais digital/humorado pras pré-apresentações e entrevistas com os próprios candidatos. Esse programa antes do “X-Factor” é uma espécie de esquenta. A tendência é ir para um caminho mais humorado de bastidores. E eu faço também o “X-Factor” com um tom um pouco menos engraçado, mais parecido com o exterior, com mais seriedade e colhendo as melhores histórias e informações possíveis dos candidatos que ali estão. É um dos melhores projetos que já participei. A estrutura é incrível, já estou apaixonado pelo projeto. Ainda não tenho o meu favorito, muitos candidatos bons ainda vão se apresentar!

Você se arrisca a cantar algo? O que toca na sua playlist?

Sempre gostei muito de música, toco guitarra na Banda Renatinho e desde os 12 anos toco contrabaixo. Cantar, só de brincadeira.

O que tem te tirado do sério ultimamente?

A política no Brasil, esse tema nas redes sociais e as pessoas que não querem nem ouvir opiniões alheias.

Já no “Pânico” você tem revelado a intimidade de famosos de uma forma bem diferente. Em algum momento o quadro rendeu problemas para os convidados ou você?

Nunca tive problema com ninguém. Sempre fui muito tranquilo na abordagem e sempre respeitei todo mundo. Consigo perceber quando o convidado não está gostando de algo e recuo. O “Webbullying” só é legal se todos estiverem se divertindo, é isso o que eu procuro fazer.

Foi fácil convencer o Chiquinho Scarpa participar do quadro?

Foi sim. O Chiquinho é um cara muito bacana e entrou na brincadeira. Arrumei até um novo herdeiro para ele…(risos)

E o casal Laura e Jorge te surpreendeu? 

Esse também foi muito engraçado, mas não chegou a me surpreender porque sabia que eles topariam de boa todas as brincadeiras, dava para ver isso neles. Brinquei com infidelidade, sexo e demos muitas risadas…O legal é que quando meu foco era a Laura, o Jorge pilhava e vice-versa.

Destaca a participação de outro convidado?

Felizmente as pessoas gostam bastante de participar e aceitam numa boa. E depois do “Webbullying” ficar mais famoso, alguns até me ligam querendo participar. Quando viajo e pergunto quem quer participar, é assustador (risos). Em média umas 10 pessoas sobem no palco por que querem participar. Mas o objetivo é sempre rir junto com a pessoa que participa e com a plateia também, fazendo uma zueira coletiva sem passar do limite com ninguém. Tenho muita preocupação com isso.
Uma vez armei uma surpresa com a minha mulher em um show em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ela é da cidade e eu sabia que iria render algo bem divertido e diferente. Mas, na verdade, o “Webbullying” acabou sendo comigo, pois fiquei bem tenso em alguns momentos…(risos)
Uma vez o Mr. Catra compareceu ao meu show no Rio de Janeiro e participou do “Webbullyng”. Eu não podia perder a oportunidade e pensei: o que dizer dele para gerar uma comoção nacional? Claro, fazer vasectomia. Gerou muita repercussão, os principais sites deram essa notícia e o Catra só desmentiu no dia seguinte! A gente deu muita risada!

Como tem sido a repercussão junto ao público?

Tem sido excelente. Conforme mencionei, atualmente muita gente quer participar da brincadeira, fato que me enche de orgulho. Meu canal no Youtube (www.youtube.com/mauriciomeirelles) já ultrapassou a marca de 1,5 milhão de inscritos. Toda semana tem vídeo dos meus quadros e um deles é o “Webbullying”.

Como é a logística das gravações? 

As gravações acontecem nos shows que faço em todo o Brasil com o “Perdendo Amigos”. O material é editado e vai ao ar, as terças no meu canal.
Já o “Webbullying” com o “Pânico”, gravamos em São Paulo. Gravação até agosto foi no Teatro Frei Caneca e volto a gravar em setembro, em outro teatro em São Paulo. Aí esse material entra no “Pânico” na Band no domingo e na segunda, no meu canal.

Quem são os próximos convidados?

Tem muita novidade vindo por aí. Se eu falar estraga a brincadeira…(risos)

Maurício Meirelles ganhou notoriedade no CQC

Sua agenda com o Stand Up tem feito turnê entre o Brasil – Norte ao Sul – e também em Portugal. Quais os cuidados que você toma para não ser grosseiro com as piadas e assim não se queimar com o público?

O objetivo do “Perdendo Amigos” é fazer as pessoas se divertirem muito. Ganhar o Prêmio Risadaria na categoria de Melhor show de Stand-Up Comedy foi motivo de muito orgulho e sinal que o conteúdo tem agradado as pessoas. Esse ano tenho shows agendados até dezembro e nos dias 30 de setembro e 1 e 2 de outubro me apresento em Lisboa. Meu cuidado é sempre sentir com a pessoa o limite dela. Ela é minha parceira na brincadeira e não posso perder a pessoa, se não, tudo perde a graça e o sentido de fazer isso. Só quero rir junto com a pessoa do “Webbulying” e com a plateia.

No Multishow tem “O Estranho Show de Renatinho” que reúne você, Tatá e Murilo Couto, entre outros. Como é dividir um programa com outras pessoas? Como o formato foi pensado? O que destaca no programa?

“O Estranho Show de Renatinho” são cinco comediantes, que são amigos na vida real e que tem uma banda juntos, se divertindo pra caramba. É muito bacana dividir um projeto desse no Multishow com amigos tão talentosos. É uma mistura de talk com game show, muito dinâmico, com entrevistas, música e brincadeiras. Fomos criando o formato juntos com a direção e lapidando conforme as gravações foram ocorrendo. Assistindo hoje eu vejo que essa loucura das gravações valeu a pena e ficou divertido o resultado!

Tem vontade de fazer novela?

Já fiz uma participação nos cinemas com o filme “Onde Está a Felicidade?”, da Bruna Lombardi e achei muito legal mesmo. Seria um desafio legal tentar atuar um personagem. Ou quem sabe um par romântico com a Grazi Massafera…(risos)

Existe mesmo amizade entre os humoristas?

Sim, existe. Somos amigos e sempre que rola uma oportunidade ajudamos uns aos outros.

O Maurício é um personagem ou ele é assim mesmo no dia a dia?

Sou assim mesmo, mas não faço piada o tempo todo porque ninguém me aguentaria, neh! (risos)

E se você fizesse uma novela acredita que o público saberia diferenciar bem as propostas de cada formato? Afinal, a sua imagem é muito forte como humorista de stand up.

Difícil responder isso, porque nunca fiz um personagem realmente para ver como as pessoas veriam isso. Mas acho que o público sabe bem diferenciar cada projeto. Vamos ver se isso um dia vai acontecer para vermos a reação das pessoas, neh!

Faz ou já fez terapia?

Faço com minha mulher quando discutimos a relação…(risos). Mas falando sério, acho muito importante as pessoas terem esse tipo de preocupação com a saúde mental e todos precisam fazer terapia, pois ajuda todo mundo, mesmo. Todo mundo passa por períodos de stress, tristeza, luto e conflito, entre tantos outros… E eu faço terapia sim, há anos. Sou ligado no 220 e quero fazer tudo ao mesmo tempo, sou ansioso, preciso da terapia viu!! Mas meu show também pode aliviar alguns desses sintomas ai…(risos)

Já foi processado? Por quem?

Minha carreira é marcada pelos meus projetos inovadores e longe das polêmicas, mas às vezes acontece… Já teve processo que foi para a Band, na época que fazia o “CQC”. Mas eu mesmo, não tenho processo não. Me preocupo sempre com as pessoas e acho que elas vêem isso. Sou um cara legal!! (risos)

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