“Cada momento foi muito importante para estar onde eu estou”, diz Ellen Rocche sobre sua carreira, agora na Escolinha do Professor Raimundo

Publicado há 3 anos
Por Henrique Carlos
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Depois de viver a fogosa e temperamental enfermeira Susy na novela O Outro Lado do Paraíso, Ellen Rocche estará de volta em Escolinha do Professor Raimundo como Dona Capitu. A atração tem estreia prevista para setembro deste ano no Canal Viva e já teve seus personagens apresentados num evento que aconteceu nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A atriz conversou com nossa reportagem e falou sobre os preconceitos sofridos na carreira e sua evolução desde que começou como assistente de palco de Silvio Santos no programa Qual É a Música?. Confira:

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Como está sendo voltar para a escolinha?

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Está sendo incrível, eu admiro profundamente todos os atores aqui, a gente tem um carinho, uma amizade muito grande e é muito gostoso poder voltar com um outro frescor, com essa repaginação que é gostosa, apesar de ser o mesmo formato, mas com essa nova roupagem de novas piadas e essa oportunidade do Globo também.

Você acha que está no auge da sua carreira? Você saiu agora de uma novela e fez a Susy muito bem.

Cada momento foi muito importante para estar onde eu estou, mas eu estou no melhor momento da minha carreira realmente, graças a Deus. Tem sido uma felicidade muito grande o reconhecimento do público, dos meus colegas de trabalho também, então estou muito feliz.

Quando você olha para trás e analisa a sua trajetória, foi difícil para você chegar até aqui?

Eu trabalhei sete anos no SBT, fui assistente de palco do Silvio no “Qual é a Música?”. E eu vejo que foi uma evolução, um aprendizado constante, a minha carreira na verdade não foi meteórica, foi degrau por degrau, aprendendo, tijolinho por tijolinho.

Mas você chegou a enfrentar algum preconceito por ser mais vista como uma mulher bonita?

Eu nunca senti isso de uma forma, como eu já ouvi falar de vários colegas de trabalho: ‘Nossa, essa aqui foi crucificada…’ Eu nunca senti isso, na verdade, eu sentia uma olhada às vezes de: ‘Aí, será que ela vai dar conta? Será que ela consegue decorar o texto?’, mas foi ai que cada desafio que me passavam servia para me fortalecer, dava um gás.

Você já pensou em desistir?

Não, nunca. Eu acho que é uma carreira tão bacana que eu amo e que eu fui aprendendo a gostar, porque na verdade eu queria fazer medicina, foi uma mudança muito grande.

Você chegou a cursar?

Não, eu passei e fiquei na lista.

Dizem que quando a pessoa passa pelo programa do Faustão, tem a transformação e essa sua última participação deixou muita gente emocionada. Pessoas em casa que não sabiam a sua trajetória e ele em rede nacional, batendo todo pico de audiência, fez uma homenagem para você. Como é que ficou seu coração?

Chorei muito. Na verdade, foi uma surpresa, né? Eu não imaginava, foi um arquivo confidencial surpresa, receber uma homenagem do Faustão, que é um cara tão generoso que eu admiro, um homem profissional. Os meus colegas de trabalho, Ana Lúcia Torre falando aquilo de mim, o Eriberto, foi uma coisa que tocou profundamente o meu coração, porque é tão legal a gente receber um elogio tão genuíno, que a gente não está esperando, eu não falei uma palavra, eu fiquei muito emocionada, ele elogiando e eu morrendo sem saber o que falar, foi muito lindo.

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Você acredita que o texto do Walcyr Carrasco, essa oportunidade que você teve, as críticas positivas, foi um divisor de águas na sua carreira? Teve uma crítica que falava que você havia chegado no seu ápice, a estrela Ellen Rocche. Para você foi realmente um ápice?

Eu fiquei muito feliz com as críticas, é muito legal. Claro que Walcyr Carrasco é genial. É muito engraçado porque até agora eu saio na rua e me chamam de tigresa. Ficou muito presente, as famílias se sentem representadas ali, porque representava a diversidade da família brasileira, então teve gente que falou que deixou de ser homofóbico por isso, tivemos comentários muito legais, com certeza é um presentão.

Você estar no ar em uma novela das nove deixa sua vida mais exposta também, né? Você se incomoda com isso, como no caso do namoro, as pessoas querem saber se está namorando, se não está namorando?

Olha, eu acho que é uma curiosidade normal das pessoas, porque a partir do momento que você está em exposição, existe a curiosidade. Sempre quiseram saber do meu namoro, mas eu nunca falava.

Mas você está solteira agora, não é isso?

Estou solteira.

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E como é que foi trabalhar com o Silvio Santos, tem alguma lembrança de bastidores?

Tem muitas lembranças, o Silvio foi como uma família para mim, porque eu comecei muito novinha lá, estou com 22 anos de carreira, muito tempo já.

Mas o que podemos esperar dessa nova escolinha?

Muitas risadas, muitas emoções também, porque tem participações bacanas que vão entrar aí e assim, é risada garantida, família brasileira se divertindo na frente da TV.

A Fernanda Montenegro tem uma frase que é: “A glória e seu cortejo de horrores”, como você tem lidado com isso, com esses elogios? Tipo, te criticavam e agora só elogios, como você lida com essas coisas?

Como eu sempre lidei com as críticas. Eu acho que minha essência não vai mudar, é muito legal também, um carinho muito grande, porque a gente fica lisonjeado, mas a gente não pode acreditar só no fracasso ou no sucesso, a gente tem que estar sempre em equilíbrio e eu procuro sempre estar fazendo o meu trabalho da melhor maneira e evoluir, me desafiar.

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