Edson Celulari revela sua maior dificuldade em O Tempo Não Para: “Não dá para improvisar”

Publicado há 3 anos
Por Henrique Carlos
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Depois de participar de Malhação: Vidas Brasileiras, Edson Celulari será Dom Sabino em O Tempo Não Para. Na próxima novela das 19h, escrita por Mário Teixeira, seu personagem, um homem vindo do século 19, se encantará com a modernidade, e as diferenças de costumes da atualidade.

Em um evento promovido pela Rede Globo para divulgação da trama, o ator falou sobre Dom Sabino. Ainda falou sobre a história da novela, e deu sua opinião sobre a construção do folhetim. O veterano revelou ainda que sua maior dificuldade está sendo seguir a risca a prosódia que o personagem exige. Confira o bate papo.

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Como vai ser esse fato do seu personagem acordar depois de cem anos?

Para ele é emocionante ver como a luz elétrica, a altura dos prédios, as carruagens motorizadas como ele diz, os cavalos motorizados, as aves motorizadas que é como ele chama os aviões. Tudo isso que ele vai batizando.

Ele vai se encantando com o progresso, ao mesmo tempo, é claro, ele vai se deparar com o humano, muitas vezes pior. O ponto de vista do Mário é muito inteligente, porque você discutir isso como a gente está falando aqui, é uma coisa, agora o personagem viver aquilo, é maravilhoso, eu estou me divertindo.

Personagem cômico

Vai ter uma pegada mais cômica ou não?

Cômico e realista, não farsesco. Se a gente fosse por farsesco, tudo diminuiria o valor. O bacana é que eles são de verdade, eles sentem de verdade. Obviamente que terão situações que vão acabar sendo engraçadas, mas se ele falar como piada, de uma forma farsesca, para o público vai soar engraçado.

Você veio de uma participação em Malhação, onde foi corrupto, foi preso e agora será um homem poderoso. Está sendo bem versátil não é?

A gente volta 132 anos em O Tempo Não Para. Em Malhação, fiz uma participação no primeiro capítulo, que as pessoas ainda comentam. Foi um ponto de vista interessante, não do cara da Lava Jato, que foi preso, mas o ponto de vista da família. O ponto de vista da filha, da esposa e até da funcionária. Mas o Sabino é um personagem muito rico, é um grande presente, mas é um personagem de grande responsabilidade dentro da trama.

Quanto mais divertido for para a gente realizar essa história, melhor vai resultar o produto. Eu acho que nós estamos no caminho certo de fazer essa história de uma forma verdadeira. Acho que foi isso que o Mário escreveu e quis. O conceito do Leonardo Nogueira (diretor) é muito legal. Uma dificuldade que eu tenho em interpretar o Sabino, é que não dá para improvisar, é muito difícil improvisar.

Edson Celulari fala sobre sua dificuldade em cena

Até porque o seu português vai ser bem correto.

Ele só fala ‘para’, ele não fala ‘pra’. E lá no meio de tanto texto, porque telenovela é muito texto, você chega e a pessoa fala que você falou ‘pra’, e você não acredita. Eu estou me policiando e o mais difícil é eu não levar o Sabino para a minha vida. Imagina começar a falar da mesma forma e tudo mais? Eu vou virar um senhor do século 19. É uma dificuldade real a coisa da prosódia.

Essa coisa de saber que essas pessoas estavam congeladas por 100 anos, desperta algo futurista, uma grande viagem. Qual foi a sua primeira impressão, quando você viu aquilo ali de que iria passar 100 anos num cubo de gelo?

A gente quando lê uma ficção, tem aquela coisa do ‘Era uma vez…’, e é isso. Você tem que começar a ler e acreditar. É como se fosse um flash e se eu acordasse hoje e estivesse no século 23, como seria o século 23? É a capacidade de imaginação, só que o Mário retrocedeu a família e não é uma imaginação do que seria, é o que é, e como seria o conflito. Isso eu acho inteligente.

Conflitos do personagem

Ele tem uma mulher, é um homem tradicional. Ele vai ter um flerte?

Ele vai se encantar com essa mulher moderna. Ele fala que quando se casou com a esposa, só tinha a visto uma única vez e pela fresta de uma janela.

Você falou que o seu personagem vai aprender a começar na sociedade. Quem vai ensinar?

Acho que a novela toda, não só o meu personagem. Neste conflito, nessas descobertas que ele vai aprender, recusar, se assustar. Apertar um botão e sair café, ele vai aprovar e vai adorar o café. Essa coisa do processo de você girar uma chave e ligar um carro, de você não precisar dar feno para o cavalo que vai levar a sua carruagem, isso é incrível. Eu acho que o valor da palavra, claro que ele também vai ser vítima de algumas situações, onde ele vai se instalar meio ingênuo, mas ele é tão integro que pelo que eu vi, as situações vão se moldando de uma forma muito equilibrada, para que ele possa absorver e ao mesmo tempo servir de um bom exemplo para os dias de hoje.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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