“É uma personagem que requer um trabalho minucioso”, diz Vanessa Giácomo sobre personagem alcoólatra em O Sétimo Guardião

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Vanessa Giácomo está de volta as novelas em O Sétimo Guardião, nova novela das nove, escrita por Aguinaldo Silva. Na trama ela é Stella, personagem que logo após a perda de seu bebê, acaba se tornando alcoólatra. No meio de luta para se livrar do vício pelas bebidas alcoólicas, está sua sogra Mirtes (Elizabeth Savalla), que não consegue ver o filho doutor Aranha (Paulo Rocha), envolvido com a moça e afinal não dá sossego para a nora. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Vanessa falou sobre o que acha da personagem. Confira:

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O que você está achando da sua personagem? 

A Stella é um presente. É uma personagem que requer um trabalho minucioso, ela é alcoólatra, então para não ficar no clichê, não ficar exagerado, eu tive que estudar a fundo. Tive que conversar com pessoas que vivem com esse drama e estão tentando superar esse vício. É complicado porque você entra numa intimidade com as pessoas e é triste ao mesmo tempo. Eu tinha que equilibrar esse drama dela que é muito forte. Mas também tem momentos muito leves, porque é engraçado essa relação dela com a sogra. Não é o tempo inteiro que a gente fala sobre o alcoolismo, então no dia a dia ela e a sogra se completam, eu dependo muito dela e ela depende muito da Stella. É muito legal trabalhar com a Elizabeth Savalla novamente, ela é uma parceira que eu amo muito e é uma honra.

Trabalho de pesquisa

Como foi a sua pesquisa e como você chegou nesse ponto ao conversar com alcoólatras? 

Tem sempre um cuidado em relação a isso e um respeito também, porque a gente vai falar de uma questão que muitas pessoas vivem isso diariamente. Assim como o reflexo disso para a família e os amigos também. Eu conversei muito também com filhos de alcoólatras, com a família. É difícil porque tem pessoa que nem aceita que isso é uma doença, então foi um trabalho intenso de pesquisa. Eu assisti alguns filmes também, não necessariamente de alcoolismo, mas de drama também, porque ela tem muita vontade de engravidar e ter filhos. Ela perde um filho, não pode mais engravidar e daí liga uma chave que ela começa a beber.  

Ela tem noção do que é a doença dela? 

Como ela é casada com um médico, ela aceita que é doente. Ainda não teve nenhuma cena assim, mas ela aceita que é doente. Não acha que é tão grave assim, mas entende.

Perca de Memória

Ela vai ter um apagão e perde a memória, mas vai surgir a dúvida sobre ela poder ser a mãe da Luz da Lua. Porém, tem hora que ela usa isso para se sobressair, certo? 

Não, a Marina Ruy Babosa não. Eu só aceito filho até onze anos que é a idade do meu (risos). Tem muito mistério envolvendo essa família, assim como a novela inteira é cercada por mistério e isso que é legal, porque você instiga. Eu não sei como ele vai desenvolver a história do apagão porque ainda não gravamos nada relacionado a isso, mas com certeza tem muitos mistérios. Eu posso ser mãe do gato também, inclusive.  

Como você está administrando o seu tempo? 

Eu consigo, a gente sempre arruma tempo para o amor e carinho. Eu consigo administrar a minha vida muito bem, até em relação ao meu marido, a família e meu núcleo. Até porque eu não levo personagem para casa, tirou a roupa, acabou. Eu preciso me alimentar de pessoas que eu amo e me cercar de pessoas que sempre estiveram próximas a mim.

Gravações

Você sofre com ansiedade caso você precise gravar uma cena importante? 

Não. Eu sou ansiosa, mas eu estudo um dia antes. No geral eu leio o capítulo, sei que tem cenas importantes, vejo o roteiro calmamente e estudo ele um dia antes. É porque cada um tem uma técnica mesmo, tem gente que precisa estudar um pouco antes para ficar mais seguro. 

Essa calmaria é uma coisa que você conquistou depois que você teve filhos ou você sempre foi assim? 

Olha, eu sou bem agitada, não sou tão calma assim no meu dia a dia. Eu gosto de conversar com as pessoas, tenho muita calma. Eu não brigo à toa, sou uma pessoa civilizada. Mas eu sou agitada, sempre que estou sem fazer nada em casa começo querer mudar algo de lugar.

Drama da personagem

O alcoolismo é uma doença que não tem cura, como é representar essas pessoas doentes e como você vê isso? 

É uma honra para mim, porque é uma questão social forte e às vezes as pessoas não enxergam com esse olhar. Eu acho que é importante falarmos sobre isso, sem brincar. Eu conversei com vários médicos, e tem muita dona de casa que começa a beber porque não tem nada para fazer e se torna alcoólatra, isso é triste. É um desafio enorme para mim como atriz e eu estou amando. 

Você está com quase vinte anos de carreira, qual o balanço que você faz até aqui? 

O mesmo frio na barriga eu tenho até hoje, os mesmos medos, o mesmo olhar. Mas eu tenho muita responsabilidade com as coisas, então para mim é um privilégio poder trabalhar com o que eu escolhi para a minha vida. Tantas pessoas talentosas querem entrar e não conseguem. Eu tenho muito respeito pelo que eu faço, quando alguém me confia um personagem, eu realmente estudo o máximo, eu tenho isso. 

Você acha que a Vanessa mudou como mulher, na composição dos personagens? 

A gente sempre muda, mas eu acho que hoje eu me sinto muito mais segura para muitas coisas. Eu acho que quando você tem um filho que você precisa educar ele, passar valores para essa criança, você ganha um corpo a mais.

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