“É uma família que se une no ódio”, afirma Dionísio Neto sobre família em A Dona do Pedaço

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Dionísio Neto está de volta para as novelas, ele será Hélcio em A Dona do Pedaço, próxima novela das nove da TV Globo, substituta de O Sétimo Guardião. Na trama de Walcyr Carrasco, o personagem será um justiceiro casado com Zenaide, personagem da atriz Maeve Jinkings.

Em
entrevista ao Observatório da Televisão, o ator falou sobre sua
carreira e contou detalhes sobre seu personagem. Confira:

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Nos conte sobre o seu personagem?

“Eu faço o Hélcio, ele é da família da Maria da Paz (Juliana Paes). São os Ramirez contra os Matheus, é a primeira e segunda fase da novela. Eles são justiceiros e nós estamos ali para fazer justiça, então são personagens que acreditam que estão fazendo o bem. Eu fiz uma pesquisa de vários filmes que bang bang para compor o personagem. As locações que a gente fez lá no sul são lindas, o nosso país é divinamente lindo e essa novela explora isso.”

Amor

Esse justiceiro tem um par romântico?

“O meu personagem é pai da Vivi Guedes (Paolla Oliveira) e da Fabiana (Nathalia Dill), estou bem de filhas. Ele é casado com a Zenaide (Maeve Jinkings). Mas na minha família também tem a Fernanda Montenegro, a Nívea Maria, o Genésio de Barro, o Cesar Ferrario e a Juliana, obviamente. É uma família que se une no ódio, eles se unem na vingança. Esse é o amor deles, é o que deixa eles unidos. É uma família que se ama na sua profissão.”

Esse papel tem haver com alguma coisa que você já fez antes?

“Eu fiz um curta metragem chamado Araucárias, um curta que viaja bastante. Eu adoro, eu sou primo do Beto Carreiro, então esse clima de western (Gênero que conta histórias centradas na vida de cowboys ou pistoleiros), sempre me rondou. Eu gosto bastante de cavalo e fazenda. Meu irmão é fazendeiro, então esse clima do country tem um pouco a ver comigo, mas o personagem não (risos).

Ele é o meu oposto complementar, porque ele é duro e eu realmente fiz um trabalho de construção do personagem. Ele é completamente diferente de mim, essa foi a minha pesquisa. Mas a minha função como ator, é saber o que essas pessoas tem de bom, porque para você deixar o personagem humano se ele for ruim, a gente tem que procurar o que ele tem de bom. A princípio, a bondade dele se resolve com as filhas e a mulher que ele é apaixonado por elas. Em suma, é aí que dá a humanidade dele.”

Elenco

Como que é estar com esse grande elenco?

“Olha, só de estar ao lado de Fernanda Montenegro já melhora muito, como ser humano, como ator e tudo. É uma das melhores atrizes do mundo. Eu sou muito amigo da Nanda, filha dela, há vinte anos. Então eu já convivi com ela sem trabalhar, mas nunca imaginei que iria trabalhar com ela. Foi um presente e são atores muito talentosos, foram escolhidos a dedo mesmo para esses personagens. E aí a gente desenvolveu um clima familiar entre a gente, porque essas coisas aparecem na tela.”

Você vai ficar só na primeira fase ou vai para frente?

“Não, a gente faz a primeira fase da novela. Depois todo mundo cresce, porque eu acho que são vinte ou trinta anos de diferença.”

Para eles vale tudo para fazer essa justiça?

“Sim, para eles é uma questão de honra. Eles tem uma questão de defender a existência deles, é uma honra tanto para eles como para o nome da família. É a justiça, a honra, a palavra e é nisso que eles se unem.”

Convite

Você chegou nessa novela através de teste ou convite?

“Eu trabalho com o Walcyr no teatro e também já fiz novela dele. A gente tem uma parceria grande no teatro, eu já fiz várias peças dele. Ele escreveu uma peça para mim e eu acho que sou um dos raros, talvez até o único ator que ele escreveu uma peça especificamente para mim.

Eu faço a peça Desamor deles há sete anos, aí ele foi ver uma apresentação especial que a gente fez, que foi uma comoção. E o teatro estava absolutamente lotado. E aí ele ficou muito tocado e me convidou para a novela a partir dessa apresentação, mas mesmo com o convite dele, eu fiz teste também, para saber onde eu me encaixaria.”

Família

Apesar dele ser bruto, ele tem um afeto pela mulher e as filhas. Isso tem haver com o fato de a família ser comandada por uma mulher?

“Sim. Eu até conversei com a equipe toda, quando a gente fez uma das primeiras leituras com a dona Fernanda, essa família tinha tudo para ser machista. Mas temos uma matriarca, então as mulheres são muito fortes. Eu até costumo dizer que elas são todas donas do pedaço. Todas as mulheres tanto da equipe, quanto as personagens são a sua maneira, donas dos seus pedaços.

Essa novela fala desse novo momento dessa mulher, dessa conquista e dessa diferença histórica horrorosa, desse momento histórico que a gente está vivendo de uma revolução feminina. Eu sou filho de uma mulher feminista, minha mãe é uma médica que veio de São Luís do Maranhão, ela se formou sozinha, foi estudar em Manaus e veio para São Paulo e construiu uma família sozinha. Nesse sentido eu tive facilidade, no caso do meu personagem, apesar de ele ser um homem, pai de família e tudo mais, ele tem uma obediência as ordens da matriarca.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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