“É o que eu acho que a maioria dos jovens de elite faria”, afirma Caio Paduan sobre Quinzinho em Verão 90

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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O personagem Quinzinho, interpretado pelo ator Caio Paduan, está tendo bastante repercussão nas redes. Na novela Verão 90, o personagem é um playboy, filho de Mercedes (Totia Meireles) e Quinzão (Alexandre Borges). A história de Quinzinho ganhou destaque logo depois de esconder um crime e deixar que João (Rafael Vitti), fosse preso injustamente.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Caio Paduan falou sobre o que faria se estivesse passando pela mesma situação de seu personagem, carreira e planos futuros. Confira:

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Está começando toda a virada da trama. Como está sendo isso?

“Eu quando li essas coisas eu pensei: ‘Caramba!’. Era um personagem aparentemente leve e eu não sabia como seria feito, isso me preocupava também, para que tivesse verdade na cena. Mas tinha os dubles também, a gente não fez nada que fosse queda, tirando que o Rafa Vitti gostou porque tinha colchão. Mas é importante para o momento no país, é um garoto que representa a elite brasileira. É um personagem que me leva para esse lugar social também e eu gosto, eu acho que é um dever do artista.

O posicionamento dele é o que eu acho que a maioria dos jovens de elite faria, a gente tem alguns casos parecidos notórios e famosos, pessoas conhecidas que não pagaram e nem sabemos quando pagarão. Rola uma questão no Brasil sobre isso e o Quinzinho é o simbolo. A Bárbara inclusive fez um personagem parecido anos atrás em uma simulação, isso é surreal. A gente acha que é só gravar uma cena, mas tivemos várias situações de responsabilidade ali.”

Passado

Os anos 80 e 90 tiveram uns playboys que era assim, certo?

“Eu tenho papéis que viveram muito essa época, inclusive no Rio. Eu nasci no Rio por acaso, porque o meu pai veio trabalhar no Rio em 83 e eu nasci em 86 e ficamos aqui até 95. Então eu vivi um pouco e lembro das histórias que meus pais e meus tios contavam. As autoras contaram muitas histórias e além das referências minhas, eu fui atrás.”

O que você se lembra dessa época?

“Uma das coisas que eu mais me lembro é a Praça dos Cavalinhos. Eu nasci na Tijuca, é a Praça Xavier de Brito, em frente ao restaurante português o Rei do Bacalhau.”

Romance

O Quinzinho é um menino que gosta da elite, mas se apaixona pela Dandara, né?

“Exatamente! O coração não escolhe, né? O coração não vê cor, não vê bolso… O Quinzinho é super extrovertido, animado e ela também. Ela é dançarina de lambada, baiana e esse tempero dos dois deu match. A princípio, parece uma coisa muito pela Carmen e não é, ele está completamente apaixonado. Mas como apresentar ela para a mãe, o pai e os amigos? Olha como é o Candé. Ele não é tão covarde quanto parece, com a Dandara ele dá uma peitada. Acho que isso é bem por amor, bem novelão.

Mesmo quando deve a questão de ser preso ele ainda ficou em dúvida do que fazer, né?

“No surto de ver a menina morta, ele fala que não vai conseguir fazer. Ele achou as coisas que bizarras na hora, mas ele estava desesperado e se pergunta o que as pessoas fazem com esse tipinho dele na cadeia. Ele gelou e não queria ser preso, mas deixaram pronto e o Quinzinho não fez nada de fato, mas ele omitiu.”

Dandara

Você acha que esse amor dele pela Dandara pode transformar ele?

“Eu acho que é por onde está indo, junto com o acidente. O acidente é uma porrada muito forte, esses dias eu postei uma foto em uma rede social e perguntei quem assumiria, aí teve um garoto que falou que não. Teve uma galera falando que o certo é assumir, porque ele não empurrou a moça, mas no caso seria doloso. Eles estava em um lugar perigoso, com a amante, em uma discussão. Eu acho que ele vai começar a ver quem são essas pessoas também.”

Você acha que vai ter um perdão por ele ter compactuado com isso tudo?

“Eu acho que ele tem que assumir, é o que eu quero que venha escrito daqui a pouco. Imagina a cena dele indo na delegacia e assumindo? Chegando na delegacia e falando que foi ele quem matou a Nicole? Eu faria isso, na hora inclusive, não anos depois, mas como ele não fez e já foi covarde…”

Família

A gente ainda não teve muito sobre o passado dele, tanto o dele como o da Gisela. Parece que essa família ao invés do afeto, deu o dinheiro. Como é isso para você?

“Parece que vem vindo uma cena de uma conversa deles dois. ‘O dinheiro vem para confundir o amor’, já dizia o Criolo. O dinheiro confunde, atrapalha, engana e se o amor não for a coisa mais importante de uma família, de uma pessoa, teriam vários Quinzinhos e Giselas.”

E em relação a comédia que teve umas críticas?

“Eu estava falando de comédia com a Dira Paes, que para mim é uma das maiores atrizes que a gente tem no país. Ela explodiu fazendo comédia em A Diarista, fez o Brasil chorar de rir por anos e é tão boa no drama, quanto na comédia. Eu achei engraçado as críticas sobre as danças, porque eu não sei se passa pela cabeça que a gente foi lá e improvisou (risos). Mas tudo bem, não vão gostar de tudo.”

Carreira

Como está sendo esse momento da sua carreira?

“Esses dias alguém estava falando: ‘Não, porque quando eu comecei a carreira, eu ralei, eu fiz teatro, trabalhei em bar…’. E aí eu falei que eu também. Isso é com todo mundo, pega um cara que é professor de história em um colégio aí, ele rala para caramba ainda e ralou muito para fazer faculdade. Eu vejo a minha irmã também e todo mundo o quanto ralou. É a minha história como mais um de vários brasileiros, algumas caem no colo? Sim, mas é isso.

O negócio é o quanto você estuda e o quanto você se doa para o que você quer. Eu faço testes há muito tempo e vejo gente fazendo e querendo muito, mas se eu posso falar alguma coisa é, ‘foca’. Eu nunca tive plano b, quando eu tive plano b, me desfoquei da carreira, porque eu fiz jornalismo por um ano por pressão da família e da namorada.”

Como vai ser a reação dele quando a Larissa falar que está apaixonada por um menino que ele fala que é pobretão?

“Eu amei a reação. Ele tem umas reações… elas estão sendo geniais com o Quinzinho. É um parque de diversões, eu estou apaixonado pelo personagem por conta da dialética, da complexidade. Bom ou ruim, às vezes é generoso. Ele gosta até do Tobé, é como se fosse um irmão mais novo e ele manda umas boas que o Quinzinho gosta. São lados que eu estou descobrindo quando a gente constrói alguém, mas a gente vive.”

Polêmica

O Quinzinho vai provar o tal doce de leite?

“Essa pergunta é polêmica, deixa ir no ar e a gente vê se o Quinzinho gostou, se a galera gostou. É mais o lance da festa, o Quinzinho é um festeiro. Logo, quanto mais festas e mais coisas como essas nas festas, acho que vai ser divertido.”

Ele vai ficar preocupado quando ver o João saindo da prisão?

“Eu devolvo a pergunta (risos). E se você visse o cara que você culpou e colocou na cadeia? Eu ficaria desesperado.”

Ele é mulherengo para caramba, né?

“Ele é filho do Quinzão, não tem nem escolha.”

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