“É diferente de tudo o que já fiz”, diz Eri Johnson sobre seu personagem em Belaventura

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Sempre interpretando personagens divertidos e carismáticos, Eri Johnson agora dá vida a Corinto, um bobo da corte em Belaventura, nova novela da RecordTV. O ator conversou com nossa reportagem,  e contou sobre o personagem e sobre os planos futuros para apresentar seu próprio programa.:

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Como é fazer uma novela num canal concorrente da Globo, emissora em que você sempre trabalhou?

Eu juro que não vejo concorrência. O que vejo é uma nova possibilidade. É igual a teatro. Eu sempre recomendo as peças dos colegas. Ainda mais hoje em dia, com o controle remoto é assim: Deu comercial, tirei. Deu uma cena chata que não gostei, tirei. Não tem mais essa concorrência, o pessoal pensa “Ah, tá passando a novela agora? Depois eu vejo pela internet”.

Você tem vontade de fazer um programa de humor só seu?

Vou fazer.

Já tem algum projeto de como vai ser?

Não tenho, mas vou, podem anotar, eu ainda vou fazer (risos). Tenho vontade de fazer um programa de humor no estilo do Sai de Baixo, um programa com história, como se fosse uma peça de teatro por dia. Não tenho nada negociado, mas vai acontecer, e não tenho dúvida disso.

Você teria coragem de participar de algum reality show como A Fazenda?

Claro… que não (risos)! Não tem a menor chance. Não tenho nada a ver com isso. Ficar num lugar trancado, eu vou dizer “Ih, deu pra mim”.

Você era um solteiro convicto. Como é agora a vida de casado?

É completamente diferente. Porque eu vivia na verdade, solteiro e feliz. Sempre fui muito feliz, aí eu fui pedido em casamento e pensei “oi? Como assim? Casar de verdade?”, e ela disse “Casar de verdade. Você vai ficar namorando com essa idade até quando?”. Aí falei “Pode crer, vamos casar”. Agora eu penso no plural, antigamente eu pensava no singular. Quando dou uma entrevista hoje, penso que é um cara chefe de família dando entrevista.

Em relação ao programa de humor, de onde surgiu essa ideia?

Eu não gosto muito de ficar prevendo o futuro, porque ele literalmente a Deus pertence. Quando teve reunião de elenco aqui, e que me foi apresentado o personagem Corinto eu disse “Galera, tenho a impressão que eu vim pra ficar”, então tenho certeza que vai rolar o programa.

Mas você já chegou com essa proposta de fazer a novela e também outro programa?

Não.

Como é esse novo trabalho? Conte sobre seu personagem.

É um bobo da corte deprimido. O sonho do Corinto era ser um conselheiro ou um soldado. Na primeira fase da novela ele se apresenta como mestre de cerimônias, mas depois ele vira um bobo da corte e fica deprimido porque não era isso o que ele queria fazer na vida. E ele age muitas vezes como conselheiro da princesa Carmona (Camila Rodrigues) mesmo sem ser, mas tudo com uma pitada de humor. Por mais que ele fique triste, não é uma tristeza completa.

Como é a experiência de fazer comédia a partir de um drama vivido pelo personagem?

O texto facilita muito, e a direção geral também ajuda. Quando eu coloco aquele figurino e entro naqueles cenários já entro dentro do personagem. Existe um quê de engraçado em toda tristeza. Às vezes a pessoa fica tão triste, que chega a ser engraçada. Meu personagem às vezes é duro, infantil e às vezes dá pena dele, não se envolve com o que está acontecendo em volta. Tenho vontade de carregá-lo no colo.

Os personagens que você fez são sempre com esse tipo de pegada no humor não é?

Na televisão e no teatro procuramos fazer outros personagens, mas às vezes procuram a gente para fazer aquele tipo de personagem que deu certo. É difícil você encontrar um galã não fazendo galã. O pessoal que trabalha com comédia, é mais procurado para fazer comédia. O Corinto está sendo extremamente diferente de tudo o que já fiz, claro que vai lembrar um personagem ou outro em determinado momento, mas para mim, ele é muito diferente e difícil.

O Stênio Garcia também interpretou um bobo da corte na novela Que Rei Sou Eu, Você se inspirou nele?

O Stênio Garcia fez maravilhosamente bem, mas não tento me inspirar em ninguém que já tenha feito algo parecido. Me inspiro nas pessoas na rua, nos gestos, olhares, jeito de se movimentar. Estávamos conversando com o diretor, e ele disse “Não esperava ir por esse caminho”, porque o Corinto tem uma voz diferente da minha. Ele pode tudo porque é um artista.

Ele afoga as mágoas dele na diversão. Você acha que o humor do dia a dia ajuda as pessoas a esquecerem as tristezas?

Eu acho mais que isso, que humor é um remédio que deve ser tomado diariamente. Estamos vivendo um momento muito pesado na vida e no nosso país, então temos que tentar colocar um pouco de humor, e não acreditar tanto na desgraça. Para mim o humor cura.

*Entrevista realizada pela jornalista Nucia Ferreira.

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