“Diferente da Band, na Globo tem muitas estrelas, a gente baixa a bola e aprende”, revela Rafael Cortez

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Após participação no Big Brother Brasil 17, Rafael Cortez poderá ser visto em outro reality show, o Popstar, competição musical que estreia no próximo dia 9 de Julho. O humorista que também é apresentador do Vídeo Show conversou com o Observatório da Televisão sobre suas aspirações no novo programa:

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Você gosta de MPB como já disse outras vezes. É esse gênero musical que pretende cantar no Popstar?

Sim. A minha MPB não é erudita, quando a gente fala música de raiz acaba sendo algo como Tonico e Tinoco, Alvarenga e Ranchinho e estou falando da MPB dos meus pais, e nem acho que isso é muito erudito. Talvez seja um pouco demodê para a turma jovem, mas nem acho que é esse público que vai curtir o meu repertório no programa.

Como se sente cantando?

Eu venho fazendo essa pesquisa com o canto há algum tempo. Comecei com violão instrumental, fiquei muito tempo penetrando nessa coisa da música de concerto. Fazer música é muito sacrificante para o compositor e eu queria ter prazer ao fazer, e percebi que o prazer estava no canto. Sigo tendo muito prazer em música instrumental mas quando toco violão clássico na minha casa tem um momento que eu relaxo, parece que estou de férias.

E você vive esse prazer no trabalho também?

Recentemente, arrisco a dizer pra você sem hipocrisia e sem mentira. Eu realmente tenho tido muito prazer.

E já tiveram momentos que você trabalhou sem prazer?

Claro. Um não, muitos momentos. Em momentos mais populares da minha carreira eu era menos feliz do que sou hoje. Eu acho que com o fato de eu ter feito 40 anos, e ter 10 de carreira televisiva, passei a me levar menos a sério. Eu entrei no Popstar, não pra ganhar mas para curtir. Se eu ganhar vai ser um mérito.

O fato de vir do CQC te deixa mais solto?

O fato de eu ter vindo do CQC traz duas questões. Eu tenho muita bala na agulha, tenho um repertório bem denso de coisas, sou rápido, e consigo render com entrevistados que geralmente não rendem com ninguém. Uma das vantagens de ter feito CQC é essa, mas tem as desvantagens também. Quando entrei aqui na Globo eu notei um certo temor das pessoas, e demorei uns 4 meses aproximadamente para deixar as pessoas à vontade porque às vezes eu ia entrevistar algumas pessoas que eu já tinha entrevistado no CQC, e o pessoal ficava “Ah não, você vai me zoar”. Eu quase precisava falar “Calma, estamos juntos, não vou te zoar”.

Você é um cara muito pra cima. Existe uma velha lenda que todo humorista é mal-humorado.

Isso não é verdade. A gente é deprimido, isso sim. Acho que  é uma depressão que vem do palco e não da TV. Se você analisar bem, os humoristas que fazem TV são mais alegres, já os caras que fazem stand-up são mais amuados, porque a nossa doação de energia no palco é maior, e isso é sacrificante.

As pessoas na rua lhe pedem para ser engraçado?

Eu raramente fui interpelado para contar piada ou fazer uma graça. As pessoas são bem respeitosas. Elas me abordam e eu respondo o que elas me perguntam. Não necessariamente bater um papo com um humorista vai render uma piada, e isso gera desapontamento. Às vezes estou no táxi e o taxista acha que vai fazer uma corrida super divertida, e quando termina é uma corrida normal, e ele fala “achei que você era um cara mais legal”.

Como tem sido essa sua fase na Globo?

Uma fase muito legal, de aprendizado, de reavaliação pessoal, e humildade. Quando eu estava na Band, o CQC era um programa que se destacava em toda a programação e éramos 7 caras jovens, que nos transformamos em estrelas dentro de uma emissora pequena. Aqui na Globo tem 300 estrelas por metro quadrado aí você baixa sua bola e aprende (risos). Eu sempre tive o ego muito ajustado, numa entrevista como essa costumo ficar calado porque não tenho nenhuma disputa de ego com meus colegas. Eu não caio mais nessas arapucas de ego.

As pessoas procuram saber mais da sua vida pessoal hoje em dia?

Procuram. O que não é bom. É ruim com as mulheres principalmente porque quando elas pesquisam, elas sabem que eu namoro e eu perco grandes oportunidades (risos). Elas podiam saber menos e não fuçar meu Instagram.

E sua namorada tem ciúme?

Quem não tem? Não sei de ninguém que não tenha.

Ela é atriz?

Não, ela é psicopata (risos)! Ela é Relações Públicas, super bonita e descolada mas tem um dose de vigilância em cima do namorado, porque quando você tem uma vida pública, as pessoas sabem muito rapidamente que você namora. Se eu vou tomar um chopp com alguma mulher vai sair em todos os lugares. Tem colega nosso aqui da Globo que foi dar uma ciscadinha e se estrepou e você sabe de quem estou falando (risos).

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.

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