Dennis Carvalho, diretor de Segundo Sol analisa vilãs da trama: “Não são só vilãs, elas são seres humanos que têm suas inseguranças”

Publicado há 3 anos
Por Paulo Henrique Lima
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Segundo Sol, estreou nessa semana e conta com Dennis Carvalho na direção do folhetim escrito por João Emanuel Carneiro. Experiente na condução de novelas, o diretor que faturou o Emmy pela novela Lado a Lado, de 2012, conversou com o Observatório da Televisão e falou sobre a nova trama, o clima nos bastidores, a preparação dos atores e a logística que envolveu as gravações dos primeiros capítulos na Bahia. Confira:

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Por que Segundo Sol terá menos capítulos que O Outro Lado do Paraíso?

A cada novela, a Globo coloca um número determinado de capítulos para adequar à sua programação. Vai ter copa do mundo, horário político e tudo mais.  Mas já dirigi novelas de diferentes tamanhos, mais longas e mais curtas.

Você é uma pessoa muito carismática. Como é esse clima na novela?

Eu sempre trabalhei com bom humor e nunca confundi isso com indisciplina. O elenco e eu ficamos muitas horas juntos durante a gravação, passamos mais tempo aqui, do que em casa, então o bom humor ajuda a coisa ficar mais leve e isso passa muito no vídeo depois, essa leveza, esse prazer de fazer.

Como está sendo para você dirigir uma novela que se passa na Bahia?

Bahia é apenas pano de fundo. Essa história podia ser contada em Salvador, como em qualquer grande capital. É Brasil, e por acaso essa história é na Bahia. A gente passou três meses gravando lá, tem material pra burro e temos a cidade cenográfica que reproduz várias ruas de Salvador aqui no Rio.

Como foi feita a preparação do elenco de Segundo Sol?

Foi feita uma preparação de dois meses antes. Tem uma pessoa que cuida só de sotaque, e teve o departamento de arte que ficou dois meses lá em Salvador pesquisando tudo.

Vocês pretendem voltar para a Bahia em algum momento enquanto a trama estiver no ar?

Se possível sim. É muito complicado levar o elenco para lá e tudo mais, porque tem a gravação no Rio também. Se a gente for pra lá, não gravamos no Rio. A logística é complicada.

Como foi a conversa que você teve com as atrizes que interpretam as vilãs da trama?

São dois personagens completamente diferentes. Elas não são só vilãs, elas são seres humanos que têm suas inseguranças, suas incertezas. A personagem da Deborah (Secco), inclusive, é apaixonada pelo Beto, e a personagem da Adriana é uma pessoa que já vem há anos enganando todo mundo, explorando todo mundo, não tem uma receita certa de como ser vilã.

* Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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