Débora Falabella fala sobre sua vilã em A Força do Querer: “Ela pode ser capaz de tudo”

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Débora Falabella está animada para dar vida à Irene, em A Força do Querer, próxima novela das nove escrita por Glória Perez e direção artística de Rogério Gomes. A atriz defendeu a personagem do rótulo de vilã e disse que aprovou o novo visual. Confira a conversa de Débora com nossa reportagem:

Essa é a sua segunda novela com a Gloria Perez?

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Sim. Essa é a minha segunda novela com a Glória. A primeira foi O Clone, depois eu fiz uma série dela que era Dupla Identidade.

Aparentemente o conceito de vilã está mudando. Você acha que a sociedade está mais tolerante à algumas maldades?

Não. Dentro da dramaturgia é que se torna mais interessante. A gente começa a ver dentro da própria dramaturgia como as vilãs são amadas. Você ganha o público, chega uma hora que o público fica do lado da vilã. Você até percebe por exemplo, em Senhora do Destino que está reprisando agora que foi uma novela que eu fiz ao lado da maravilhosa Renata Sorrah, que a personagem que marcou as pessoas foi a Nazaré, a vilã. Até em Avenida Brasil tinha aquela troca de papéis entre vilã e mocinha e eu falo que essa nova personagem a Irene, é uma mulher que pelo pouco que sei é uma mulher manipuladora e que faz de tudo para conseguir o que ela quer. Ela é sedutora, mas não posso defini-la ainda como má, ela vai atras do seu objetivo, as vezes usa artifícios que a gente não usaria na vida.

Para fazer a personagem você mudou de visual. A Irene tem um lado sensual?

Acho que sim, ela utiliza um pouco da sedução, mais que sensualidade. As pessoas que são sedutoras, elas são assim com qualquer um, com homens e com mulheres, e ela é assim.

Tem alguma vilã da qual você seja fã?

Temos vilãs na nossa dramaturgia que são maravilhosas, desde a Carminha da Adriana Esteves que tive lado a lado, até a Renata Sorrah. Mas não fico me ligando a vilãs, eu me ligo a mulheres que tem essa pegada de serem manipuladoras. Novela é uma obra aberta, eu entro no capítulo 4 e a novela ainda está sendo escrita e isso é uma delícia, não saber pra onde sua personagem vai é um montanha russa, e eu estou afim de viver isso de novo. Eu fico aberta e não tento defini-la de uma forma ou outra.

O que mudou de O Clone sua primeira novela com a Gloria para hoje?

A gente amadurece. De O Clone pra cá foram 15 anos ou mais e o amadurecimento traz coisas muito boas pra nós atrizes e mulheres porque ficamos mais relaxadas pra trabalhar, a gente se diverte mais. Claro que quando se é mais jovem temos aquele frescor, mas a gente se sente melhor e mais segura depois.

Você ficou 5 anos sem fazer uma novela. Foi proposital?

Não. Novela é uma saga, você se prepara para ficar 1 ano naquilo se entregando. Eu não fiz novela mas eu fiz TV, fiz a Ray de Dupla Identidade e a Verônica de Nada Será Como Antes. E foi bom viver personagens assim tão diferentes, porque eu havia feito a Nina numa novela muito marcante que foi Avenida Brasil, aí depois fiz essas séries, fiz cinema, e continuo sempre com a minha companhia de teatro.

Você acredita que esses produtos mais curtos como séries te dão a chance de trabalhar mais?

Sim. O teatro como é uma companhia que é minha, eu nunca deixei. Então claro, a gente vai se adequando. Eu gravei a série, o Dupla Identidade cuja preparação foi grande mas consegui encaixar. Eu terminei uma temporada no teatro recentemente e agora tenho esse tempo maior para fazer novela.

Você gostou desse cabelo?

Eu gostei, gostei da franjinha. Sempre usei cabelo curto, então é bom mudar de vez em quando. Eu adoro mudar para o personagem.

O Murilo Benício prefere seu cabelo grande ou curtinho?

Ih gente não sei (risos). Ele gosta do que tiver bom pra mim.

Como foi a construção dessa personagem?

Eu ainda não sei muito até onde a Irene minha personagem vai nem sei bem a tônica dela, então tento buscar muito em filmes e personagens que já existem, tento entendê-la como uma mulher decidida que luta pelo que quer e não quero colocá-la como pessoa maldosa porque isso acaba afetando até na interpretação.

E por que ela escolhe o Eugênio, personagem do Dan Stulbach como alvo?

Acho que ela o escolhe por ver que ele é um homem frágil e isso é inclusive dito no texto. Ela percebe a carência dele e o escolhe, porque ela gosta de conquistar, até brinco que ela tem uma alma masculina, que gosta disso. Ela precisa que aquela pessoa se apaixone por ela e ela precisa armar algo para que aquela pessoa esteja com ela não importando se ela é casada, ou não.

Nesse processo de preparação como você enxerga a personagem?

Eu trabalho com a possibilidade que ela pode ser capaz de tudo, de ser uma mulher obsessiva e inclusive não ir por esse caminho também, e ser apenas uma mulher que luta pelo que ela quer. Várias mulheres lutam pelo que querem e a gente acaba julgando o caráter, e o que tento fazer é não julgar a personagem, e não defini-la como uma mulher má, porque senão você vai para a tela com aquela carga de “sou má”.

Ninguém quer uma mulher dessa perto do marido. Você julga as atitudes dela condenáveis?

O público vai julgar, eu que não posso julgá-la porque vou faze-la. Claro que a primeira reação que a gente tem ao ler o texto é essa de “Nossa, ela é dessas mulheres que dão em cima dos outros”, mas para interpreta-la não posso condená-la porque senão estarei a definindo.

Você vai ter cenas mais quentes?

Ainda não sei. Mas estou preparada pra isso.

 Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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