De volta às novelas em A Dona do Pedaço, Marcos Palmeira revela: “Eu sou um dos atores mais baratos da Rede Globo”

Publicado há um ano
Por Henrique Carlos
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Marcos Palmeira está prestes a voltar aparecer no horário nobre da TV Globo, o ator interpreta Amadeu em A Dona do Pedaço. A próxima novela das nove, substituta de O Sétimo Guardião tem autoria de Walcyr Carrasco. Em entrevista ao Observatório da Televisão, o ator falou sobre sua parceria com Juliana Paes e também revelou que há muitos anos não é contratado fixo da emissora, mas faz trabalhos por obra. Confira:

Nos conte um pouco sobre o Amadeu?

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“Na verdade ele vem de uma família bem rustica e humilde, mas ele vai muito cedo morar em Vitória do Espirito Santo. Lá ele se forma em Direito, se torna advogado com a intenção de defender essa família de justiceiros. Mas não dá tempo, tudo acontece muito rápido, ele se apaixona e descobre que as família são rivais muito rápido. E aí começa todo o drama da vingança na novela, mas eu acho que a intenção é contar uma belíssima história de amor.”

Horário nobre

Como é para você voltar para o horário nobre?

“Para mim como protagonista, eu fico muito feliz. Eu fiquei muito honrado com o convite da Amora Mautner, de me chamar e confiar esse personagem. Tanto ela, quanto o Walcyr e vou procurar correr atrás, corresponder ao máximo.”

Ele tem um bom caráter?

“Isso aí só o Walcyr pode responder, eu não sei se ele é o mocinho. É uma obra literalmente aberta, eu acho que dificilmente a personagem da Juliana Paes viraria uma bandida, ela será mocinha, mas o resto está tudo nas mãos do autor.”

Tem essa relação de Romeu e Julieta, certo?

“Sim, porque as famílias são rivais. Mas tudo se desenrola no primeiro capítulo, o Walcyr não esconde muito. Ele propõe um negócio e depois ele desenrola, é uma cabeça muito doida (no bom sentido) e a gente tenta acompanhar.”

Última novela

Qual foi sua última novela?

“Eu fiz Velho Chico e Os Dias Eram Assim. Eu sou um dos atores mais baratos da Rede Globo, é porque na verdade eu não sou contratado, eu sou por obra já há uns quinze ou vinte anos. Mas ao mesmo tempo eu estou sempre trabalhando, então eu fico muito feliz de ter esse reconhecimento ainda.”

Esse personagem tem muita coisa do seu mundo, né?

“É, mas ele vai logo para São Paulo e vira um advogado. Fica uma referência dessa coisa mais rural, mas na trama isso vai se transformando e ele vai virando um homem mais urbano. Mas fica toda essa questão pra trás, esse lado da família.”

Como é ser dirigido por sua ex-esposa (Amora Mautner) e mãe da sua filha?

“Eu acho maravilhoso, minha filha está nas nuvens. Ela está muito feliz de ver o pai e a mãe trabalhando juntos, para a gente também é um recomeço de uma nova história. Tem sido muito legal para mim também poder ser protagonista da Amora, em uma novela importante para ela.

É importante para mim também e todos os atores que estão envolvidos, a gente poder resgatar o prazer do entretenimento em uma novela das nove é muito legal. E esse é o momento das mulheres, elas são as donas do pedaço.”

Cultura

Como é para você viver da sua arte em um país que não dá muito valor para a cultura?

“Eu não sei se o Brasil é um país que não dá força para a cultura, eu acho que os políticos de alguma maneira não enxergam a cultura como uma forma de transformação social, o que é uma pena. Mas eu acho que o Brasil tem uma expressão cultural enorme na música, dança e no cinema. Felizmente a cultura resiste a tudo isso, a cultura somos nós e a gente lida com uma cultura difícil há muitos anos.”

Você acha que a galera vai gostar desse casal Amadeu e Maria da Paz?

“Eu espero que sim, eu acho que a gente tem uma química bem legal. A Juliana é uma ótima parceira, parece muito comigo por estar sempre disponível no set, para fazer e para acontecer da melhor maneira possível. Eu acho que é isso que a gente está querendo, todo mundo ser bem feliz nesse trabalho. A novela já tem um peso, a gente não só trabalha enquanto está gravando, mas também fora. Então a gente quer fazer com que sejam dez meses de muito prazer e que o público possa nos dar essa resposta curtindo.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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