Daniel de Oliveira comenta sobre trabalhar com Sophie Charlotte em Os Dias Eram Assim: “Dá pra tirar férias juntos”

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Daniel de Oliveira contracenará pela segunda com a esposa, Sophie Charlotte na supersérie Os Dias Eram Assim. Os personagens do casal não terão um clima tão bom quanto em O Rebu já que Daniel dará vida a Vitor, o vilão da história. Com estréia marcada para o dia 17 de abril Os Dias Eram Assim mostrará o período da ditadura militar no Brasil e o ator conversou um pouco com o Observatório da Televisão sobre esse momento da nossa história:

Como está sendo a parceria com a Susana Vieira?

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Sensacional. A Susana é muito divertida, uma gata, uma parceira de cena e a gente troca muito. Eu dou muita risada porque ela tem um senso de humor muito bom.

Como está sendo viver um personagem num momento conturbado da política brasileira no passado sendo que atualmente também vivemos esse momento?

Eu fiz outros personagens que estavam o outro lado da moeda como o Stuart em Zuzu Angel, e o Frei Beto e agora estou ali do lado corporativo, de terno e gravata concordando com a ditadura. Temos sempre que olhar para esse período nosso e tomar cuidado para não se repetir porque a história é cíclica. Apesar dos pesares a democracia até agora é o melhor sistema, melhor que uma ditadura. Vemos exemplos vizinhos como a Venezuela passando por um momento terrível, o Nicolás Maduro que já está até podre mas não larga de jeito nenhum.

Nessa preparação estudando a história do Brasil, você aprendeu algo que não sabia?

Isso sempre. Até mesmo quando fiz outros personagens, aprendi sobre o início do Comando Vermelho, a mistura entre presos políticos e presos comuns que gerou uma facção criminosa. É sempre bom aprender com os personagens. A produção deixa alguns livros pra gente, e eu acabei de ler o livro Tropicália do Antonio Calado e é fascinante ver como o movimento se iniciou.

Você tem feito muitos trabalhos como séries e seriados. Nessa supersérie você sente que a rotina de trabalho é diferente?

Não. Não tem diferença pra nada. Eu vou fazendo aquele personagem independente do tempo que dure. São 88 capítulos e eu enxergo como um trabalho de 88 capítulos e você trabalha o personagem daquela forma que você não sabe o que vai acontecer com ele. Eu só li até o capítulo 33.

É uma escolha sua atuar nessas produções menores?

Não. Eu achei interessante, achei que seria uma boa história. Me atraiu nesse papel também o fato de trabalhar com o Carlinhos Araújo com quem fiz Um Só Coração, Susana Viera, Valter Carvalho e também eu e Sophie juntos é ótimo, aí dá pra tirar férias juntos também (risos).

Como está a carreira de músico?

Estou fazendo um disco com um camarada que se chama Bid, era da banda Tokyo, e desde os 17 anos ele faz música. É um cara extremamente importante na música atual, e ele faz trilha sonora para cinema também, e numa dessa eu vi o trabalho dele e pedi ele pra produzir um disco meu. Os anos passaram e eu fui tocando minha carreira em outras áreas e pretendo lançar o disco que se chama Cine-música Particular. Tem esse nome porque vou trabalhar com performance e fiz ele em processos cinematográficos, durante as filmagens as vezes eu pegava o violão e escrevia uma letra.

E quando seu álbum será lançado?

Ainda não tenho data mas quero que seja esse ano e gostaria de fazer o primeiro show em Manaus porque foi lá que surgiu um personagem meu chamado Homem Lama, que estampa a capa do álbum, personagem que criei durante uma viagem a Manaus junto com o Matheus Nachtergaele.

O que mais te chamou atenção no seu personagem em Os Dias Eram Assim?

Esse lance de ser do lado obscuro da força me atrai muito, porque você fala umas coisas que você não falaria no seu dia a dia. Graças a Deus eu sou um cara muito positivo, mas o personagem me dá liberdade de extravasar essa outra coisa, esse sentimento ruim que ainda bem que não tenho.

O Otto está dando trabalho?

Nunca deu trabalho. É um menino bom demais, muito calmo. É “menino bão”.

Como está o ritmo das gravações?

É igual onda. As vezes vem muitas cenas de uma vez e depois menos, mas a equipe sabe trabalhar isso muito bem.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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