Conheça Berta, personagem de Raíssa Xavier que será amiga de Manuela em Segundo Sol: “Menina muito amorosa”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Nos próximos capítulos de Segundo Sol, Manuela (Luisa Arraes) será sequestrada pela família barra pesada do amigo Narciso (Osmar Silveira). Presa nas mãos dos pais rapaz, a filha de Ariella/Luzia (Giovanna Antonelli) verá sua vida ser negociada pelo valor de R$1 milhão.

Porém, no meio de todo o tumulto, Manuela receberá uma atenção especial de Berta, irmã de Narciso. Interpretada por Raíssa Xavier, a moça será uma jovem de 18 anos que não aceita por completo o estilo de vida criminoso da família.

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Para o Observatório da Televisão, Raíssa contou como será a relação de sua personagem com Manuela. “A gente vai ficar amiga de verdade”, garantiu. Baiana, a atriz também falou como foi recepcionada pelo o elenco da novela de João Emanuel Carneiro. Conheça um pouco mais a Berta e Raíssa Xavier a seguir:

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Conheça Raíssa Xavier

Quem é Raíssa Xavier e o que ela veio trazer para a novela?

Eu vim de Salvador. Sou da Bahia com muito orgulho. Vim trazer mais dendê para essa novela. Vou entrar no núcleo do Narciso (Osmar Silveira). Minha personagem se chama Berta, irmã de Narciso e de uma família de traficantes. Mas, eu quero dizer a todos que aguardem, porque a Berta é uma menina de bom coração. Ela é muito amorosa e vai ter muita coisa legal pela frente.

Como surgiu o convite para participar de Segundo Sol?

Eu tenho um pouco mais de um ano no Rio de Janeiro. Fiquei muito feliz quando a Vanessa me procurou para fazer o teste. Achei que não ia conseguir entrar ainda e, de repente, ela me ligou. A gente fez um teste maravilhoso e eu recebi a Berta com muita honra, foi um presente para mim.

Como você foi recebida pelo elenco?

O elenco, e a equipe de Segundo Sol têm me recebido com muito carinho. Eu estou me sentindo em casa, sendo bem sincera. Estou muito feliz. Estamos fazendo um bom trabalho, estamos numa sintonia grande. A nossa família, o nosso núcleo está numa sintonia bem forte. E você vão perceber isso nas cenas.

Personagem

Você já acompanhava a trama?

Estava acompanhando desde o início. Tenho muitos amigos também na novela. E a galera está arrasando! Estou muito feliz. O nosso sotaque está bem representado.

Fale um pouco mais sobre a sua personagem

A Berta é jovem, tem 18 anos. É uma menina muito amorosa, só que é cúmplice da família. A família é toda de traficantes e ela acaba ajudando a família. É também muito limitada pelos pais. Eles não deixam ela sair até muito tarde, não pode levar amigas para casa para não descobrirem a trama toda.

Só que ela começa a sentir mais com o coração, porque vai rolar um conflito, que eu não quero dizer e nem sei se posso dizer. Ela não concorda com muitas atitudes dos pais, então vai se mostrar muito coração. Ela é muito chorona. Vai ser muito divertido também (riso).

A Berta vai se aproximar da Manuela, personagem da Luisa Arraes. Como será essa amizade?

A Manu vai ser sequestrada pela família da Berta, só que a Berta vai se afeiçoar muito com a Manu. A gente vai ficar amiga de verdade. Então o coração da Berta vai chamar e pedir para salvar a Manu. Será que ela vai salvar? Bom, a Berta está tentando.

Relação com Manuela

Por que a Manu voltará ao cativeiro? Ela foi bem recebida lá?

Exatamente! Porque foi bem recebida, ela se sente em casa. Ela diz que a nossa família, que apesar de ser uma família de traficantes e bandidos, está lhe dando muito amor. Então é a amizade que ficou e o amor do Narciso.

Por ser bonita e jovem, a Berta corre o risco de ir para na casa da Laureta (Adriana Esteves)?

Eu estou de shortinho e de blusinha, mas não vou para o núcleo de Laureta. Será? João Emanuel, por favor, me dê essa resposta (risos).

Trajetória como atriz

Como foi sua trajetória como atriz?

Eu nunca tinha feito novela e nem participação. Realmente, foi um convite inesperado. Eu tinha acabado de fazer meu vídeo cadastro na Globo. Mas eu tenho um percurso grande na Bahia. Faço teatro há muitos anos, desde uns 12 anos de idade. Então, no teatro eu tenho uma carreira bem extensa.

No audiovisual, eu acabei de gravar uma série como protagonista lá na Bahia, que chama O Pequeno Gigante. Por enquanto, a veiculação é só na Bahia. Mas foi muito interessante, é uma série política. Outra série que eu também fiz foi Deu A Louca Na Copa, na TVE, que foi de comédia. O drama e a comédia me acompanham.

E quais trabalhos você já realizou no Rio de Janeiro?

No Rio, eu trouxe o espetáculo Noite da Comédia Improvisada, onde eu estou fazendo comédia improvisada. Trouxe também outro espetáculo assim que cheguei, A Prole dos Saturnos, um mais cult, de Castro Alves.

Referências para a construção da personagem

Quantos anos você tem? E o que você trouxe como referência da sua adolescência para compor a Berta?

Eu tenho 27 anos. A Berta está arrasando aqui com essa carinha (risos). Eu acho a Berta muito próxima de mim. Eu não me sinto com 27, sendo muito sincera. Sou um espírito muito jovem, alegre, festeiro. Isso ainda rodeia. Claro que hoje temos muito mais responsabilidade, e isso é maravilhoso também. Acho que o Rio de Janeiro também tem me ensinado muito nessa questão.

Eu busquei (referência) sim um pouco para a Berta, mas ela também está em mim. Ela é limitada pelos pais e, apesar de eu ser independente, eu sei que os meus pais ainda cuidam muito de mim. Eles sempre estão preocupados. Tem uma coisa muito próxima da minha família, isso é muito legal porque me faz ter essa relação com ela. Hoje em tenho muito mais voz. A Berta ainda não tem, mas vai descobrir.

Sequestro de Manuela

O afeto que a Manu receberá será apenas da Berta ou da família?

Ela recebe muito afeto do Narciso, sem dúvida. Um afeto que eu nem posso falar muito (risos). Ela recebe muito afeto meu, estou sempre apoiando ela. Vamos virar uma parceira. Quero muito ela perto porque é a minha única amiga.

Afeto do meu pai (Juarez – Tuca Andrade) não tem muito. A Fátima (Ingra Lyberato) tem uma ligação com o pai, de seguir junto com o pai, mas ela é mãe também. Então, é claro que tem um carinho por trás de mãe.

A Manu será carinhosa com a Fátima?

A Manu é carinhosa com todo mundo, até com o pai. A Manu é um amor de pessoa. Abraça, beija e surpreende todo mundo. É doida a Manu (risos).

Experiência com o elenco de Segundo Sol

E como está sendo contracenar com o seu núcleo?

Está sendo muito incrível. A Ingra foi a primeira pessoa que eu me deparei no Projac. Antes de começar a gravar, fizemos prova de figurinos juntas. Nos encontramos no portão e eu falei: ‘Você que é a minha mãe, prazer’. Dali já criamos uma relação. A gente vem todos os dias juntas para o Projac, já estabelecendo essa relação de mãe e filha.

E com o Tuca, a Luisa e o Osmar criamos uma sintonia muito rápido. Não tivemos o tempo de preparação que a galera teve antes. Nos conhecemos no set. A Luisa é uma pessoa que também está sempre disponível, é muito aberta. Voltamos todos juntos para conversar, trocar, criar esses laços. É importante que a gente se goste na vida real para poder mostrar isso a vocês também. Está sendo muito fácil, estou muito confortável. O Osmar é um amor de pessoa, um menino carinhoso.

Reconhecimento do público

Você está preparada para o reconhecimento do público?

Não entendi ainda, a verdade é essa. Entramos no ar sexta-feira (27/07), e a ficha ainda não caiu. A minha mãe já está muito empolgada, mas eu falei que é só mais um trabalho. Eu agradeço muito ao universo porque, graças a Deus, é um trabalho de reconhecimento nacional e eu tenho muito orgulho.

Acho que é tudo merecimento da gente. Todo ator trabalhou muito para estar aqui. Eu sou muito grata, não quero que isso jamais encha os meus olhos e que mude quem eu sou. Eu estou muito feliz e é uma honra poder trabalhar, inclusive, com o Dennis Carvalho e a Maria De Médicis.

Você está solteira? Como pretende lidar com os possíveis assédios?

Eu estou solteira, é bom deixar isso claro (risos). Estou bem tranquila, muito focada no que vim fazer. Mas, desde que cheguei no Rio de Janeiro, eu brinco que é muito difícil ter um relacionamento, principalmente com cariocas. Porque o carioca é muito desapegado, muito livre. Não dá para mim um negócio assim. Eu tenho muito cuidado também, sou muito atenta.

Amigos atores na trama

Você já encontrou os seus amigos nos corredores do Projac?

Já encontrei todos aqui. Conheci o elenco inteiro porque assim que eu cheguei teve uma reunião maravilhosa. Fui apresentada a quem eu não conhecia também. Eu tenho um grande amigo aqui, que é o Ciro Sales. Quando vim para o Rio de Janeiro, eu trouxe um espetáculo e fizemos juntos na Academia Brasileira de Letras. Somos muito parceiros de vida. Estamos sempre contando nossas conquistas um para o outro. Ele é o mais coladinho comigo.

Com o Hugo Moura estamos com um projeto de espetáculo bem legal. O Fabrício Boliveira também. A série da Bahia íamos gravar juntos, mas não conseguimos porque ele já estava gravando a novela. A Claudinha de Moura é uma deusa do teatro baiano, maravilhosa e já trabalhamos juntas. É uma felicidade muito grande e tem muita gente.

Sotaque

Como está sendo trabalhar com o seu sotaque?

Foi o teste mais fácil que eu fiz. A Vanessa falou: ‘Vai lá! Seja baiana’. E eu respondi: ‘Opa, o que é isso? Não tem mais indicação? ’ (risos). Foi maravilhoso mostrar minha baianidade. Agora assim, quando cheguei no Rio de Janeiro fui procurar uma fono para poder neutralizar o sotaque. Tanto que na minha vida não falo muito baianês, mas quando falou baiano, lascou. E nesse elenco está massa. O povo me liga já perguntando como deve falar uma frase. Eu ajudo, mando mudar uma palavra, jogar um oxente no meio.

Família

Como você mata a saudade da família?

Eu sou uma pessoa desapegada, bem tranquila. Na primeira semana (morando no Rio de Janeiro), minha mãe ligou perguntando: ‘Raí, você está muito solitária? ’. Eu achei solitária uma palavra muito forte e falei: ‘Deus me livre! Eu estou ótima. Estou me amando. Estou feliz’. Eu demorei seis anos para vir para o Rio de Janeiro, me preparando.

Temos que estar preparado espiritualmente e com uma bagagem muito legal. Eu vim algumas vezes para fazer testes específicos, mas eu vinha e volta. Se eu tivesse vindo antes teria voltado. Agora eu vim para ficar. O Rio de Janeiro é a minha segunda casa, me sinto dessa terra. Sou muito feliz aqui. Agradeço a Deus todos os dias.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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