Com visual renovado para persoangem em O Tempo Não Para, Alexandra Richter comenta: “A Fátima Bernardes me viu e não me reconheceu”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Alexandra Richter está de volta às novelas em O Tempo Não Para. Depois de viver a psicóloga Eva em Rock Story, ela será Monalisa no novo folhetim das 19h. Bióloga, a personagem abandonou a cidade grande para viver com o marido na pequena Ilha Vermelha. Lá, ambos vivem de subsistência, até o momento que ela tem contato com os congelados.

Em conversa com o Observatório da Televisão, a atriz falou sobre a experiência de atuar ao lado da nova geração de atores. Deu detalhes sobre a personagem, a parceria em cena com Marcos Pasquim. E relatou ainda que algumas pessoas não a reconheceram com novo visual, como Fátima Bernardes. Confira:

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Me fala um pouco dessa Monalisa, dessa mulher que abdicou de tudo da vida e vive nessa Ilha Vermelha junto com o esposo.

“Isso, ela é bióloga, casa com o Marino, interpretado pelo Marcos Pasquim. Ela abdicou de tudo para viver nessa ilha deserta, numa casa que é quase uma cabana, não tem luz elétrica. Eles vivem da pesca, mas ela parece estar meio em crise. O marido ama aquele lugar, mas ela parece que mais ou menos. Eles recebem a Marocas (Juliana Paiva). Ela chega na nossa ilha primeiro e depois vem o Teófilo (Kiko Mascarenhas). Depoi,s ela vai achar as joias e aí o olho vai crescer. Ela é uma mulher muito simples, vive sem energia, de rasteirinha, cara lavada.”

Humanidade da personagem

Onde você buscou essa humanidade na sua personagem?

“Ela é uma bióloga. Acho que a própria discussão da personagem já traz isso, porque ela é muito simples. Ela tem esse lado de gostar mesmo de estar à vontade. Eu estou amando e o mais bacana é poder fazer alguma coisa diferente também. Tem gente que está me vendo de Monalisa e não me reconhece. A Fátima Bernardes me viu e não me reconheceu, eu acho ótimo.”

E essa troca com o Marcos Pasquim, como é que está? É a primeira vez?

“É a primeira vez que trabalhamos juntos. É divertidíssimo, leve, alegre, e a gente se diverte trabalhando. Eu acho que o grande barato da minha carreira é se divertir trabalhando e a gente bate texto antes, fizemos aulas de mergulho juntos. Surgiu uma química, uma coisa muito legal, ele é uma pessoa muito legal.”

A sua personagem vai ser uma das primeiras a ter contato com os congelados, sobretudo com a Marocas. Como está sendo para você trabalhar com essa nova geração?

“É bom, eu já fiz a Malhação em 2013 e aí sai de Rocky Story, que também tinha uma galera muito jovem. Eu acho maravilhoso, porque a gente se renova, a gente troca e ao mesmo tempo a gente conta as nossas histórias. A Juliana e o Nicolas são super parceiros. Acho que o artista tem uma alma que é quase da mesma idade, a gente é criança sempre, não pode deixar essa criança morrer. Eu acho que mesmo com a geração nova, quando a gente tem esse espirito brincalhão, de ser leve, de gostar do que faz, a gente se diverte fazendo.”

Alexandra Richter fala sobre a nova personagem

As pessoas te conhecem mais por fazer personagens mais despojadas e agora é legal que você vai mostrar uma outra faceta sua, não é?

“Isso, eu falei que queria fazer tudo, aprender, mergulhei na apneia e a gente não precisou de duble, é maravilhoso. No teatro a gente pode tudo, na televisão você depende de convites, né? Essa personagem é muito diferente de tudo o que eu fiz, tanto fisicamente, quando o jeito dela. Eu estou animadíssima, esse desafio de você mudar a cor de cabelo, estar sem maquiagem, só a base para ficar queimadinha de sol.”

E ‘A História de Nós Dois’, a sua peça?

“Vai virar filme. Eu sou a protagonista, estou captando e estamos aí, pegando um dinheirinho daqui e um dinheirinho ali.”

Se você pudesse congelar alguém para lá na frente descongelar, quem seria?

“Se eu fosse ficar sozinha com essa pessoa, não iria ter sentido, porque eu iria querer congelar toda a minha família. Eu acho que eu não tenho vontade de me congelar, porque eu tenho vontade de conhecer os novos mundos, de evoluir sempre, até reencarnar com outra roupagem, mas eu não tenho vontade de me congelar e nem congelar ninguém, porque nem os momentos a gente congela, os momentos ficam na nossa memória, ficam com a gente. Eu tenho vontade de reencontrar as pessoas, as pessoas que eu amo, que me fazem crescer, que me ensinam, em outras vidas e tal.”

O que podemos esperar de ‘O Tempo Não Para’?

“Sucesso, uma história incrível, bem escrita, bem dirigida, bem contada, com um elenco incrível e bem diferente de tudo o que o povo já viu.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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