Com Éramos Seis, entrando em sua reta final, Gloria Pires revela: “sofrendo com esse fim”

Publicado há 9 meses
Por João Paulo Reis
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Gloria Pires dá vida à protagonista Lola na nova versão de Éramos Seis, da Globo. A trama assinada por Ângela Chaves se aproxima de sua reta final, chegando quase no capítulo 100, e promete ainda levar muitas emoções ao público, sobretudo no que diz respeito à trajetória da dona de casa.

Em entrevista ao Observatório da
Televisão nesta quinta-feira (09), a atriz falou sobre a emoção de viver uma personagem
icônica como Lola, e sobre o carinho que recebe do público, além da torcida
crescente para que ela reencontre a felicidade nos braços de Afonso (Cássio
Gabus Mendes). Confira o bate-papo completo:

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Como
foi sua passagem de ano novo?

Família
reunida, toda junta, é o melhor quadro, não importa onde aconteça. Espero que ano
seja mais equilibrado, que possamos ter essa força para perseverar, porque os
obstáculos ainda estão aí. Muita coisa foi plantada no passado, e o que espero
é esse ano realizar, colher o que foi plantado.

Conversamos
com você quando a novela ainda não tinha estreado. Agora a trama se encaminha
para a reta final, você vai ficar com saudades?


estou com saudades, sofrendo com esse fim (risos). O que está acontecendo aqui
desde o início, é um ambiente de tanto respeito, prazer, felicidade de vir
fazer esse dia a dia que não é fácil, mas um convívio muito sadio. Isso
realmente dá um gás para seguir, e o que está no ar, a gente se orgulha muito. Já
falei algumas vezes, mas me sinto presenteada, e homenageada aos 50 anos de
carreira, receber uma personagem como a Lola, e estar em um produto como Éramos
Seis. É muito especial. As cenas são lindas, tudo tão cuidadoso, especial,
parece uma filigrana mesmo.

Como
é a resposta do público?

As
pessoas amam a novela. A Lola é uma personagem que fala com todo mundo. Todas
as pessoas que conversam comigo sobre, ou se lembram da avó, da mãe, mas sempre
com histórias da infância, e com essa memória do afeto. Acho lindo, estamos precisados
disso.

A
gente quer sabe desse romance da Lola com Afonso…

Nessa
altura em que estamos gravando ainda não aconteceu o beijo, mas existe essa
expectativa. Estamos fazendo cenas construindo esse envolvimento, virando a chavinha
da amizade para o amor.

E
que parceria hein?

Sim,
o Cassinho é parceirão, tão querido. Estou tão feliz que não tenho como
expressar. Contracenamos juntos em alguns trabalhos. Fizemos Vale Tudo, Desejos
de Mulher, teve uma do Gilberto Braga também que fizemos, mas estávamos em
núcleos separados (Insensato Coração), mas sempre foi tão bom, e com o tempo
fica melhor porque você conhece mais a pessoa, a confiança e a admiração
crescem. Trabalhar com Cássio é ótimo porque ele é um companheirão, parceiro
mesmo.

O
seu nome se tornou unanimidade porque as pessoas te amam, conheceram seu pai, e
acompanharam sua carreira desde sempre. Você recebe só amor do público, não é?

É
interessante, e que coisa boa. Não acredito que eu só receba amor, mas me sintonizo
com o amor das pessoas, que hoje em dia estão sofridas, machucadas. Essa
realidade que a gente vive hoje é muito assustadora.

A
Lola é muito amada, mas ao mesmo tempo que ela é muito simples, ela é muito
forte. O que você tem aprendido com ela?

Cada
cena que faço me transporto para a época da minha avó que viveu um pouco isso
que a Lola vive: perdeu um filho jovem, ficou viúva com dois filhos para criar,
e passou por várias dificuldades. É para essa realidade que me transporto ao
interpretar. Me encho de orgulho porque estou aqui graças a ela. Essa coisa com
os antepassados, é muito forte nessa novela. Eu ando na cidade cenográfica e lembro
do meu pai o tempo todo, das histórias que ele contava. Era uma aula passear no
centro da cidade com o meu pai. Ele contava como aconteciam as coisas, fazia
encenação, então o passado ficava muito bonito e enfeitado, e é nisso o que me
pego para fazer essa personagem. Procuro trazer essa realidade.

De
todas as cenas, qual foi a que mais te emocionou?

Tem
várias! Cada semana da Lola é uma nova emoção. O período todo da doença e morte
do Júlio me emocionaram. Aquilo foi um processo muito dolorido, dela tendo que
lidar com a perda e arranjar forças até para superar os problemas financeiros.
Tudo me toca e me emociona muito. Não seria capaz de escolher um momento, acho
que toda a trajetória da personagem é cheia de desafios e emoção.

Você
lida muito com atores jovens, que são os seus filhos na trama. Eles chegam
muito preparados?

Muito. É uma coisa linda de ver. Muitos começaram crianças e têm muita experiência. E não posso deixar de falar do trabalho dos preparadores, a Mariliz, que cuida as crianças, é maravilhosa, e o Antônio Karnewale. Que pessoas incríveis, que delicadeza. É um trabalho difícil, mas eles são muito atentos e muito delicados, sutis, muito bonito o trabalho que eles estão fazendo.

Como
foi para você receber essa personagem? Porque a Lola é quase um personagem shakespeariano
do Brasil, que os diretores dão somente a uma atriz que tem uma carreira, e que
sabe que ela vai incorporar. Você sente que foi uma validação?

Eu
disse que me sinto homenageada por isso, porque ela é icônica. Não sei se houve
tantos remakes de uma novela como Éramos Seis. Me sinto homenageada por isso,
por ter recebido do Silvio (de Abreu) que me fez o convite, essa incumbência, e
também um presente.

Você
teve emoção ao receber a personagem ou ficou insegura?

Sempre.
Ninguém encara um trabalho sem querer dar o melhor, a questão é que eu não
tinha assistido outras versões, mas eu fiquei intrigada em entender como eles
iriam dar uma cara nova à personagem e à trama toda, mas acho que os autores
estão arrasando. Ângela Chaves e sua equipe estão fazendo lindamente. Adoro assistir
a novela.

A
Lola é uma mulher à frente de seu tempo…

Ela
é devido a luta pela sobrevivência, e o aprendizado com a dor. É só assim que a
gente vai adiante. Se ficar tudo certinho, a gente não tem porque se mexer. Ela
é um exemplo lindo.

As
pessoas torcem para que a Lola nessa versão seja feliz. O que você acha sobre?

Eu acho que todo mundo quer um final feliz e como estamos vivendo tempos muito difíceis, ninguém quer ver essa mãe padecer. As pessoas esperam que seja uma coisa diferente das outras (versões) e que seja para cima, que ela se realize, que tenha felicidade. Eu adoro, acho lindo. Estamos trabalhando nesse sentido.

Esse novo amor que ela vai viver, vai ser como uma luz no fim do túnel para ela. Você acha que o amor salva?

Sempre.
Mesmo que não seja o amor romântico, o amor é o remédio para tudo, para a alma,
para a vida.

A
aceitação do casal Lola e Afonso está enorme. A globo fez a pesquisa e as
pessoas disseram que queriam os dois juntos. Isso te surpreendeu?

Eu
não esperava, mas fui percebendo conforme lia os capítulos que isso iria
acontecer em algum momento. Não pensava que eles realmente fossem ter algum
tipo de relação nesse sentido, mas aquela amizade muito profunda. Um apoiando o
outro o tempo todo. Essa proximidade que o sofrimento traz, o apoio é muito
forte, então me pareceu natural que as pessoas estejam torcendo hoje.

50
anos de carreira, e as pessoas viram você crescer, e agora estão vendo suas
filhas. O que você acha disso?

É lindo. A Lola fala assim ‘a gente quer que os filhos fiquem sempre junto da gente’, mas eu acho, minha percepção de felicidade é que os filhos encontrem seus caminhos e a maneira com que querem viver, se expressar, ganhar seu dinheiro. Meu pai iniciou na nossa família essa trajetória artística, e Orlando que é quem iniciou na família dele, também tem as meninas trabalhando com música. É muito lindo. Cada coisa que elas apresentam, a gente torce, apoia, vibra e reza.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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