Carlinhos Brown surpreende ao falar sobre disputa no The Voice Kids: “Não tenho esse negócio de vencer”

Publicado há um ano
Por Henrique Carlos
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Carlinhos Brown está prestes a retornar em mais uma temporada do The Voice Kids, onde é um dos técnicos do reality da TV Globo. A estreia está marcada para o dia 5 de janeiro de 2020 e promete ser ainda maior do que as anteriores.

Em conversa com o Observatório da Televisão, Carlinhos revelou as novidades em sua carreira e também sobre o o que espera para a quinta temporada do programa. Confira:

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Você está em todas as temporadas do The Voice Kids, mas o que tem de novo para você nessa?

“O talento da criança sempre trará a inovação, porque é nele que está o novo. Pode cantar todas as músicas, podem se repetir todas as músicas. Quando a criança entra, nela há uma pureza e uma falta de vícios que todos nós já temos de uma forma pela vivência. A novidade sim, vem dessa criança e da atenção da família, do desejo dessa família de descobrir se o filho é esse artista. As crianças colocam a gente sentado para ouvir.”

Você foi vencedor na primeira temporada, mas as duas últimas foram a Simone e Simaria. Elas estão caminhando para serem o Teló da versão infantil?

“Na verdade, eu nunca venci nenhuma temporada, quem vence são os participantes. Claro que fica marcado o time, o Teló mesmo na consciência dele, fica marcado. Mas nós estamos aqui prestando um serviço a isso. Eu não sei porque, mas desde que eu estou aqui, eu não tenho esse negócio de vencer. Nós saímos sempre tão vitoriosos, com um talento e com alguém que no seu futuro venha te trazer um espetáculo.”   

Iza

Como foi ter visto a Iza assumir o seu posto no outro The Voice?

“Iza não assumiu meu posto, aquele posto é dela. As cadeiras são dos artistas, não é uma coisa fixa, isso em lugar nenhum. Ela veio porque é merecedora e para mim foi uma oportunidade única de descansar, ver uma coisa que eu só vejo gravado. Eu fiquei maravilhado com essa deusa que entrou para essa família. Iza é uma pessoa que ao chegar no Brasil, eu tive a oportunidade de recebe-la e cantar com ela.”

E como foi para você ver que em todos os programas eles citavam você?

“Nós somos uma família, fazemos parte disso e não existe ausência quando há respeito. Nós nos respeitamos mutuamente e esperamos que outros artistas também façam isso. Eu sinto que quando o The Voice chegou no Brasil, todo mundo ficou muito inseguro… Mas o que o programa demonstra, é que todos nós somos frágeis ao cantar e ao se apresentar. Nós estamos ali dizendo que somos iguais, é um programa que tem uma empatia enorme com quem vem participar.”

O que é mais difícil para você avaliar, os adultos ou as crianças?

“Os adultos são mais difíceis porque eles já têm vícios e muitas vezes as crianças trazem mais novidades do que os adultos. Porque o cara chega e fala que tem um pouquinho de Elvis, um pouquinho de Rolling Stones, um pouquinho de Roberto ou um pouquinho de Fábio Júnior, sei lá quem ele queira. Ele já tem um repertório de saídas e a criança não, no máximo ela está fixada na experiência de seus professores. Esse preparatório do The Voice está sendo muito melhor, as crianças estão vindo muito mais preparadas.”

Ano novo

Qual uma resolução ou um desejo seu para 2020?

“O meu desejo está associado com a saúde, porque a saúde traz resolução para todas as coisas. Se você tem saúde, você tem tempo para solucionar uma frustração. As resoluções eu digo porque a sociedade precisa conversar, falo isso porque preciso conversar.”

Ano que vem você tem algum projeto pessoal fora do The Voice?

“Sim, total. Eu compus muito, acabei de lançar um clipe fazendo um adendo ao funk. Porque eu acho que o carnaval precisa de aproximações, tem o carnaval da Bahia e tem o carnaval que o baiano não aceita. A música que eu compus se chama Paixão de Rua. […] Mas o que vai me honrar muito nesse carnaval, é o fato de a Camisa Verde estar me homenageando e homenagear a Bahia. E pretendo voltar a Salvador. […] E também vou gravar o meu primeiro disco de carnaval, parece estranho, mas eu nunca gravei um disco de carnaval.”

Você foi tese de doutorado na Espanha e vai ser homenageado pela Camisa Verde e Branco no Carnaval. Como é que você se percebe na sua importância, não apenas no seu legado de ensino?

“Eu sou um interprete percebido, um interprete cultural, que estou em uma figura no qual assino algumas peças. Mas comigo vem muita gente, vem muitos quesitos e muitos embasamentos dos quais deva se seguir. Eu e uma equipe estamos preparando doze capítulos para o streaming, que vai contar a minha história familiar desde 1800. Com toda aquela confusão do meu tataravô com Dom Pedro, aquela confusão que o Brasil convida famílias brancas para que o país não fosse só negro…”

Essa série está sendo produzida pela Netflix ou vocês estão produzindo e depois vão comercializar?

“Isso está sendo produzido por uma empresa americana e uma empresa brasileira. Porque não é a história pura de Carlinhos, eu tive a coincidência de ser tataraneto do homem que escreveu o código civil do Brasil e que brigou com a corte.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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