Bruna Linzmeyer fala sobre sua nova personagem em A Força do Querer “Queria ser racional como a Cibele, mas as vezes não dá”

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Bruna Linzmeyer estará de volta à TV na pele de Cibele, na próxima novela das 21 horas, A Força do Querer. A atriz conversou com nossa reportagem para contar como está sendo este novo trabalho.  Confira:

Como aconteceu o convite para A Força do Querer?

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O Convite veio lindamente pelo Papinha (diretor Rogério Gomes), que me ligou e tomamos um café. Ele me entregou os capítulos e disse “Leia e me diga o que você acha”.

Conta pra gente como é a sua personagem.

Como é a primeira vez que vou falar sobre ela, ainda não sei muito. Acho que existem muitas possibilidades dentro da Cibele, minha personagem. Ela é racional, ela é terra, então tudo o que acontece com ela ao longo dos capítulos ela lida de uma maneira incrível, e tenta lidar com aquilo sem explodir. As situações geram desdobramento, e dentro disso cabe muita coisa.

O que acontece com ela?

Temos num primeiro momento Cibele sendo manipulada pelo pai interpretado pelo Edson Celulari que deseja que ela trabalhe dentro da empresa, e ela deixa se levar um pouco mas não entendo o porque. Creio que vai ter algo explicado lá na frente. Ela entra na empresa para ser assessora do Rui (Fiuk), que é o seu noivo, e ela lida com pequenos problemas em relação à ele e acaba descobrindo que ele tem uma amante e está vivendo uma outra história com a  Ritinha, personagem da Ísis Valverde. Estamos gravando agora este encontro e embate entre as duas, é uma mistura de tristeza, emoção e raiva. Cibele e Ritinha ficam se equilibrando, e nunca desistem da guerra a ponto de falarem “chega”.

Ela lida com a traição muito pé no chão também?

Muito. Ela é admirável nesse aspecto, ela não faz escândalo, é sempre muito firme e racional.

E a Bruna como é?

Eu queria ser mais como a Cibele, é bonito de se ver, mas ao mesmo tempo a acho racional demais, pelo menos por enquanto me parece ser. Eu, Bruna me misturo bem, tento me controlar, entender mas às vezes não dá, foge.

Ela se apaixona pelo Rui de verdade?

Eles são apaixonados sim. As famílias se conhecem há muito tempo, eles cresceram juntos, e creio que eles se amam de verdade, mas o Rui está apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo. Eu lendo o roteiro percebo que existe uma confusão sentimental dele, porque ele ama de verdade mas se encantou por outra pessoa.

Como está sendo interpretar um roteiro da Gloria Perez?

É genial. Ela escreve deliciosamente bem e os diálogos são muto preciosos. É gostoso de falar o que ela escreve.

Os figurinos aparentam ser bem fashion certo?

Quando fizemos as primeiras provas de figurino com a Natália (figurinista), a primeira coisa que pensamos é que mesmo ela sendo rica, vindo de uma família com dinheiro não queríamos que ela tivesse aquela aparência de patricinha de Mônaco. É só um visual bem arrumadinho, com tudo no lugar.

Você prefere seu cabelo assim ou mais claro como já esteve?

Eu adoro mudar de cabelo, mas agora ele está natural e é melhor pra cuidar, dá menos trabalho.

Como está sendo essa troca com o Edson Celulari. E como foi receber ele de volta nas gravações?

Foi muito legal. A gente teve uns ensaios, sentamos pra conversar e trocamos figurinha. É uma delícia, eu estou vindo pra cá todos os dias com muita tranquilidade. Claro que a gente tem medo de começar um trabalho novo, mas as coisas estão caminhando tranquilamente, e estão todos nesse clima. Isso ajuda tudo a fluir melhor.

A Regra do Jogo, não teve uma aceitação conforme o esperado. Você acredita que vá ser diferente em A Força do Querer?

Cara, eu gosto muito do que estou lendo, e a Gloria tem uma qualidade que eu achei fantástica. Ela é muito consciente do que é fazer uma novela. Ela fica ligada na gente, ligada no mundo e está realmente ligada pra fazer isso junto com uma galera que é o país inteiro. E isso pode ser muito produtivo pra novela. Ela escreve de uma forma em que todos os personagens podem ser diversas coisas. Por exemplo, o Rui pode tanto estar confuso entre duas mulheres como pode estar só sendo ruim com a Cibele, que tanto pode ser um pouco chata ou estar apenas amando e tentando fazer o barco andar. É muito gostoso brincar com essas possibilidades em aberto deixadas pela Gloria.

A Cibele é um pouco vilã?

Eu não sei, só sei até onde gravei. Acho que pra essa personalidade mental da Cibele pode ser que sim. Seria uma delícia.

Sua personalidade tem algum contato com a personagem trans?

Sim, a trans é irmã do Rui. Eu tenho poucas cenas com ela, muitas de núcleo familiar.

O que você acha da Gloria abordar isso?

Acho importantíssimo,  porque afinal o que é gênero? O que é ser homem? O que é ser mulher? Abordar a transsexualidade é bom para podermos lidar com preconceitos entranhados dentro da gente. E a gente sabe pouco sobre o assunto, eu também sei pouco. Eu estou o tempo todo perguntando para os meus amigos que são, alguns que até tomam hormônio, pergunto como é, como é educado tratar. E que bom que a Gloria trouxe isso pro país todo discutir junto.

Você também gravou em Belém?

Não.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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