Beto Marden relembra gafe com Tim Burton e Johnny Depp: “Eles riram muito”

Publicado há 4 anos
Por Leandro Lel Lima
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Um dos profissionais mais versáteis do mundo do entretenimento, o apresentador, ator e produtor Beto Marden, ex-SBT, está sem comandar programas na TV desde 2012, mas não deixa de lado a possibilidade de retomar a carreira em frente às câmeras.

Beto coleciona passagens pelo Disney Channel onde apresentou o Zapping Zone e o Disney Planet. Já na emissora de Silvio Santos conquistou ainda mais espaço com Ídolos, Astros, TV Animal e Se Ela Dança Eu Danço além de ter feito reportagens para o Olha Você, Eliana e Domingo Legal, inclusive com reportagens internacionais.

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Já como ator integrou o elenco de Amigas e Rivais, Uma Rosa com Amor, Patrulha Salvadora e Cúmplices de Um Resgate. No teatro, Marden vem se destacando como produtor de grandes espetáculos, entre eles, Os Dez Mandamentos – O Musical.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Beto relembra momentos importantes de sua carreira, releva curiosidades sobre as entrevistas que já fez com astros do cinema e analisa o atual momento da TV em relação aos programas infantis: “Com a concorrência, a programação infantil, por exemplo, melhorou nos canais fechados e na internet”.

Confira!

A TV tem mudado muito por conta da linguagem e novos formatos. Até os canais infantis passaram por mudanças. E foi em dois deles que você iniciou sua carreira. Como analisa essas mudanças? A programação infantil melhorou ou piorou? O que passa na sua TV? (séries, programas, entre outros)

Acredito que uma das grandes mudanças na TV está ligada ao acesso das pessoas aos conteúdos, e também ao crescimento das novas mídias. Com a concorrência, a programação infantil, por exemplo, melhorou nos canais fechados e na internet.

Assisto à TV muito pouco. As telas em casa são quase sempre um veículo para transmitir o que veria no celular ou computador. Quase sempre shows, filmes e documentários. Poucas séries me pegaram de verdade.

Morgan Freeman, Robin Williams, Michelle Pfeiffer, Hugh Grant, Johnny Depp, Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Elijah Wood, Vanessa Hudgens, Sam Worthington, Anne Hathaway, Zac Efron, Dwayne Johson e Christian Bale são algumas das estrelas que você já teve a oportunidade de entrevistar para o Domingo Legal, do SBT. Conta pra gente um momento curioso envolvendo esses artistas que você presenciou como uma possível gafe, nervosismo, uma revelação inusitada, algum comentário deles sobre a nossa cultura, entre outros:

Fazer reportagens internacionais pelo SBT, para o Domingo Legal, foi algo realmente muito bacana. Além de viajar para diversos países (França, Bélgica, México, Inglaterra, Estados Unidos, Nova Zelândia), sets de filmagens incríveis e viver momentos inesquecíveis, tive a oportunidade de entrevistar atores, diretores, produtores e autores dos quais sou fã.

Teve uma situação muito engraçada, na segunda entrevista que fiz com Tim Burton, um grande diretor que admiro bastante. Desta vez ele estava acompanhado de um ator que também gosto muito, Johnny Depp. Para realizar estas entrevistas, somos instruídos a não pedir para tirar fotos e nem pedir autógrafos. Mas como eu estava diante de dois grande ídolos, e era a segunda vez com o Tim, aproveitei o momento, e não podendo tirar foto, simplesmente pedi para ficar ao lado deles rapidamente, ali entre os dois, para pegar o “frame”, o segundo da imagem gravada em HD, para ter uma “foto” com eles. Porém, ao invés de dizer “beside” (ao lado), eu disse “inside” (dentro!). Primeiro eles riram muito. Me dei conta do erro, corrigi rapidamente. Além de Tim autorizar a captação da imagem, ele ainda me chamou de “gênio”!

Beto entre Tim Burton e Jhonny Depp (Divulgação)

Ter morado um tempo fora do Brasil lhe proporcionou novas visões sobre o país, não? O que mais destaca dessa experiência?

Todas as chances que tive de morar fora do país a trabalho, foram vivencias muito enriquecedoras, tanto na TV quanto no teatro. Conhecer profissionais de outras culturas, faz a gente conhecer um pouco mais do ser humano, do mundo, da vida. O que posso destacar é que o mais importante em qualquer profissão, e principalmente para um artista, não importa o lugar do mundo onde estiver, é sempre manter sua identidade.

Outra área que você vem se destacando é o teatro. Como ator e produtor. Você também fez a Gerência Artística de algumas peças, entre elas, Divas O Musical, Os Dez Mandamentos e ForeverYoung. Como surgiu a oportunidade de trabalhar na montagem de espetáculos tão grandiosos como esses? O que faz um gerente artístico? 

Eu iniciei minha carreira artística profissional no teatro em Cambaio, com João Falcão em 2001, fazendo um musical brasileiro inédito, com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo. Desde então, eu nunca deixei o teatro. Quase sempre fazendo teatro musical. Mesmo enquanto estava no ar, fazendo TV, diversas vezes segui em cartaz no teatro. Pude acompanhar a evolução no preparo dos atores e a aparição de diversos talentos, cada vez mais jovens, apaixonados e cheios de vontade. E com mais acesso à informação e à formação. Fico feliz e orgulhoso que esta arte tenha conquistado este espaço no país e ter, de certa forma, participado disso tudo, nestes últimos 15 anos.

Os últimos grandes trabalhos de Gerência Artística que realizei, têm sido ao lado de Sandro Chaim, um dos maiores produtores brasileiros, de quem sou amigo desde 2008, quando fiz minha primeira produção teatral. Minha responsabilidade é assistir na comunicação entre a Direção e a Produção, sobre tudo que estiver ligado à área artística.

Os atores brasileiros, em sua maioria, não possuem uma formação tão ampla como nos EUA e Europa, como cantar e dançar. Porém o mercado brasileiro está cada vez mais aquecido. Como analisa essas mudanças no setor e a preocupação dos atores em estudar cada vez mais?

Acho bacana que os alunos se dediquem cada vez mais para termos profissionais ainda mais capacitados. Porém, acredito que ainda precisamos desenvolver um padrão brasileiro de profissional com nossa pegada no palco. Há muito espaço para nossa brasilidade nas escolas, nos artistas, nas obras e nos palcos.

Quais são as suas referências no teatro e cinema? 

João Falcão, Tarantino e Tim Burton são algumas das minhas referências.

SBT relançou em 2009 um dos clássicos do canal, o TV Animal (SBT/Reprodução)

Quais são seus novos projetos para TV, cinema, teatro e outros? Pensa em ter um canal no Youtube?

Atualmente sigo focado nas apresentações de eventos corporativos e nas produções de teatro e música. Estou dirigindo dois shows de música e vou dirigir um musical infantil no segundo semestre. No momento não tenho nenhum projeto de TV e nem Youtube. Mas são veículos que gosto muito e sei que em breve estarei aprontando algo.

Beto segue apresentado eventos corporativos (Marcos Pinto)
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