Atriz de Belaventura, Juliana Knust faz um balanço da carreira: “Já pensei em desistir”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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A atriz Juliana Knust está preparada para um novo desafio, interpretar a rainha Vitoriana, em Belaventura, novela que estreou nesta terça-feira (25) na RecordTV. A bela conversou com nossa reportagem e falou um pouco sobre os altos e baixos da carreira. Confira:

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Em Belaventura, você interpreta uma rainha que também é mãe. Como a maternidade ajudou você?

Depois que eu tive filho, os problemas não são mais tão grandes. Eu vou ficar sofrendo porque engordei um pouco? Não. Tenho outras prioridades. Acho que a maternidade, ter minha família, e a maturidade faz com que eu fique mais tranquila com essas cobranças que vão sempre existir. Uma hora aparece uma espinha, outra hora uma ruga, e é assim. Se pensar nisso, você vai ser pra sempre triste. Me cuido, faço minha parte, exercício.

Você acha que a beleza é muito importante?

Eu acho que você estando em equilíbrio mental e espiritual, você fica feliz e transparece isso. Às vezes você não está nem tão bonita, mas sua energia está tão boa que as pessoas acham que você está linda.

Você se sente melhor hoje do que antigamente?

Eu acho que estou sempre melhor que antes. Vejo uma foto minha, e não quero mais ser a menina de 20 anos atrás. Está me fazendo bem envelhecer e amadurecer.

Você disse que sua personagem tem essa característica agregadora, de fazer o bem. Você emprestou isso seu para ela?

Total. Tive tantos altos e baixos emocionais na vida que cheguei num momento que não quero mais viver assim. Tenho dois filhos, e não quero mostrar isso pra eles, uma hora a mãe deles está bem e outra hora não. Eu já fui muito assim, mas não quero ser este exemplo. Me preocupo com o exemplo que estou dando para eles.

Você conversa muito com eles?

Muito. O mais velho está virando super parceirinho, batemos altos papos, e ele é meu amigo mesmo. O mais novo tem apenas 2 anos, e ainda não consigo conversar muito.

Em algum momento pintou alguma crise na carreira?

Várias. Nessa carreira é o que mais tem (risos)! Quem é que diz que a carreira é sempre maravilhosa e incrível? Já chorei, já sofri, já fui feliz, já pensei em desistir, voltei, tudo já me aconteceu. Mas nunca tive um plano B na vida, por isso pensei “Opa, tem alguma coisa errada, é isso que eu amo fazer”. Me sinto realizada e grata por ter oportunidade de fazer o que eu amo. Conseguir sobreviver como atriz não é fácil, o negócio não é chegar, e sim conseguir se manter.

Você gosta desse tipo de contrato por obra?

Isso pode ser bom. Eu fiquei 20 anos na Globo, e quando resolveram não renovar mais contrato comigo foi sofrido, porque eu acreditava que aquilo ali era a minha estabilidade, quando na verdade, depois que me vi sem contrato eu me movimentei muito mais para conseguir as coisas. O contrato por obra te dá a chance de não se acomodar, e como o contrato com a casa, era algo normal, acostumaram mal a gente. Acho que esse é o futuro, porque não existe atualmente empresa que resista a ficar pagando contrato para as pessoas ficarem em casa. A realidade é outra, o mundo é outro, a economia é outra.

*Entrevista realizada pela jornalista Nucia Ferreira.

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