“As Mulheres não podem se calar” diz Letícia Spiller sobre campanha contra o assédio

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Letícia Spiller parece não querer saber de moleza. A atriz que terminou recentemente um trabalho na novela Sol Nascente já engatou outra personagem na supersérie Os Dias Eram Assim. Em conversa com o Observatório da Televisão durante a festa de lançamento da nova produção da Globo ela contou algumas curiosidades:

Você acabou emendando trabalhos. O ritmo de gravação da supersérie é igual ao de uma novela?

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Não. Não é tão pesado, até mesmo porque não será exibido diariamente.

Você já tem planos para quando terminar de gravar?

Tenho vários projetos que estou tocando ao mesmo tempo em que estou gravando: uma peça, um filme que estou produzindo e outro que estou co-produzindo, mas gostaria muito de tirar férias.

Devido a sua participação em Os Dias Eram Assim você precisou cancelar suas férias?

Eu ia viajar com a minha filha para Tampa, pra passear, ver a exposição da Frida Kahlo, mas infelizmente não deu.

O que dizer sobre a supersérie?

Eu estou gostando muito. Acho que foi um momento delicado da nossa história e muito importante de ser contato, assim como as consequências que essas personagens sofreram. São filhos da ditadura, e somos reflexo disso também. Essa disparidade social que temos no Rio, São Paulo e principalmente nas grandes metrópoles é um reflexo da ditadura assim como a falta de educação, de saúde, em minha opinião. É um absurdo a gente se conformar com nosso sistema político porque tudo veio daí. Claro que o foco é a vida dos personagens mas você percebe que são apenas formiguinhas dentro de um formigueiro enorme de pessoas que sofreram com isso.

Você acredita que a nossa política atual se pareça com a política daquela época?

Eu acredito que tem muitas coisas em comum como a falta de tolerância, eles polarizações como coxinha e sei lá o que. São em épocas diferentes mas é muito parecido. Vivemos algo mais velado mas o preconceito é enorme do mesmo jeito, de várias formas absurdas. Hoje podemos nos expressar com mais liberdade mas mesmo assim somos julgados o tempo todo.

Qual sua opinião sobre a campanha contra o assédio Mexeu com uma, mexeu com todas?

Eu acho que é válido. As mulheres não podem se calar, é importante para as mulheres terem coragem de denunciar, se defender mas temos que ter cuidado na hora de julgar, temos que ser justas. A mobilização eu acho bacana.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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